agosto 22, 2013

Com licença, por favor e muito obrigada, mano.

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Praça da Bandeira, São Paulo

Depois de algum tempo fora do país tive várias surpresas no retorno à pátria amada, salve, salve. Situações bem ruins que, mesmo esperadas, estavam esquecidas em algum compartimento da minha memória. Mas eu não vou comentar nada sobre elas porque reclamações desse tipo a gente lê em qualquer feicibuqui ou iu-tubi de gente que ganha a vida para reclamar.

E vai falar do que, mano?

Dos trabalhadores que mesmo sem dizer uma palavra do português bem-educado (com licença, obrigado, de nada) conseguiram ser gentis.

Explico.

Deixei o carro num estacionamento para ir num lugar onde não permitem a entrada de celular. Foi quando o funcionário viu minha bolsa - de tamanho normal - e me alertou dizendo que "também estavam encrencando" com outras coisas. E completou falando que seria melhor levar só carteira e documentos. Agradeci, abandonei minha maleta e ele me desejou boa sorte. Na volta, ainda mandou um modesto "deu tudo certo"?

Isso foi algo gentil. Muito gentil mesmo. Eu não paguei nada a mais pela ajuda dele. O preço é fixo, não existem gorjetas. E ele me ajudou muito. Não precisei ser barrada, nem voltar ao carro para deixar algum badulaque que teria esquecido no fundo da minha mochila.

Considere ainda: a frequência normal de retorno ao específico lugar gira em torno de 5 a 10 anos. Ou seja, a gentileza foi pura e autêntica.

E eu nem guardei o nome do estacionamento para escrever aqui.

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Isabela: designer, estudou psicologia clínica, especialista em tecidos automotivos, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso tem coisas interessantes para compartilhar.

Um comentário:

  1. GOSTEI! Embora o noticiário registre muito mais indelicadezas o BRASILEIRO continua sendo prestativo e cordial.

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