agosto 29, 2014

Nas ondas do rádio

Quadro naif da Beth

Conheci rádio na infância quando papai ouvia HORA DO BRASIL e REPÓRTER ESSO e eu tinha de ficar caladinha num canto da sala. Fui crescendo... e o rádio diminuindo. O que era antes uma enorme caixa preta, enfeitada de botões, lotada de válvulas, e que recendia a plástico queimado quando ligado o dia inteiro, virou uma pecinha dentro do celular!

Antes dessa enorme transformação... vivi fases e mais fases com rádio ligado por perto. Algumas destas ficaram marcadas com programação adequada aos meus interesses. 

Que tal começar pela lembrança de uma história do “Tio Janjão” seguida de determinado episódio de “Jerônimo, o herói do sertão” e sua música inesquecível? Tinha novela também. Era “O Direito de Nascer”, com todo mundo em volta do rádio se debulhando em lágrimas. Na adolescência era correr pra perto do rádio, ao tocar minha música preferida; levar o transistor importado, escondido na pasta escolar para ouvir na saída do Colégio sem perder uma música da seleção “as melhores da semana” até chegar em casa, e solicitar outras, pelo telefone, ao locutor...

Muitas EMOÇÕES!

Com a chegada da TV deixei um pouco de lado meu radinho. Fazia faculdade, trabalhava fora, e o tempo de descanso era reservado para as novelas, que as crianças permitiam-me seguir...

Sem dúvida o rádio ainda tem seu espaço na vida das pessoas. Indo de carro para o serviço, é útil para desviar-se dos engarrafamentos, enchentes, blitz ou coisas semelhantes; as músicas ajudam o tempo a passar nos sinais fechados; o noticiário, propagandas, previsão do tempo, e os jogos de futebol nos mantem atualizados.

Muitas serventias!

Algum dia gostaria de poder idealizar um programa “mandando meus recados” através de canções. 

Começaria cantando “eu cheguei em frente ao portão..." que tem a letra mais interessante para a fase que estou vivendo. Dando sequencia a essa programação exclusiva eu colocaria no ar:

Uma PROPOSTA de um PAPO FIRME cheio de DETALHES alertando meus ouvintes que sempre É TEMPO DE AMAR, aqui ou ALÉM DO HORIZONTE; de provar O GOSTO DE TUDO já que É PRECISO SABER VIVER .

MAIS UMA VEZ eu subiria A MONTANHA para ver cair as ÁGUAS DE MARÇO e diante da ÁGUIA DOURADA constataria que AMANHECEU na AMAZONIA; que das curvas da ESTRADA DE SANTOS, OLHANDO O MAR, inda posso ver as BALEIAS assim como AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA.

Só POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR deixaria de fazer o DESABAFO, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, FALANDO SÉRIO, que TUDO QUE SONHEI voou igual FOLHAS DE OUTONO... viraram RECORDAÇÕES, RECORDAÇÕES E MAIS NADA!

Ver a COISA BONITA, a PAZ NA TERRA, OUTRA VEZ, MAIS UMA VEZ, PRA SEMPRE é e será o SONHO LINDO, SORRINDO PARA MIM, ETERNANTE!




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 24, 2014

João e Maria em tempos de dieta sem glúten.


Gostou? Quer ler mais?


Experiência de refeição sem glúten no voo Delta

Shampoo tem glúten, água tem glúten...

Resignificando a refeição, alergia alimentar.


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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou design de produto e psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país e seguindo uma dieta sem-várias-coisas-legais, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.
ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.

agosto 23, 2014

Coisas que acontecem quando você começa a dieta sem glúten

1. Você joga fora toda a comida que tem casa e corre para comprar pão sem glúten antes que morra de fome.


2. Demora o triplo nas compras de mercado porque agora precisa ler TODAS. As PALAVRAS. Da LISTA DE INGREDIENTES. De TUDO que vai para dentro do carrinho.


3. Descobre que só pode comer meia dúzia dos produtos do HIPERmercado.



4. Lê um rótulo e se pergunta... "Será que um equipamento que processou trigo vai me fazer muito mal"?


5. Agradece gritando pelos corredores do mercado quando encontra biscoito sem glúten.


6. E acha suuuper normal pagar 10 reais pelo pacotinho de 50g .


7. Decide que a partir de agora só faz compras nos mercados com cobertura wi-fi.


8. Aliás, as redes sociais são grandes amigas, conselheiras e ótimo lugar para desabafos.



9. Aprende o que é SII, ppm, SGNC, contaminação cruzada e a diferença entre alergia, sensibilidade e DC.



10. Sente-se traído por seres inanimados, principalmente pela aveia.


11. Cria laços afetivos com as marcas sem glúten <3.


12. Comemora quando o rótulo de algum produto é "naturalmente sem glúten" porque CARA, ESSE É O MELHOR DIA DE TODOS.


13. Ouve pessoas ignorantes perguntando... "O que é que você come"?


14. Fica indignado quando as pessoas dizem que você faz a dieta da moda.


15. Fica dependente dos pratos feitos com mandioca. 


16. Mas enjoa de pão de queijo, mesmo tendo nascido em Minas Gerais.



17. As mulheres percebem que carregam mais comida na bolsa do que quando tinham bebês.



18. Os homens se contentam com a caipirinha ao invés da cerveja gelada na praia.


19. Sente pavor em ouvir que vai ter almoço de família no feriado.



20. Fica decepcionado até com a busca do Google.


21. Aprende a usar farinhas sem glúten com goma guar para voltar a comer pão.



22. Aliás, padaria é algo que não te pertence mais... NUNCA MAIS.



23. Ser odiado por garçons e garçonetes torna-se algo básico na sua vida.



24. E as perguntas do tipo... "Mas você não sente falta de pizza/macarrão/lasanha"? Fazem você pensar que a pessoa tem probrema mentals.




25. Isso só até o dia que você conta que encontrou farinha de quinua/arroz/banana verde no mercado e então vê a mesma expressão na cara da outra pessoa.



26. E por isso faz o seu blog de design virar ativista da causa escrevendo nele tudo o que encontra sobre o assunto.



27. Afinal você quer ajudar as pessoas que pela medicina tradicional deveriam tomar inibidor de recaptação da serotonina.



28. Fica normal recusar salgadinho na festa. Isso quando vai na festa...



29. Descobre que música NÃO CONTÉM GLÚTEN.


30. Depois de resistir bravamente sente muito orgulho do bem que está fazendo ao seu corpo.




Gostou? Quer ler mais?

Simplifique a vida, livre-se do glúten.

Receita saudável com amor.

A ideia veio daqui.

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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.
ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.

agosto 22, 2014

Outro Conto da Carochinha


“João e o pé de feijão” é dos contos da Carochinha mais apreciados pelas crianças. De especial a história tem um logro, que foi trocar uma vaca por uns grãos de feijão, que termina bem devido aos feijões serem mágicos e darem origem a uma planta gigantesca. Nas idas e vidas do conto cheios de emoções, João atinge as nuvens através dos galhos compridos, que se enroscando no telhado e chaminé da casa, não param de crescer. Lá no céu existe um rico castelo e uma mulher abre a porta pro João avisando ser ali a morada de um gigante mau que no momento está tirando uma soneca. 

O menino declara estar com fome e a mulher lhe oferece um prato de comida. Em outras idas ali, João percebe ter o gigante uma fortuna imensurável e planeja levar um pouco para si e sua mãe que vivem na miséria. No dia que ele consegue pegar um punhado de moedas e vai descendo pelo pé de feijão até sua casa... o gigante vai atrás e sendo o menino mais ligeiro que aquele trambolho, atinge o chão primeiro, corta o pé de feijão, o gigante cai e morre.

Este conto além de ter vários elementos para as crianças se identificarem, possui algo que encanta os adultos também: O enriquecimento rápido, num passe de mágica ou num lance de pura sorte.

Hoje há muita diversidade no mercado de ações (todas com risco). O agronegócio (onde o investidor não precisa conhecer atividades agropecuárias); o mercado futuro (com seu reajuste diário de perdas e ganhos) pode fazer um milionário do dia para a noite e também desfazer sua fortuna num único golpe.

Investimentos em ações há para todo gosto, sempre com risco de perder mais do que ganhar. Não tem outro jeito.

E o João?

Como viveu na Carochinha, fez um mau negócio e acabou se dando bem. Bem assim:

Trocou dinheiro por uns grãos de feijão=azar. Dos grãos de feijão nasceu o feijoeiro magnífico=sorte. João subiu e encontrou um gigante feroz=azar. Adentrando o castelo do gigante achou e pegou moedas de ouro=sorte. Voltando para casa, pelo feijoeiro, o gigante corre atrás dele=azar. João chega ao solo e corta o feijoeiro com machado derrubando junto o gigante do mal=sorte. E acabou-se a carochinha carunchada... azar!




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 15, 2014

Viagem corriqueira


Saí da minha casa às 6:15h para pegar o ônibus na rodoviária da Campanha para ir à Varginha. O sol ainda não havia dado o ar da graça por ser inverno e estar caindo um chuvisqueiro. Andei pelo meio da rua deserta. O asfalto negro à luz dos postes brilhava lavado deixando ver todo o percurso da Rua Desembargador Miranda até a Praça da Catedral. Por ser sábado e chuvoso, o movimento de carros inexistia. Só vi um senhor saindo de seu portão para pegar a caminhonete estacionada em frente a casa. Da Praça Dom Ferrão em diante a luz dos postes refletiam nos paralelepípedos onde a textura da irregularidade natural do calçamento antigo brilhava.

Chegando à rodoviária, comprei a passagem e entrei no ônibus que tinha acabado de estacionar para pegar os passageiros. As paradas foram muitas e rápidas para deixar um e outro aqui e ali. Cochilei, e passados 55 minutos do embarque estava chegando a Varginha. 

Fiz o trajeto até o centro a pé, bem devagar, observando pontos comerciais que já estavam abertos: padarias, casas de frutas, alguma farmácia... Tinha de “fazer hora” para encontrar “minha” loja aberta. Ao mesmo tempo não podia parar por ali, pois se batesse um chuvão estaria distante do meu objetivo e na certa me molharia arriscando gripar-me. Na Avenida Antônio Carlos apreciei o artesanato exposto no Teatro Capitólio. Tudo muito lindo feito por mãos habilidosas de artesãos locais.

Então parei numa lanchonete de muitas mesas e cadeiras vazias para beber café expresso que é o único que servem sem adoçar. Uma delícia! A conversa animada dos funcionários era agradecendo a chuva caindo mansinha, limpando o ar, hidratando tudo, depois de tão prolongada estiagem.

Na rua do comércio principal, já havia algum magazine aberto, entrei e adquiri um aquecedor de ambiente para o meu “lar doce, e gelado lar” (quase sorveteria). Cheguei à loja de Games e estava fechada. Sentei-me no degrau da escadinha de entrada, puxei barbante e agulha de crochê da bolsa e comecei a tecer. Escutei um passante comentar que eu exercitava a paciência. Quando o proprietário abriu a loja, fui a primeira a ser atendida. 

Muito feliz, recebi de suas mãos o jogo consertado, coloquei na sacola enorme que trouxera para isto mesmo e retomei o caminho da rodoviária. Devagar, apreciando vitrines, que o horário de ônibus era às 11:30h, e dava tempo de fazer uma “fezinha” na mega sena acumulada em $22.000.000. Ah se eu ganhasse um dinheirão desses... A primeira coisa que ia fazer era um salão de encontro para os “Amigos do Coração” meu grupo de terceira idade.

Cheguei à rodoviária de Varginha e aguardei o ônibus de volta a Campanha... tecendo meu tapetinho de crochê. A atividade protegia-me da prosa ruim de bêbado ou pedinte a circular por ali. Gosto de conversar com a tomadora de conta do banheiro. Está sempre alegre e animada.

Na vitrine de “lembrancinhas” um cartaz ”HOJE É DIA DOS AVÓS”!


_Viva feliz a vovó!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 12, 2014

Continuando a saga, La Roche Posay tem glúten.


A La Roche Posai informa que só NÃO usa glúten nos produtos abaixo. Todos os demais tem glúten, sim senhora!

ÁGUA TERMAL
ANTHELIOS AC FLUIDE
ANTHELIOS AC FLUIDE FPS 40
ANTHELIOS FUIDE FPS 30 - 125ml
BIOMEDIC SERUM
CERALIP
DERM AOX
DERMATOLÓGICA PURIFICANTE
EXTREME FPS 40 COM COR
EFFACLAR ADSTRINGENTE
EFFACLAR BARRA
EFFACLAR SABONETE LÍQUIDO
EFFACLAR DUO
EFFACLAR M UV
LRP ANTHELIOS DERMO
LRP REDERMIC (+) OLHOS 15
PEDIATRICS FPS 60
REDERMIC R 30 ml

Por falar nisso, você sabe quanto de glúten você coloca na sua pele por dia?
A média de uma americana chega a 21 Kg por ano!


Mais sobre o mesmo assunto? Veja aqui ó!






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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.
ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.

agosto 09, 2014

Por que não devemos viver só de massas?

Porque se você tem a doença celíaca ou uma sensibilidade ao glúten, você vai se dar mal. Vide fotos do antes e depois de quem comia glúten mesmo sendo "só um pouquinho de nada".

Antes, um celíaco comia glúten e tinha...
ou melhor, não tinha vilosidades no intestino.

Depois de um ano de dieta sem glúten
as microvilosidades voltaram ao normal.

Quer saber mais sobre as últimas novidades do mundo da sensibilidade ao glúten, doença celíaca, doenças autoimunes, etc e tals? Veja esse vídeo do Dr. Alessio Fasano, mas não iluda como o jeito simples e brincalhão dele explicar as coisas. Ele é a pessoa que mais estuda e entende desse tal de glúten atualmente.

Legendas em português, mas só se você ativar o (cc), closed captions, legendas ocultas. 


Mais sobre o assunto aqui.

Mais vídeos sobre glúten, rir para não chorar.

John Pinette, gluten-free pasta.



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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.
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Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.

agosto 08, 2014

Mazzaroppi


Assistindo na telinha o filme “O filho preto do Jeca” veio-lhe a ideia de pesquisar se alguém já havia dito que Mazzaroppi foi o Charles Chaplin brasileiro. E não é que o jovem achou? Mazzaroppi dizia mesmo haver se inspirado no Carlitos para criar seu personagem JECA! Mais do que isto, vendo outros filmes do ator, o jovem universitário listou os muitos outros talentos do Mazza: roteirista, diretor, ator, cantor, figurinista, e piadista, CLARO! A cada fala do Jeca, um motivo para rir.

No argumento de “O filho preto do Jeca” há várias curiosidades. Uma delas fazia parte de uma discussão científica da década de 1970: pode uma mulher gerar em seu ventre gêmeos de cores diferentes? Poderia, dos gêmeos um ser filho de um pai, e o segundo filho de outro pai?

Por ser mulher honesta, no filme a sociedade não questiona sua honradez, mas o JECA seu marido sim. (Um ciúme bem próprio de machistas.) E ele não perde uma oportunidade de fazer sua esposa chorar por causa do filho preto que desconfia não ser seu.

Quando esta criança tornou-se homem feito, quis casar com a moça mais linda, culta e rica do pedaço: a filha do patrão! E o pai da moça dá uma corrida no rapaz dizendo ser aquela união impossível. O Jeca e sua mulher também tentam tirar da ideia do filho preto, pobre e de pouco estudo aquela união que acreditavam não ter chance de dar certo. O moço insiste, e não desiste da ideia, até que... a verdade é revelada.

Falar de preconceito e descriminação de raça ou cor, não bastou ao Amacio Mazzaroppi. Tinha que ir pro lado da moral também. No final do filme, e primeiro momento da cerimonia do casório dos jovens personagens, uma velha parteira confessa que no mesmo dia em que, há vinte anos passados, atendeu a parturiente branca, atendeu outra, negra... 

E quem queria saber por que a parteira tinha resolvido juntar as crianças no lar do casal branco ficou surpreso com tantas revelações finais: o pai do neném negro, não era o marido da mãe preta e sim... o patrão deles todos, o proprietário das terras, o PAI DA NOIVA! (Por isso o pai da moça afirmava que aquele seria um casamento impossível.) O noivo e a noiva eram meio irmãos! Também por isso a mãe negra não queria a cria: tinha sido forçada a manter relação sexual com o patrão.

Voltando o enfoque para seu herói MAZZAROPPI, o jovem universitário em sua pesquisa descobre que o Charles Chaplin brasileiro: construiu seu estúdio, fez e distribuiu seus filmes com recursos próprios! 

Concluiu então pela genialidade do ator, que até hoje tem hora e vez nas emissoras de TV brasileiras, e que se tivesse vivido mais... Beneficiaria a P.A.M. com as leis de incentivo à cultura ora existentes.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 06, 2014

John Pinette, gluten-free pasta

Enjoy! Abundanza!


More funny stuff in:

Fun of gluten

Punching the gluten



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Isabela: Brazilian, designer, works with automotive fabrics in the US. She did psychology college as well and had enjoyed a lot. She is living abroad for while, maybe because this she likes trends, cultures and behaviors.
DISCLAIMER
All material on this CORN FREE session is intended for reference only and should not take place of medical advice from a license practitioner. Please use common sense, do your own research, and consult your physician when making decisions about your health.

agosto 05, 2014

Esculturas realistas de Yumi Okita.


Olhe novamente!

A artista japonesa, Yumi Okita que vive na vizinha Carolina do Norte faz essas incríveis peças de arte representando borboletas e outros insetos com extremo equilíbrio entre arte e realismo.

São como animais de verdade, ou quase, feitos com tecidos e linhas, usando técnicas de bordado. As esculturas medem por volta de 20 cm cada e devem parecer o máximo possível com os reais insetos. Por isso o cuidado com cada mínimo detalhe na confecção de corpo e asas.

Fica no ar uma certa tensão entre admiração e tensão.




 



 

 

 




Veja mais obras da artista aqui.


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Um artista brasileiro nas Carolinas, Henrique Oliveira.


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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.