dezembro 09, 2016

Em extinção: cará do ar

Por Elisabeth Santos

Cará do ar cru e cará artístico.

Fiquei sabendo que o CARÁ DO AR (Araceae e Dioscoreaceae) originário da África, e comum no Brasil dos primórdios, está em extinção. Na minha cozinha não falta, pois eu mesma planto, colho, separo alguns para brotar, e preparo minhas receitas com os demais. Aprendi quando menina, vendo e auxiliando pessoas mais velhas. A melhor parte era a substituição do lanche por uma pratada de cará cozido, regado com melado de cana-de-açúcar!

Este cará que ora vos apresento, recebe nomes diversos dependendo da imaginação de quem os observa: moela, pedra, sapo, borboleta, sapato, são apenas alguns.

A criança, que estava observando-o perguntou-me o que era aquela raiz quadrada. Tem uns ângulos semelhantes aos de um quadrilátero sim, mas não se trata de uma raiz. E minha vizinha completou que aquele alimento é considerado poderoso para fortalecer pulmão justamente por ser parecido com um.

Resolvi fazer essa brincadeira com caneta atóxica para despertar o olhar e a capacidade de imaginação dos leitores.

Tomara que ele não seja extinto, assim como nossa capacidade de imaginar!

Cará do ar cozido.


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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".  

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