julho 12, 2015

Existe gato que não dá alergia, hipoalergênico?

Foi com essa pergunta que comecei a busca por um bichinho de estimação que não causasse ainda mais alergias nos moradores da casa. Qual foi a minha surpresa quando vi que SIM existe algumas raças que dão menos alergias. Então seriam aquelas sem pelo? Pode ser, mas não necessariamente. Ufa! 

Sphynx Adulto


Primeiro vamos ao que entendi da alergia aos gatos. Um dos tipos não é alergia ao pelo per se, mas sim a uma bactéria que está presente na saliva da maioria dos felinos. Quando o bichinho se lambe... e gato se lambe muito ele passa a bactéria para o pelo. Quem tem bicho de estimação sabe como esses pelos se espalham pelos cantos mais inesperados da casa. Então você pode ter alergia aos pelos espalhados pela casa ou à bactéria que passa para os pelos do bichano.

No caso dessa raça que eu encontrei, eles tem pelo de comprimento médio a longo, mas não tem a bactéria na saliva. Muito bom, uma coisa a menos não é mesmo? A tal bactéria não sobrevive na saliva desses animais e eu fiquei tão feliz que me contentei com o primeiro site que falou sobre isso sem ao menos ir atrás da veracidade científica da história. Então os feios que me desculpem, mas nada de ter um bicho pelado como o da foto acima. Ao contrário, os siberianos são lindos e antes que você pergunte, sim, eles são originários da Sibéria, uma província ao norte da Rússia.

Gato siberiano que é considerado um gato gigante no Brasil.

Foi assim que começou a caçada por criadores que vendessem essa raça nas redondezas da Carolina do Sul. Não foi fácil, mas o site da Associação de Criadores de Raça dos Estados Unidos (TICA) ajudou muito.  Foi por lá que num dia de verão chuvoso eu encontrei essa belezura com olhos cor de mel no facebook da Siberian Cartier.

Bebê mackerel siberiano com 2 meses. Quer notícias atualizadas do gatucho da foto? Clica aqui ó!

Essas são algumas características da raça:

1. Sociável e brincalhão - SIM, adora ficar perto das pessoas e brincar de caçar ratinhos.

2. Cor - varia muito, eles podem ser inteiros brancos, pretos, acinzentados, amarelados, mackerel (listrados como da foto acima), mackerel tabby (mesclados), com as pontas das patas e do rabo de outra cor, etc.

3. Vivem de 15 a 20 anos dependendo dos cuidados e alimentação.

4. Olhos bem arredondados.

5. Tem boa energia, principalmente para pular.

6. Pelagem de tamanho médio a longo, são 3 camadas para aguentar o inverno rigoroso da Rússia. Trocam de pelo conforme a mudança de estação.

7. Pesam de 4 a 6 kg, mas podem chegar a 9 kg.

Uma boa notícia sobre tudo isso é que realmente não tivemos nem um espirro em casa por causa dele. Esse filme foi feito na primeira noite que Zion dormiu na casa nova. Outras peculiaridades da raça eu vou postar aqui no blog, no Facebook do fofutcho ou no canal do YouTube.



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ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemento ou começar a fazer qualquer tratamento diferente do que foi passado por ele. Por favor, use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.

2 comentários:

  1. Anônimo7/3/17 14:16

    Eles não tem bactéria na saliva, e sim uma proteína que eles produzem que provocam essa alergia, deveria se informar mais antes de publicar uma matéria, bjos.

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    1. Negócio é o seguinte pessoa-brasileira-que-não-pesquisa e acha que todo mundo é igual, as últimas pesquisas descobriram que quando a bactéria lipopolysaccharide (LPS) entra em contato com a proteína Fel 1, presente na saliva dos gatos, os receptores TLR4 ativam reações alérgicas nos seres humanos. Na pesquisa (http://www.cam.ac.uk/research/news/new-research-reveals-how-cat-dander-triggers-allergic-responses) eles viram que somente na presença dessa bactéria o corpo humano tem a resposta alérgica à proteína Fel 1. Ou seja, a bactéria ativa a alergia "ao pelo" do gato, como se diz popularmente. A mesma pesquisadora da Universidade de Cambrige também descobriu que o processo é o mesmo para os pelos de cachorros. De nada!

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