junho 16, 2017

Neto e avó

Por Elisabeth Santos

Meu neto diz que sou “hi-tech”. Comprou um chaveiro de “facebook” numa loja de “souvenirs” em Pomerode para presentear-me. Também fez meu retrato caprichado, diante de um computador, e pôs junto a seguinte dedicatória: “PARA A MELHOR VOVÓ DO MUNDO”.

Resolvi então fazer-lhe uma proposta: Em troca do seu velho “tablet” precisando de nova bateria, eu lhe daria outro novinho, escolhido no magazine perto de casa. E lá estávamos nós, diante da simpática vendedora, escolhendo o objeto das negociações.

Troca feita, voltamos para casa satisfeitos da vida!

O meu novo “velho tablet” coloquei dentro da mala de viagem, não antes de tirar-lhe a capa para proteger de arranhões o novíssimo objeto recém- saído da loja. Dalí a pouco vem o meu neto pedir-me o cartão de memória também. Enfim, enquanto o dele ia ficando incrementado, o meu ia se despojando de seus artifícios.

Tudo bem, pois jogamos juntos todos os “games” antigos, e ele ainda me ensina a perder dele nos “games” mais recentes!        





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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".  

junho 09, 2017

Betinho

Por Elisabeth Santos

©  | Dreamstime Stock Photos

“Baby-sitter faltou? Não te apavora. Chama a Dona Aurora!”

Assim foi o Betinho passar umas horas na casa da vizinha para sua mamãe ir ao dentista. O combinado nunca é caro, então... tudo bem combinado, pacotinho pronto, no horário tratado a campainha de entrada soa dim- dom...

Betinho estranhou a casa, estranhou os demais moradores, e não parava de chorar. Dona Aurora se desdobrou que nem aurora matutina, espalhando aconchego, luz e calor humano. Isso consumiu a primeira hora de estada do Betinho em novo ambiente. A segunda hora foi usada pelo baby a explorar todo o território, incluindo seus habitantes. Passou de colo em colo puxando o brinco, o cabelo, ou a barba de quem tinha.

Dos brinquedos ali existentes, nenhum o entreteu. Só apreciou os tais controles remotos existentes na mesinha perto do sofá. Até esqueceu-se de chorar, para chorar de rir acompanhando as brincadeiras dos palhaços Patati Patatá.

Na terceira hora, todos cansados (menos Betinho) era chegado o momento da mamadeira, que veio pronta, e da troca da fralda descartável. Nesse ponto Dona Aurora, sentiu-se a mamãe de dez anos atrás, riu, conversou na linguagem dos nenéns, beijou os pezinhos da criança e... Viu surgir seu filho que estudava no cômodo ao lado reivindicando:

_ Não acredito que você está beijando o pezinho dele como beijava o meu quando eu era seu bebê. Pode parar. Eu que sou seu filho né?

E o Betinho, talvez assustado com a aparição repentina do Rei Sol... retomou o chororô de horas antes.

_ Ai que ciumeira mais fora de hora filhão! ‘Cê sabe o tanto que te amo.

FIM.




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".  

junho 05, 2017

Graffiti do Kobra em Chicago

Passeando por Chicago encontramos uma bandeirinha brasileira colada num edifício.

_ Oh... seria isso um graffiti brasileiro? Sim!

 Muddy Waters by Kobra, na 17 N State St, Chicago IL.

Diga-se de passagem, autorizado e feito sobre painéis que são colocados em cima da fachada do prédio. Hummmmm... Porque americano não vai estragar arte histórica com pintura de natureza efêmera, não é mesmo?

Um abraço, pessoas anti-Dorianas.

Site do Kobra aqui.

Uma performance do homenageado, Muddy Waters, pioneiro do Jazz, com  o Rolling Stones aqui.


junho 02, 2017

Eu sei

Por Elisabeth Santos
A escrivinhadora em ação.

Sei que não sou escritora, talvez seja uma escrevinhadora...

Gosto de registrar na língua materna: curiosidades, fatos, observações, sonhos e invencionices sem quaisquer outras intenções, que não sejam da minha vontade ou necessidade. “Livre como o vento”, nem tudo que escrevo, descrevo, subscrevo... divulgo. Nesse “tudo” estão pensamentos, opiniões, raciocínios que faço, considerando o entorno, o momento, a companhia...

Tenho consciência do meu estilo reticente, dos personagens mal disfarçados, das palavras dúbias, que levam ao interpretador certa liberdade de formar opinião. O que não quero é discutir, nem comigo mesma, muito menos publicamente, coisas efêmeras, que vão e vem a tona a cada milésimo de segundo.

Dúvidas? Tenho muitas. Carrego comigo o Mundo das Interrogações do tempo que estou vivendo.

É enlouquecedor!

Por isso gosto da minha vida pacata, cheia das obrigações de cuidar de mim todos os dias, rotineiramente, até sem perceber, cuidando dos outros e do meio em que vivo.

Sim, eu gostaria de resolver a problemática do mundo atual! Não consigo pensar que o caminho que a humanidade tomou não tenha retorno. Fui criada procurando e achando a “solucionática”!

Que nunca me falte, além dessas revelações que ora faço, meu toque de bom humor!


Amém.   



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".