agosto 05, 2014

Esculturas realistas de Yumi Okita.


Olhe novamente!

A artista japonesa, Yumi Okita que vive na vizinha Carolina do Norte faz essas incríveis peças de arte representando borboletas e outros insetos com extremo equilíbrio entre arte e realismo.

São como animais de verdade, ou quase, feitos com tecidos e linhas, usando técnicas de bordado. As esculturas medem por volta de 20 cm cada e devem parecer o máximo possível com os reais insetos. Por isso o cuidado com cada mínimo detalhe na confecção de corpo e asas.

Fica no ar uma certa tensão entre admiração e tensão.




 



 

 

 




Veja mais obras da artista aqui.


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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.

agosto 02, 2014

Brasil supera expectativas em infra-estrutura?

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O texto é de uma colega da minha amiga, não brasileira, claro. Por isso gostaria de ouvir alguns comentários brazucas sobre os pensamentos dela. Por acaso, você também acha que o Brasil até que superou as expectativas sobre infraestrutura durante essa desastrasda Copa do Mundo de Futebol?

Eu acho que tudo depende do que esperavam, certo? Se pensavam que seriam transportados em cipós pelo Tarzan da Amazônia... então superou sim.

Na Copa, se for assaltado, keep calm and don't react.




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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.

agosto 01, 2014

Recordações


Recordar é reviver, então compensa lembrar tempos idos que deixaram saudades. Infância com muitos coleguinhas e poucos brinquedos comprados novos na loja. Brincávamos de casinha nos quatro cantos da sala sendo os móveis de caixas de fósforos e carretéis vazios feitos pelas mãos dos mais velhos. Miniaturas dos frascos de perfumes viravam jarras, retalhos lotavam o guarda roupa da boneca de roupinhas; e na cozinha bateria completa de tampinhas de garrafas esquentavam comida num fogão sem fogo, feito de embalagem de papelão vazia.

As disputas eram monumentais: por uma colherinha de pau feita pelo Nhô; por uma panelinha de lata (medida do leite em pó); por um certo funilzinho de plástico azul. Naquele mundo as comadres se visitavam e também reclamavam da carestia e... fofocavam.

Passados uns tempos, essa mesma turma divertia-se no quintal balançando na rede, adquirindo rebanhos de boizinhos de chuchu para suas fazendas, correndo atrás do cachorro Bob, subindo em árvore, andando sobre o muro, pulando corda ou jogando bola na parede: “Ordem; seu lugar; sem rir; sem falar; uma das mãos; a outra; um dos pés; o outro; uma volta; bate palmas; pirueta... e fim”.

A bola acompanhou o crescimento da meninada: queimada, vôlei, basquete, futebol (por que não?), para se eternizar na mini que é a de pingue pongue. Nos jogos a moçada aprendeu as estratégias e o “ganhar e perder”...  com a dignidade que a vida exigiria.

Os sonhos fizeram parte de todas as etapas...

Sonho de estudar, ter uma profissão, adquirir independência e/ou constituir família. Sonhava-se vendo as propagandas ilustradas nas páginas das Seleções do Readers Digest; de olhos fechados e dormindo, claro! Nenhum era tido como inalcançável pelos poderes da juventude!

E chega o dia de olhar para trás e perceber que valeu a pena. De olhar para a frente e enxergar uma nova dimensão...

Assim foi, assim é, assim será e quem acreditou há de viver eternamente em paz.


* saudades de MAMCM e GCMC.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 26, 2014

Shampoo tem glúten, água tem glúten...

Hoje mesmo, conversando com uma amiga...

_ "Pão tem glúten, macarrão tem glúten, biscoito tem glúten, mas outras comidas também podem ter o glúten e nem são tão óbvias.

_ Tipo pastel?

_ Não, tipo outras que a gente não tem nem ideia. Por exemplo pão de queijo, iogurte, presunto, queijo, grão de lentilha, água...

_ O que?? Isso não é paranóia sua?

Continuo pacificamente apesar do coice do grilo. _Pasta de dente tem glúten, batom também, shampoo..."

Então para você que acha insano colocarem glúten num produto que vai no cabelo, segue a resposta da L'Oreal para os produtos de cabelo que não são alimentos, viu?!


Quem lê o blog e está no curso avançado de glúten vai entender essa última frase. Se os produtos que "não contém" são fabricados em uma linha de produção dedicada a eles? Esse sim é o grande mistério da humanidade sensível ao glúten. 

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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.
ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.

julho 25, 2014

Mamãe rendeira

Pintura naif da Beth

Os primeiros tempos de casados nem sempre eram fáceis. Mesmo o casal morando no quintal da sogra, tinha de mobiliar a moradia, e juntar um bom dinheiro para dar de entrada na aquisição de um imóvel próprio. Assim sendo, enquanto o marido trabalhava fora, a esposa explorava sua habilidade para ganhar uma grana extra.

Aquela que entendia de trabalhos manuais aceitava encomenda de toalhas e colchas bordadas; a que sabia costurar, virava modista; a das habilidades culinárias se virava nos trinta: trinta salgadinhos diferentes para vender aos trabalhadores da mão de obra civil. Trinta bolos de festa. Trinta doces das frutas que abundavam no pomar, que geravam maior lucro por não ser a matéria prima adquirida no comércio.

Só mesmo o açúcar cristal era comprado, isto quando o doce não era adoçado com a rapadura vinda do engenho da fazenda dos parentes.

O combustível do fogão era a lenha. A lenha? Vinda da galhada seca das árvores do quintal. Colher de pau feita pelas mãos do Nhô. E o tacho de cobre adquirido na mão do cigano depois de um inesgotável tempo pechinchando. Mesmo com incontáveis idas e vindas à fornalha ardente, o tacho resistia, atravessando gerações.

E por falar em gerações, as crianças nasciam uma por ano e eram colocadas em balaios de taquara onde cresciam e já iam para o chão engatinhar, puxar o rabo do gato, segurar na barra da saia da mamãe para ficar de pé pela primeira vez e aprontar artes na exploração do mundo ao seu redor.

Vender doces e salgados não era difícil também. Existiam truques passados de mães para filhas desde mil oitocentos e bolinhas, para torná-los mais e mais atraentes: laranjas cristalizadas eram mantidas inteiras, com o cabinho e a folha; figos cristalizados eram recheados com uma pelota de doce de leite; as compotas de mamão e abóbora tinham desenhos entalhados com facão e as cocadas em fita secavam em forma de flor num tabuleiro de tábua! Autenticidade e respeito às tradições, na medida do possível...

O que era difícil mesmo era receber o dinheiro das vendas fiadas, pois depois de salgados, tortas, bolinhos serem devorados... esquecia-se rapidamente também de quem os fez com tanto empenho. 

Acontecia...

Foi por isso que no decorrer dos tempos desenvolveu-se o empreendedorismo feminino. A arte de tornar o produto mais conhecido, estabelecer preço justo, combinar forma de pagamento, embalar com data de validade, deu um segundo significado à mulher rendeira. Não só tecia renda, mas aumentava a renda familiar de forma significativa!

E as mamães, que investiram nos estudos dos filhos, pelejaram com o “dever de casa” sem descanso, passaram exemplos de esforços que compensam.

Eu, que não consegui aprender datilografia, fui beneficiada com o advento tecnológico da informatização podendo hoje registrar minhas incursões no mundo empreendedor. Com orgulho ouso afirmar: de manicure, sacoleira, costureira, doceira, artesã e pintora entendo o suficiente para descrever, verbalmente ou por escrito, o processo de cada uma dessas atividades no passo a passo mesmo. Com um só dedo no teclado, resultante de persistência, o que é muito bom também!

Ka ka ka... ka ka!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 24, 2014

Mc Donald's ingredients


No, we don't love it!



Ginger Honey Tea, Hot or Cold




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Isabela: Brazilian, designer, works with automotive fabrics in the US. She did psychology college as well and had enjoyed a lot. She is living abroad for while, maybe because this she likes trends, cultures and behaviors.

julho 18, 2014

Não valeu

Pintura naif da Beth

Café com leite, carta branca, bobinho e até galinha choca eram denominações para a criança que ia brincar de pique pega ou de esconder com as outras, sem ser levada a sério. Corria-se atrás dela, mas não valia pegá-la. Por que? Motivos diversos como: pouca idade; baixa estatura em comparação aos outros participantes; não dominar a contagem de 1 a 30; desconhecimento das outras regras da brincadeira, etc. Não se tratava de uma discriminação já que o “bebê” divertia-se também.

_ Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete... vinte e nove, trinta, TRINTA E UM DE JANEIRO GALINHA NO POLEIRO... Lá vou euuuuuuuuuuuuuuuu!

Com a contagem e o grito de guerra acima, ia o PEGADOR procurar os amigos do pique esconde. 

Se ia depressa e direto num colega poderia ouvir o protesto:

_Não valeu! Não valeu porque você não tampou os olhos direito e viu meu esconderijo.

_Ta bom, ta bom... vou contar de novo. 

E haja imaginação para descobrir tantos novos locais para a criançada se esconder. Se fosse no quintal, era cada cantinho do porão, muro, telhado ou num galho da árvore. Se dentro de casa, embaixo da mesa, da cama, atrás da poltrona, dentro de armário, banheira, atrás de portas e janelões.

Até que uma das crianças precisou ir ao banheiro urgentemente, e no aperto nem a porta trancou. O procurador da brincadeira de pique entra de supetão e o escondedor grita:

_ NÃO VALEU!

De vez em quando presenciamos algum fato que exige “vista grossa” de quem passa pela rua. São flagrantes de pessoas que se sentem tão à vontade em público como se estivessem em suas próprias casas.

Acho que a profissão de vigia tem seus momentos menos tensos, risíveis, quase anedóticos. E com tantas câmeras “sorria você está sendo filmado” não tem porque o cidadão comum ser surpreendido e reivindicar com a frase: _Não valeu! – a não ser que seja pegadinha televisiva.

Na vida moderna não há muita chance de se esconder. Nem na escuridão.


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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 17, 2014

World Cup's trophy


Ok, the World Cup is gone.

The "7up" (German 7 x 1 Brazil) was a shame to all Brazilians. We are crying still...

But is time to move on and learn who, how, and where the World Cup was made. GDE Bertoni in Italy.

Click on the bottom right for English closed captions, and enjoy.



Want to know more about Brazil?

Guess what is the most popular app in Brazil now?

Learning about Brazil.

Basic style of negotiation around the World

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julho 13, 2014

House of Cards, ou seria House of Peaches?

Dicas do Sul dos Estados Unidos



10. House of Cards em Gaffney (leia os outros tópicos aqui)

House of Cards é um seriado criado para o Netflix e como o Netflix faz sucesso no Brasil acho que você deve ter visto o episódio passado sobre Gaffney.

Interessante ver a cidade que é o nosso quintal, ou melhor, o nosso pomar sendo a protagonista do intricado jogo de poder político de Washington. Gaffney é conhecida pelos turistas por ter boas pechincas na outlet, mas para os americanos é a cidade dos pêssegos.

Eu mesma já desviei do caminho de casa algumas vezes no verão para comprar essas delícias direto dos produtores que ficam na beira das estradas. Se for dirigir pelas estradas do sul dos Estados Unidos, vai ver que é super fácil reconhecer a cidade. Procure pela pêssego gigante! A caixa d'água da cidade, em formato de pêssego, que no episódio 3 gerou a maior confusão porque se parece com uma parte do corpo humano. Ahn?? Veja a primeira foto novamente e vai entender.




Enfim, dependendo do ângulo parece mesmo um bom alvo de piadas e deve ser por isso que muitas pessoas ligam para o departamento da cidade perguntando "vocês tem mesmo um pêssego gigante na beira da estrada"? A resposta é "sim, temos e achamos que qualquer tipo de propaganda é uma boa propaganda".


Mais coisas do sul dos Estados Unidos? Veja as tradições sulistas.


O que você precisa saber para economizar nas compras nos Estados Unidos.

Vida de turista

Modernidades americanas e porque elas não funcionam no Brasil

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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.

julho 12, 2014

Why a shift in your career can work very well.

American Nutrition Association - Dr David Brownstein


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julho 11, 2014

A fábula atual

Pintura naif da Beth

O gambá da cidade foi visitar seu primo no campo. Chegando lá viu, e passeou na beleza da paisagem, admirou-se das enormes extensões de terras, pastos e plantações e resolveu atender a insistência dos parentes ficando uma boa temporada por lá. Já no terceiro dia começou a passar mal dos aparelhos digestivo e respiratório. Para completar o quadro de indisposição, sentia tonteira e teve de ficar dormindo dia e noite sem fazer nada. A conselho do membro mais idoso da família do gambá do campo, jejuou por dois dias, e apresentando melhoras resolveu voltar para a cidade. O primo e sua companheira falaram juntos:

_ Vamos acompanhá-lo para acudi-lo no caso de você sentir fraqueza no caminho.

Assim partiram na fresca da noite enluarada.

Antes do nascer do sol estavam chegando à residência do primo da cidade. Era o forro de uma casinha abandonada, no quintal de uma casa de laje, muito bem construída. 

O primo da cidade comeu uns maracujás do pomar ali existente, e de sobremesa beliscou um pedaço de abacate e logo lhe voltaram a cor e a disposição naturais. O gambá e a gamboa do campo nem queriam mais voltar para suas terras. Estavam achando uma maravilha aquelas frutas orgânicas, aquela água artesiana, o abrigo seguro, a ausência de predadores.

Assim teve início o êxodo rural de animais silvestres de médio porte.


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