julho 21, 2017

A fotografia

Por Elisabeth Santos
As irmãs.

Dia da foto das oito irmãs, com cinco de seus filhos, e oito de seus netos, na escadaria da Penha, comemorando a lavagem do Bonfim, se tudo isso fosse possível!

Rápido não iria ser; Muitas poses também não; Todo mundo de cara boa, olhando pro mesmo lado, só gritando GIIIZ.

Para formar a unidade do grupo, cada qual dava seu comando:

Do alto da escada postou-se a mais velha, sugerindo que ia ser tudo por ordem de idade. A segunda queria que a fileira fosse por ordem de tamanho. A próxima sugere que intercalassem cores das roupas para não saírem emendadas no retrato. Mais um palpite diferente: _Todas de ladinho, quase perfil, no disfarce das abomináveis gordurinhas. Quem sabe uma com a mão no ombro da outra? Talvez apontando sua descendência no patamar abaixo? E os pequeninos nos ombros dos primos mais velhos, também poderiam fazer daquela uma foto memorável... Eram ideias, e ideias que não acabavam mais, para dar nisso aí que estão vendo.

Se durasse mais um minuto a organização da foto, ia ser um branco total radiante: todos retornando ao que estavam fazendo.

Aconteceu, virou manchete, bem no dia do “Clube do Bolinha” em Colônia de férias dirigido só por pais. Nenhuma mãe pajeando no pedaço!

Muita bola, bambolê, banho de mangueira, pebolim, pingue pongue, etc. e tal.

Zap zap? Só ao final do dia, todos arrumadinhos para dormir acampados no casarão da grande família!

_ “É nóis!”



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 14, 2017

O amigo do meu amigo

Por Elisabeth Santos
Dia 20 de julho é o Dia do Amigos, essa é a Beth entre amigos.

Para melhor memorizar a questão dos números positivos e negativos nas adições, o professor passava este macete aos alunos:

Imaginemos que o sinal positivo (+) corresponda à palavra AMIGO, e o sinal negativo (-) corresponda à palavra INIMIGO. 

_ O amigo do seu amigo é o que seu?

_ É meu amigo! - Respondia a sala toda em alto e bom som.

Professor: _ Então mais com mais dá mais.

E continuava seu raciocínio:

_ E o inimigo do seu inimigo é o que seu?

_ O inimigo do meu inimigo é meu amigo!

E o professor concluía:

_ Então menos com menos dá mais também.

...

E para terminar:

_ O amigo do seu inimigo é o que seu?- perguntava o mestre.

_ Amigo do meu inimigo é meu inimigo. - respondiam seus alunos.

_ E então mais com menos dá menos.

Professor: _ Inimigo de seu amigo?

Alunos: _ Meu inimigo! 

...

Entretanto na vida pode ser tudo diferente, pois existem os amigos falsos e os inimigos que fazem “jogo duplo” (viram a casaca diante da possibilidade de uma vantagenzinha).

... E o macete também poderá não funcionar, quando tratar-se de uma AMIGA/AMADA... da sua amada.

E não funcionará também em outras tantas situações da vida.

 _ E não é?



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 07, 2017

Esperto

Por Elisabeth Santos

O menino ajudava a tia quanto às dúvidas sobre uso do computador.

A cada indagação dela, respondia prontamente com seus dedos ágeis no teclado.

Tia Benedita continuava sem entender o caminho das teclas, tamanha era a ligeireza do Estevão. Bem que ela tentava repetir sua façanha. Tentava, treinava, mas só conseguia dominar as manobras simples. Se aparecesse intercorrências, lá ia ela buscar ajuda. 

Estevão sentia-se um sábio em sua esperteza ligeira, ao mesmo tempo em que a tia sentia-se exatamente o inverso.

Numa quente tarde de primavera parecendo verão, o espertinho correu a mostrar à tia uma sacolinha, repleta de cigarras, resultado de sua “caçada”. Tia Benedita, pacata e cautelosa contou-lhe que um rapaz, apanhador de grãos de café, levou um jato líquido de cigarra no olho direito, e...

Titia não conseguiu completar seu relato. O “Esperto Estevão Ligeirinho” concluiu o raciocínio dela vaticinando:

_ Já sei! O apanhador de café ficou cego!

E a Benedita: _ Nada disso, menino.

E completando sua sabedoria “internáutica”:

_ Vicentino tirava tarefa nos cafezais todo ano, e já estava acostumado com cigarra que se alimentando de seiva, põe fora o que não é aproveitado pelo seu organismo. 

O líquido não sendo tóxico, assim mesmo poderá irritar a pele de quem tenha alergia. Ainda bem que este não era o seu caso. Então lavou bem os olhos nas águas límpidas da mina mais próxima e...

De novo o menino, impaciente, quis completar a narrativa da tia:

_ E ficou tudo bem, pois esses bichos não tem veneno!

_ A cigarra não tem veneno, mas o marido dela sim!

_ Quem? _ perguntou o sabe tudo.

E a tia bem séria, muito calmamente falou:

_ O cigarro, ué!




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

junho 30, 2017

Bem vindo

Por Elisabeth Santos
Lago nos arredores do museu Biltmore House na Carolina do Norte.

Se há no mundo um lugar em que somos sempre benvindos é numa paisagem natural. É só prestar atenção: os pássaros chilreiam, o lagarto sai da toca, a ramagem balança, as folhas secas estalam ao serem pisadas, o córrego jorra notas musicais, os raios de sol ultrapassam as copas das árvores deixando um rastro de luz mostrando vida em movimento.

Aos menos corajosos, em enfrentar o show que é tudo isto, e o inesperado, recomenda-se uma visita a algum sítio, ou chácara de amigos. Duas vezes bem vindo sentir-se- á a pessoa mais privilegiada do planeta Terra!

À tarde, na hora do café com bolo e biscoitão, os anfitriões contam que o pet, xodó da casa fugiu em busca do pecado.

Enquanto era criança, Xodó brincava com seus brinquedos, donos, visitantes, e nem tinha ideia do mundão lá fora. Sob a ação hormonal da idade, precisou de um confortável canil, já que manifestou desejo de passadas largas pelo cafezal atrás do irresistível apelo natural.

Em sequencia, do sítio vizinho, alguém telefonou avisando que o cãozinho, numa visita rápida, saiu de lá bem acompanhado. E puseram-se a procura-los.

Passaram-se dois dias de muitas informações desencontradas... e nada de Xodó & cia.

Então, no quarto dia, tanque do carro quase vazio, mas coração ainda cheio de esperança, ela “a mãezona”, o vê, vindo em matilha. Eram uns doze contando a fêmea no cio, próximos da perigosa estrada, talvez a caminho do lixão. A dona estaciona o carro, balança em sua mão direita a guia da coleira, e na esquerda a chave do veículo tão conhecido do seu xodó...

Pela porta do carro aberta, entra apressado alguém de olheiras, orelhas e rabinho abaixados, costelas insinuadas na pelagem suja, e que não levou a bronca merecida da pessoa ao volante.

Em casa de sítio sempre haverá histórias, para alguém de coração sensível, e ouvido atento.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

junho 23, 2017

Viagem

Viajar é preciso...

Por Elisabeth Santos

Navegar é preciso, mas há quem prefira voar num avião. Aviões de grande porte partem de aeroportos igualmente grandes. Cidade pequena geralmente não tem deste tipo. Se tiver, não é para servir exclusivamente à população local. O local pode ter sido escolhido por uma questão de espaço: espaço para estacionar aeronaves enormes; espaço para a pista de decolagem e aterrissagem; espaço para abrigar guichês e corredores onde transitam passageiros com suas bagagens.

Praça de alimentação é essencial no quesito conforto, assim como lojas de conveniência, etc.
Sua viagem começa de casa para o aeroporto torcendo para não pegar engarrafamento. Chegando lá, com duas ou mais horas de antecedência, garante-se o despacho da mala ficando-se livre para o aguardo da chamada do voo. A entrada no avião traz certo alívio: guardar a bagagem de mão no devido compartimento, ajeitar a poltrona, colocar o cinto de segurança, tudo isto indica o início do voo.

A chegada sem contratempo é motivo de satisfação!

A retirada das malas da esteira rolante, os trâmites legais se necessários, a saída para entrar no táxi...

A alegria do abraço!



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junho 16, 2017

Neto e avó

Por Elisabeth Santos

Meu neto diz que sou “hi-tech”. Comprou um chaveiro de “facebook” numa loja de “souvenirs” em Pomerode para presentear-me. Também fez meu retrato caprichado, diante de um computador, e pôs junto a seguinte dedicatória: “PARA A MELHOR VOVÓ DO MUNDO”.

Resolvi então fazer-lhe uma proposta: Em troca do seu velho “tablet” precisando de nova bateria, eu lhe daria outro novinho, escolhido no magazine perto de casa. E lá estávamos nós, diante da simpática vendedora, escolhendo o objeto das negociações.

Troca feita, voltamos para casa satisfeitos da vida!

O meu novo “velho tablet” coloquei dentro da mala de viagem, não antes de tirar-lhe a capa para proteger de arranhões o novíssimo objeto recém- saído da loja. Dalí a pouco vem o meu neto pedir-me o cartão de memória também. Enfim, enquanto o dele ia ficando incrementado, o meu ia se despojando de seus artifícios.

Tudo bem, pois jogamos juntos todos os “games” antigos, e ele ainda me ensina a perder dele nos “games” mais recentes!        





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junho 09, 2017

Betinho

Por Elisabeth Santos

©  | Dreamstime Stock Photos

“Baby-sitter faltou? Não te apavora. Chama a Dona Aurora!”

Assim foi o Betinho passar umas horas na casa da vizinha para sua mamãe ir ao dentista. O combinado nunca é caro, então... tudo bem combinado, pacotinho pronto, no horário tratado a campainha de entrada soa dim- dom...

Betinho estranhou a casa, estranhou os demais moradores, e não parava de chorar. Dona Aurora se desdobrou que nem aurora matutina, espalhando aconchego, luz e calor humano. Isso consumiu a primeira hora de estada do Betinho em novo ambiente. A segunda hora foi usada pelo baby a explorar todo o território, incluindo seus habitantes. Passou de colo em colo puxando o brinco, o cabelo, ou a barba de quem tinha.

Dos brinquedos ali existentes, nenhum o entreteu. Só apreciou os tais controles remotos existentes na mesinha perto do sofá. Até esqueceu-se de chorar, para chorar de rir acompanhando as brincadeiras dos palhaços Patati Patatá.

Na terceira hora, todos cansados (menos Betinho) era chegado o momento da mamadeira, que veio pronta, e da troca da fralda descartável. Nesse ponto Dona Aurora, sentiu-se a mamãe de dez anos atrás, riu, conversou na linguagem dos nenéns, beijou os pezinhos da criança e... Viu surgir seu filho que estudava no cômodo ao lado reivindicando:

_ Não acredito que você está beijando o pezinho dele como beijava o meu quando eu era seu bebê. Pode parar. Eu que sou seu filho né?

E o Betinho, talvez assustado com a aparição repentina do Rei Sol... retomou o chororô de horas antes.

_ Ai que ciumeira mais fora de hora filhão! ‘Cê sabe o tanto que te amo.

FIM.




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junho 05, 2017

Graffiti do Kobra em Chicago

Passeando por Chicago encontramos uma bandeirinha brasileira colada num edifício.

_ Oh... seria isso um graffiti brasileiro? Sim!

 Muddy Waters by Kobra, na 17 N State St, Chicago IL.

Diga-se de passagem, autorizado e feito sobre painéis que são colocados em cima da fachada do prédio. Hummmmm... Porque americano não vai estragar arte histórica com pintura de natureza efêmera, não é mesmo?

Um abraço, pessoas anti-Dorianas.

Site do Kobra aqui.

Uma performance do homenageado, Muddy Waters, pioneiro do Jazz, com  o Rolling Stones aqui.


junho 02, 2017

Eu sei

Por Elisabeth Santos
A escrivinhadora em ação.

Sei que não sou escritora, talvez seja uma escrevinhadora...

Gosto de registrar na língua materna: curiosidades, fatos, observações, sonhos e invencionices sem quaisquer outras intenções, que não sejam da minha vontade ou necessidade. “Livre como o vento”, nem tudo que escrevo, descrevo, subscrevo... divulgo. Nesse “tudo” estão pensamentos, opiniões, raciocínios que faço, considerando o entorno, o momento, a companhia...

Tenho consciência do meu estilo reticente, dos personagens mal disfarçados, das palavras dúbias, que levam ao interpretador certa liberdade de formar opinião. O que não quero é discutir, nem comigo mesma, muito menos publicamente, coisas efêmeras, que vão e vem a tona a cada milésimo de segundo.

Dúvidas? Tenho muitas. Carrego comigo o Mundo das Interrogações do tempo que estou vivendo.

É enlouquecedor!

Por isso gosto da minha vida pacata, cheia das obrigações de cuidar de mim todos os dias, rotineiramente, até sem perceber, cuidando dos outros e do meio em que vivo.

Sim, eu gostaria de resolver a problemática do mundo atual! Não consigo pensar que o caminho que a humanidade tomou não tenha retorno. Fui criada procurando e achando a “solucionática”!

Que nunca me falte, além dessas revelações que ora faço, meu toque de bom humor!


Amém.   



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maio 29, 2017

3 livros 1 ideia, se alimente de plantas


Ano passado ouvi dizer que a medicina funcional seria o hit do verão. Bem, cá no hemisfério norte estamos na primavera, ou seja, acho que podemos falar do assunto.

Esse é um tipo de medicina que poucos médicos no Brasil praticam, mas que consiste em usar alimentos para prevenir e até mesmo curar doenças. A grande recomendação de uma dieta baseada em comidas não industrializadas, ou como chamam nos Estados Unidos, plated-based diets – dieta baseada em plantas em tradução livre.


Os médicos citados são Dr. Jeffrey Bland, o autor do livro Disease Delusion. Ele explica como uma dieta livre de industrializados pode ser recompensada mesmo em apensas 2 semanas. Outra médica é a Dra. Kelly Brogan e ela oferece uma alternativa sem remédios e sem glúten para depressivos. O livro que ela escreveu se chama A mind of your own. Outro médico citado é o Dr. Josh Axe e seu foco é nos microbiomas intestinais. O livro dele é Eat Dirt e fala de uma alimentação natural que nos reconecta com o planeta Terra.

Eu sei que os livros estão em inglês e eu ainda não li nenhum deles para estar recomendando, mas essa é basicamente a dieta que eu sigo e posso afirmar que funciona.

Neste caso, por onde devo começar?

O jeito simples e rápido é mudar uma das suas refeições principais. Isso já seria 33% da sua alimentação (=


Outros textos que podem te interessar:

O que comer numa dieta restrita tipo AIP, Protocolo Autoimune ou Paleo


Suas alergias alimentares estão te engordando! parte 1

30 dias na dieta AIP, Protocolo Autoimune

maio 26, 2017

Correio eletrônico

Por Elisabeth Santos

A viúva foi confidenciar com a melhor amiga sobre uma mensagem recebida pelo computador. O remetente era o falecido. Ambas assustadas procuraram analisar a luz da razão: poderia ser alguém utilizando o endereço eletrônico daquele, que partiu para o andar de cima há um ano, mas isto seria ilegal. E se fosse uma brincadeira, seria desrespeitosa com o morto. As amigas não faziam ideia de quem poderia ter tamanho mau gosto! Ainda mais que a memória do computador havia sido descarregada e a utilização de contas, no nome do extinto usuário canceladas.

Por fim a destinatária do email decidiu telefonar para todas amigas, para ouvir outras possibilidades. Alguém falou na hipótese de existir, na mesma rede social outra pessoa, com o mesmo nome do seu marido.

A seguinte a receber o telefonema sugeriu uma falha técnica; houve quem falasse de vírus, e a última... Afirmou com todas as letras que aquilo só poderia mesmo ter vindo... do além! E teve curiosidade sobre o título da mensagem eletrônica. Não tinha!

Então quis saber o assunto tim tim por tim tim.

E era sem assunto!

Estas lacunas fortaleceram sua ideia, do remetente ser mesmo o falecido.

E a viúva, um tanto desanimada com tantas incertezas, segurou-se naquela tábua de salvação, elucidativa do que poderia estar acontecendo.

E ouviu o seguinte: seu marido sentia muito sua falta, e a queria ao seu lado. O melhor seria não responder a carta eletrônica, para que ele desistisse daquela sinistra ideia. Assim sendo, sem a possibilidade de encontra-la, desistiria.

Afinal, no dia do casamento ambos ouviram do celebrante:

_ Até que a morte os separe! – portanto o contrato ia só até ali mesmo.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

maio 22, 2017

Brazil: Tipping & Etiquette

Grilled veggies and meat at America restaurant in Sao Paulo.

I was reading this traveler article about tipping & etiquette in Brazil and I came across with a few misunderstandings I would like to address here.

Tipping is the subject and they say: "Tipping in Brazil is typically not expected nor given."
This statement is not accurate if not wrong. At some places, a tip must be given. For example, at restaurants, bars, diners, self-services, nightclubs, casual Brazilian "lanchonetes" and pubs. Other places a tip is is pretty much expected, they are hair and nail salons, but I won't talk about them today.
The website goes like this: "At almost all restaurants and bars, a standard "serviço" service fee of 10% is included as a line item at the end of the "conta" or bill. This fee is not compulsory, even though it may seem so."
This is very wrong!

The etiquette says you may tip at all places where they serve you food. Which means if the food was brought to you by a waitress, waiter, or hand given to you from anyone who works at any place where they serve food, you need to pay 10% tip. It's very, very, very rude not to pay this 10% fee. Even when the service isn't perfect nor amazing you'll see Brazilians paying it. Why wouldn't you? More important, you don't want to be those ugly Americans on vacation in Latin America, right?

On the self-services restaurants where the workers only bring you drinks or desert, you still need to pay the 10%. It's not because they didn't bring you the main course, but because they served you either drinks or desert, also known as food. You might see 10% added to the bill,  but you also can leave some cash/coins on the table for it. It's not 15%, not 20%, it's 10%, and 95% of the times is in the last line on the bill "conta" for a reason. It's there for you to pay it!

* You should always check if they didn't include more beers, but this is also for another post.

How does it work? The 10% service fee that comes from each customer goes to a fish bowl which is shared at the end of the day (or week) with all waitresses, waiters and table helpers and cleaners. Brazil is not like the US where the tip goes to a person who worked on your table. You should notice how socialist Brazil is, and this part of the "even if you suck you still get a compensation".

Ok, let's say you didn't plan well for your vacation and you don't want to pay for it. Then, follow these steps:

1. Ask to talk to the "maitre", a French word for the restaurant's manager.

2. Explain with details what is wrong with your order.

3. Wait a few seconds for an apology, compensation or similar. 

4. If they don't offer a solution or anything close to that then you say why you wouldn't pay the 10% service fee.

After all, let me know how this works out for you.

Another day at America!


See the original article is here.

maio 19, 2017

Linha Branca

Por Elisabeth Santos
A linha branca de uma casa.

É interessante como a linguagem muda; como as denominações são renovadas; a capacidade de reinvenção faz surgir a cada dia novas/velhas maneiras de se dizer a mesmice.

E quem não está atento a essa mobilidade acaba ficando “tão por fora quanto arco de barril”.

Exemplificando falemos de “linha branca”, que é o termo usado para designar os componentes da copa, cozinha e área de serviço. Não vem ao caso, se a geladeira é azul, se o fogão é vermelho, ou a máquina de lavar roupas é preta. Estes e mais outros... pertencem à “linha branca” de uso doméstico.

A cada dia constata-se um “encompridamento” da tal linha branca: forno de micro ondas, lavadora de pratos, secadora de roupas respondem “presente” na extensa lista de chamada.

A indústria fornece, a loja oferece, o bolso padece, o cliente engrandece, o operário agradece e o consumismo... enlouquece!

Sem fim a lista das possibilidades da “linha branca”, que também segue tendências, acompanha a moda e vai ziguezagueando por outros cômodos residenciais.




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".