| NÍVEIS DO INFERNO: Limbo Luxúria Gula Ganância Raiva Heresia Violência Fraude Traição ** Pessoas que esquentam peixe no microondas do trabalho. |
setembro 30, 2019
Níveis do Inferno
setembro 27, 2019
A imagem que cada um faz de si
Por Elisabeth Santos
É interessante observar certas pessoas corrigindo
outras. Se você observar mais atentamente irá perceber que aquela não é
inteiramente ela. Poderá então concluir que a imagem que ela faz de si não
corresponde ao que se vê externamente da sua pessoa. O engraçado numa situação
desta é que a cara de espanto não vem primeiramente de quem, você observador
atento, espera. Lá na primeira fila, há alguém que não consegue disfarçar sua
incredulidade.
Até esta do “gargarejo” parece se indagar: “_ Meu
Deus, o que estou fazendo aqui”?
Exemplificando radicalmente, e mal comparando, o que
se está ouvindo ali é o seguinte: “_ Vamos todos poupar água na higienização da
casa”. – só que a frase vem da boca de quem tinha a responsabilidade de
preservar um rio e não o fez!
Acho que deu para entender.
Existem casos corriqueiros, de pessoas excessivamente
vaidosas, que muito se enfeitam e zombam de outras que não o fazem. Elas querem
se mostrar mais bonitas do que são, pois na atualidade boa aparência tem muita
serventia. Só não veem que a zombaria gratuita não se faz necessária.
Muitas atitudes vistas hoje em dia decorrem do pouco
tempo que se dispensa na convivência saudável com o outro, o seu semelhante. E
também fica engraçado nunca se dispor de tempo para os relacionamentos sócio
emocionais sendo que, máquinas e robôs ajudam tanto no cotidiano da gente...
E fica-se aqui avaliando o que seria pior: _ Encontrar
alguém que deseja enganar a si próprio, sem conseguir, ou se deparar com um
“lobo em pele de cordeiro” enganando um rebanho inteiro...
“Ser ou não ser, eis a questão” Hamlet ou
Shakespeare.
Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
setembro 23, 2019
Verduras brasileiras no mercado americano.
Nas cidades onde moram latinos é possível encontrar uma variedade maior de verduras que comemos no Brasil. Chuchu, cenoura amarela ou batata barôa e cará são algumas delas. Mandioca só encontro no mercado asiático e já vem cortada e descascada.
| Essa couve é igual à nossa, mas tem um sabor mais leve. Por aqui essa couve manteiga se chama collard. |
| A couve com mais arabescos se chama kale e é mais forte um pouco. |
| A beterraba pode ser encontrada na cor laranja também. |
| A berinjela tem várias cores, a roxa, a rajada e a branquela. |
| Abobrinha se chama zucchini e varia de cor também. |
Comprando comida brasileira no mercado asiático nos Estados Unidos.
setembro 20, 2019
Café da Amizade
Por Elisabeth Santos
De vez em quando reunimo-nos com amigos para um cafezinho informal. Se alguém sugere que cada qual leve um petisco... O tal cafezinho vira festa. Simples assim:
De vez em quando reunimo-nos com amigos para um cafezinho informal. Se alguém sugere que cada qual leve um petisco... O tal cafezinho vira festa. Simples assim:
Uns trazem rosca e bolo; outros, bolachinhas assadas e
bolinhos fritos, e na verdade a mesa para o qual fomos convidados fica
parecendo vitrine de padaria. Tem variedade de queijos artesanais ou não;
refrescos, salada de frutas, e pelo menos as duas garrafas térmicas com café
com, e sem açúcar; leite na caixinha.
Esta seria uma tarde de muitas narrações de fatos
verdadeiros, se bem que exagerados, e de causos que fazem os amigos “morrer de
rir”. Com permissão poética ou não, de alguns ou da maioria, ao redor daquela
mesa alguém inventa de falar besteiras, outros querendo comentar política,
futebol, cor e amor. Nessas horas sempre tem mais alguém que se levanta da
cadeira e vai dar uma voltinha; de vez em quando algum outro nem retorna para
mais um gole de café preto. Ao final ficarão todos bem. É amizade de muitos outros
cafezinhos, muito sal degustado juntos. Sabem do que se trata? Ninguém come um
punhado de sal puro. Não é alimento! Se você chegou a comer sal junto com outra
pessoa, quer dizer apenas que houve ali convívio duradouro.
E assim prossegue o dia da amizade regado a café com
bolinho.
Dali saem todos mais animados, não antes de marcarem
um próximo encontro.
Agora sim poderá haver debate, que começa com um a
fazer convite para acamparem a margem do ribeirão para uma pesca. As mulheres
rejeitam por saberem de antemão que vão ter muito trabalho, pouca diversão.
Tipo “muita rima pouca poesia”.
Outro amigo resolve convidar a mesma turma ali
presente para assistir futebol no estádio. Outra polêmica pelos que torcem por
times rivais.
Por fim alguém tem outra brilhante ideia: _ Quem sabe
os colegas ali topam se encontrarem para um bate papo numa cafeteria legal?
Poderia ser interessante... Nenhum trabalho, gasto razoável, muito “papo
furado”.
Afinal ninguém se embriaga com café e seus congêneres.
Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
setembro 16, 2019
A teoria das colheres para as doenças crônicas.
A teoria das colheres foi a maneira criativa que uma americana usou para explicar seu cançaso sem fim durante um almoço com sua amiga. Você pode usar esse infográfico para explicar aos seus amigos e familiares o que é viver com uma doença crônica.
Pacientes crônicos geralmente têm uma quantidade limitada de energia que no caso foi representada por colheres. Fazer muitas coisas em um dia pode acabar com todas as suas energias (colheres) até mesmo para o dia seguinte.
Em termos de vídeo game seria o mesmo que usar todas as vidas em uma fase e ficar sem nada para a próxima.
Vamos dizer que você comece o jogo com uma quantidade de 12 colheres por fase (dia), como você usaria essas colheres?
Subtraia uma colher se você não dormiu bem na noite passada, esqueceu de tomar algum remédio ou se pulou alguma refeição. Subtrair 4 colheres caso esteja com dor de cabeça ou resfriado.
Essa teoria foi escrita pela Christine Miserando e você pode procurar por ela no site www.butyoudontlooksick.com - traduçao: mas você não parece doente.
Colic Calm, seu bebê sem cólicas
setembro 13, 2019
Um teiú passeando pelo bairro
Por Elisabeth Santos
Ontem o distinto casal da casa ao lado ouviu um chamado no portão e foram ver do que se tratava. Era o vizinho da casa da frente, que assustado falava meio apavorado:
_ Olha Sô Levi e Dona Bel tem um jacaré pequeno entrando aí no jardim de vocês. Eu estava em casa e vendo pela janela um bicho atravessando a rua em direção à nossa casa, pensei em impedi-lo de entrar. Saindo para espantá-lo, ele correu de mim e entrou aí. Vim avisar vocês que o bicho é perigoso. Ataca rodopiando para atingir com o rabo as pessoas por perto.
E o Levi responde:
_ Ah... o lagarto mora aqui.
_ Dentro de casa?
_ Não. No cano de PVC que leva água da chuva.
E eu: _ Ele é nosso de estimação.
_ Credo em cruz, aff Maria...
Eu:_ Podexá que vou falar com ele para não sair na rua pois é perigoso.
E ficamos assistindo o teiú voltar correndo pra toca.
.............................. .............................. .............................. .............................. ..........
Mais tarde aconteceu de novo e estava um amigo do Levi ao porão. Bel corre atrás do pet falando bem brava:
_ Trata de obedecer a gente: já prá dentro!
O lagarto deu meia volta na hora.
Ou o calor ficou insuportável dentro do cano, ou o bicho saiu para explorar o ambiente...
CUIDADO TEIÚ TEM GENTE COM DINHEIRO PARA COMPRAR CARNE QUE GOSTARIA MUITO DE PROVAR ALGO DIFERENTE.
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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
setembro 11, 2019
Coisas que ninguém conta sobre os Estados Unidos I
Não seguem os direitos trabalhistas
Comecei a desconfiar disso quando vi que eles comemoram o Dia do Trabalhador em setembro. Como assim, esse não era um dia Internacional? Hum, quase... Apesar do dito de que o 1 de maio ser o primeiro dia de uma série de revoltas há tempos em Chicago, não é assim que a banda toca por aqui.
Não escovam os dentes fora de casa
Isso se aplica aos vestiários ou banheiros de locais públicos ou no trabalho. Então o que eles fazem depois do almoço e outras refeições? Mascam um chicletes. (eca!) Ah, se estiver no aeroporto e por acaso encontrar alguém escovando os dentes na maior tranquilidade na certa vai ser algum brasileiro(a).
Quando chega o inverno no Brasil a gente passa frio, mais frio que a média dos americanos no inverno. Porque t-o-d-o-s os lugares e casas daqui tem aquecimento, daqueles tipo centrais que se distribuem por toda a casa. Ainda que seja alguém pobre, essa pessoa vai economizar o máximo na conta de luz, mas vai ter uma casa com aquecimento e/ou lareira. O mesmo vale para o verão que é super quente, mas é aliviado pelo sistema de ar condicionado.
Todo mundo tem carro
O faxineiro chega no trabalho de carro, o estagiário, o vendedor e também o presidente da empresa. A diferença fica sendo o modelo, o ano e o estado de conservação do possante. Aliás, a regra por aqui são os carros com câmbio automático.
Virar a direita com sinal fechado
Às vezes também é permitido virar à esquerda quando o sinal está fechado, mas isso só quando o caminho está liberado, ou seja, não há carros vindo ou indo para aquela direção. Para mim isso ficou tão instintivo que eu preciso tomar cuidado para não fazer igual quando estou no Brasil.
Não existe transporte público
Com excessão de cidades como Nova Iorque, não pense que vai encontrar ônibus ou táxi com facilidade rodando livremente pelo país. Fique esperto, se quiser se arriscar com o sistema de transporte público se prepare para a lentidão, as muitas voltas e as horas de espera, literalmente. Será por isso que o Uber nasceu aqui?
As cidades não tem calçadas
Novamente, essas são exclusividades das cidades grandes ou dos centros (downtown) das cidades. E a gente anda por onde? Voltando ao item acima... quem anda de carro não precisa de calçadas.
Colic Calm, seu bebê sem cólicas
setembro 06, 2019
Educação Física
Por Elisabeth Santos
Ficou comum nas cidades, além das Academias de
Ginástica, aparelhos próprios para exercícios físicos distribuídos em espaços
públicos, educador físico pago pela administração municipal, e ainda uma
diversidade de ofertas para a população movimentar-se.
Se já era sabido que fazer uma caminhada diária faz
bem para a saúde, agora o incentivo é generalizado: crianças frequentam escolas
de ballet e de futebol; jovens escolhem práticas esportivas diversas; adultos
continuam a exercitarem-se sozinhos ou em grupos, enquanto os idosos recebem
orientação de Pilates a Fisioterapia, podendo continuar incluídos em quaisquer
outras práticas a que estejam acostumados e gostem. Só precisam mesmo manifestar
o desejo da continuidade, disporem de um tempinho, boa disciplina, muita disposição.
Ao assunto assim esplanado resta acrescentar que “Terceira Idade” abrange não
somente a faixa etária, mas habilidades e limitações. Por isso o Orientador
repete os dizeres:
_Cada qual faz o que pode!
Grupos de pessoas unidas numa atividade comum tem mais
chance de descobrirem suas outras habilidades. Não raro destacam-se: o
comunicador; o humorista; a artista dentre outros, que não são “o saradão”; “o
campeão”; outro líder; certo professor substituto! Geralmente atividades
físicas liberam algo mais, que vai gerar mais bom humor em quem tem pouco.
Se isto está ou não provado cientificamente, o
interessado em saber que trate de ir pesquisar. Uma vantagem é certa a quem põe
o físico a trabalhar: vai fazer parte da estatística da longevidade!
_ Como assim se Fulano tinha um estilo de vida tão
saudável e partiu tão cedo? - pode ser que algum insatisfeito retruque.
A resposta certa a ser ouvida neste momento poderá vir
do lado oposto:
_ Se não tivesse praticado “Educação Física” adequada...
quem sabe não tivesse alcançado a idade que alcançou.
São coisas que ninguém poderá responder com absoluta
certeza.
Não há um tempo certo para
permanecermos neste mundo, e a ninguém é dado conhecer o dia e a hora, mas
poderemos sim melhorar as condições, ou a qualidade da vida que temos.
Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
setembro 02, 2019
Colic Calm, seu bebê sem cólicas
Colic Calm é um produto homeopático que alivia imediatamente alguns sintomas do seu bebê:
- cólicas
- gás
- dor de estômago
- inchaço
- soluço
É o remédio mais vendido nos EUA para gazes, cólicas e dor de estômagos em bebês.
A embalagem contém de 24 a 47 doses, num total de 59 ml.
Ele age rápido, com segurança e gentilmente, muito por causa de seu ótimo sabor.
Os componentes da fórmula são:
- Carbo vegetabillis 1X - alivia gazes e dores de estômago
- Carum Carvi 3X - digestivo
- Camomila 3X - soluços e irritabilidade
- Foeniculum Vulgare 3X - alivia gezes
- Melissa Officinalis 3X - irritabilidade e cansaço
- Mentha Piperita 3X - inchaço e cólica
- PRunos Spinosa 3X - reduz cólicas e dor de estômago
- Zingiber Officinale 3X - digestivo
Não contém:
- açúcar
- bicarbonato de sódio
- simeticone,
- trigo
- glúten
- soja
- laticínios
- produtos animais
- cores ou sabores artificiais.
- ácido cítrico
- glicerina
- potássio benzonato
- potassium citrate
- sorbato de potássio
- água purificada
- xilitol
Entre em contato nas perguntas abaixo ser comprar um desse com preço mais em conta.
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Estresse, você sabe quais as características básicas?
agosto 30, 2019
Pensamento Livre
Por Elisabeth Santos
| Quando você está em lugares escuros você tende a pensar que foi enterrado. Talvez você tenha sido plantado. Floresça. |
Pensamento livre, leve e solto é o livre pensar, você
pensa, logo existe então se manifesta. Se alguém o interpela deixe-o dizer
livremente o que pensa. Por mais estapafúrdia e desconexa que lhe pareça a
ideia ouça, e diga o que quiser a respeito, com todo respeito sempre. Se tem
medo de dizer, escreva, gesticule, encene, faça a mímica que souber. Contanto
que a mensagem seja passada, estará tudo bem. Caso contrário, tudo bem estará
para o outro. É assim que funciona.
Há quem manifeste seu livre pensar sem ser arguido. Sendo
uma provocação ou maneira de agredir verbalmente outra pessoa, vai levar o
troco: poderá receber uma resposta à altura; ser ignorado; ou até mesmo deixado
à vontade, pela insignificância de seu comentário diante daquela plateia.
Difícil mesmo é plateia ignorar provocação.
Livre arbítrio é o direito que temos de uma escolha
que será sempre da nossa responsabilidade. O que é escolha do(a) outro(a) a ele(a)
pertence e não cabe a nós decidirmos.
Adaptação, à situações difíceis, é uma arte. A
montanha se apresenta em nosso caminho e resta-nos contorná-la e continuar
caminhando. Para se atingir objetivos é o que se tem a fazer. “Quem não sabe
onde pretende chegar, poderá acabar chegando onde não quer...”
Você continua livre, leve e solto em pensamentos e
escolhas, desde que aceite consequências. Consequências não tem que ser boas ou
más. Inesperadas, inadequadas, inoportunas, sim. Elas poderão preencher linhas
e mais linhas de “in”. O tempo passando, ideias irão clareando, e pensantes
terão oportunidade de repensarem.
Por isto mesmo dizem que “há males que vêm para o bem”.
Os que repetem a frase devem ser pessoas que viveram momentos de difícil
superação, para então descobrir: amigos solidários; ajudas de onde nem
esperavam; oportunidades; chances de inovação, etc.
Há quem tenha paciência para esperar.
Enquanto aguarda, vive plenamente. Vai fazendo suas
tarefas, cuidando da sua vida, convivendo em paz, aceitando as diferenças, não
prejudicando o meio ambiente, etc e tal.
Aqui manifestei livremente meu pensamento sobre o que vivi
e vivo desconhecendo o que viverei, ou não. Do futuro ninguém sabe!
Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
agosto 23, 2019
Dia Especial
Por Elisabeth Santos
Hoje será o dia especial da “sobrinhada” comparecer ao
atelier de artesanato dos tios, tios avós, e dos avós corujas legítimos,
postiços e recém-ingressados na família que já triplicou de tamanho. Ufa!
Nada mal para um início de ano que teve réveillon na
sala de jantar do Solar Carvalho com presença de sessenta familiares, sendo o
mais novo com oito e o mais velho com oitenta anos de idade.
Começamos o dia com a adequação do ambiente para quem
viesse participar do aprendizado e da confecção de objetos artesanais. Valerão
as técnicas repassadas pelos membros mais velhos do grupo, mais as novidades
sugeridas, e ainda o que for surgindo no momento de pensamento criativo livre.
Será um “vale tudo” de trocas de ideias, técnicas inovadoras, invenciones,
gambiarras e quebra-galhos que se fizerem necessárias no momento de confecção.
A turma foi chegando, vestindo as camisetas velhas por
cima de suas roupas, escolhendo ferramentas, pondo as mãos de obra nas massas,
que podiam ser: folhas de madeira ou de papel; pedaços de fitas, barbantes ou tecidos;
argila, telas, tintas e pincéis em profusão; sucatas à vontade e a perder de
vista...
À medida que aqueles artesãos davam uma peça como
terminada, muitas outras surgiam acrescidas de plumas e paetês fazendo a
diferença.
E assim chegou a hora do rancho ou do lanche indo
todos de mãos lavadas para a copa/cozinha sovando outro tipo de massa, a
comestível depois de assada. Pãezinhos, bolos, biscoitos e bolachinhas cobertas
de suspiro; coando café, limonada, laranjada, e vitamina de banana com aveia e
mel; fritando bolinhas de queijo para rechear os salgados. Não houve quem não
participasse quando a pia ia ficando cheia de “trem para lavar”. Até o pano de
prato passou de mão em mão!
_ Barriga cheia, pé na areia?
_ Quem disse Elenice?
A exposição saiu sim! Vieram compadres, comadres,
padrinhos e vizinhas para ver! Eram duas estantes de três prateleiras cada,
mais uma mesinha, e parede repletas de criatividade!
Em destaque um painel de meios limões e suas cascas
simulando rosas.
E lá se foi uma tarde de família unida que jamais será
vencida! Outras férias virão com os tradicionais: festival do picolé;
campeonato de pingue pongue, pebolim, vôlei e pelada; jogos de tabuleiros, de
cartas, e até Bingo quando todos colaboram com as prendas e ainda revezam na
tarefa de cantar as pedras sem “marmelada”.
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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
agosto 16, 2019
Babitonga
Por Elisabeth Santos
Seja “terra em forma de morcego” ou “coisa na cor
vermelha da pitanga” o nome soa engraçado, divertido como a “tonga da mironga
do kabuletê”. Busco o significado para não escrever a bobagem de significado
ignoto. Hoje a internet oferece meios de consulta rápida e eficaz. Ninguém
precisa preocupar-se em desconhecer assuntos que não fizeram parte de seu
currículo escolar. Vai à enciclopédia virtual, solicita ajuda dos demais
navegadores, lê opiniões diferentes e faz uma média pessoal e intransferível,
posto que, opinião é para ser assim mesmo. Cada qual tem uma, e defende a sua!
Estou tentando escrever sobre minhas idas a Joinville,
cidade por onde passei em algum dia de turista, e passeei em dias de visita à
pessoas muito queridas nos últimos cinco anos.
Lá eu tenho: onde hospedar-me; guia especial de
excursão; tratamento preferencial, diferenciado e carinhoso. Imaginem só
quantos motivos tenho, para sair de Minas e chegar ao estado de Santa Catarina
numa boa, disposta e feliz seja de ônibus, carro ou avião! Pra que haveria de
querer voltar a pé pra Minas Gerais como já cantaram em músicas sertanejas?
Cada vez que chego a Joinville surpreendo-me com uma
programação diferente. Só me intriga o fato de estar na cidade e não ver o mar.
Até que um dia fomos todos juntos ao Mirante. Do telescópio enxerguei, lá longe,
uma faixa horizontal mais clara do que a vegetação. Era o Atlântico! Ainda não
me dei por satisfeita.
O guia turístico gostava de surpreender a mim e ao
restante da turma. Se ele nos perguntasse “aonde iremos hoje?”, a maioria ia
responder: “tanto faz”. Assim sendo, pelas experiências anteriores, ele só
dizia: _ Hoje almoçaremos fora!- e lá íamos nós soltando a voz nas estradas.
O restaurante é a beira mar, mas fica em outro
município. Tá valendo! Comida muito boa e variada. Churrasco ou peixe, ou
churrasco e peixe, como pedir o freguês.
E o mar de Joinville eu vi nesse ano de 2019!
Acho que foi para despistar... Passamos primeiramente
no Parc de France. Apreciamos a paisagem do morro Boa Vista, o lago, os jardins
bem cuidados, a arquitetura das mansões, e as aves bem à vontade ciscando pelo
verde natural ou subindo nas árvores. Tudo perfeito!
Já no Bairro dos Pinheiros, um cheirinho de mar
entrando pelo meu nariz, mesmo da janela do carro passei a observar o
manguezal. Não sendo época da caça ao siri e caranguejo, havia poucas pessoas
observando à beira do bioma ou “grande caldeirão”, o movimento dos bichinhos em
crescimento. Se a maré estivesse alta, a água salgada estaria por ali. Como não
estava, pude notar flamingos bem vermelhos, garças alvíssimas, outras aves em
preto e branco tentando catar algum alimento. Ao meu olhar atento, mas
desacostumado de litorais, não escaparam as árvores magras, desfolhadas,
escuras contrastando com outras ainda verdes.
As construções, do lado oposto a esse, margeando a
avenida, diferenciam bastante do que vira há pouco. Esse trecho é bem comercial
com restaurantes, lanchonetes e bares para todo gosto. A maioria dos residentes
por ali presta algum serviço nas marinas lotadas de embarcações, nos
estacionamentos, pontos turísticos etc.
Almocei com apetite depois de andar pelo local,
conversar com pescadores no píer, mirar a baía da Bitonga, idealizar outras
visitas à localidade que é muito interessante.
Tenho que ressaltar o bom atendimento recebido no
restaurante de deliciosos pratos de frutos do mar. A variedade e fartura oferecida
no cardápio bem temperado.
Afinal eu não fui ali só para ver e ouvir o mar de
Joinville, mas também sentir seu aroma e gostinho peculiar.
Valeu!
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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".
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