outubro 24, 2014

O Morro Feliz


“Lá atrás daquele morro tem um pé de manacá”...

E lá atrás daquele manacá tem um morro ao qual apelidei de “O Morro Feliz”.

Situa-se em San Francisco, cidade de muitos morros, nevoeiro constante e muito turismo.

Poderia ter uma estrada volteando o morro, mas em seu planejamento preferiram uma pequena rua zigue zagueando até lá em baixo. Virou atração turística!

É rua florida tanto do lado direito quanto do esquerdo. Tem degraus nas calçadas para pedestres subirem e descerem, além de permitir aos seus moradores o livre ir e vir. 

Nessa quadra ou quarteirão, onde carros não sobem, a direção única é a descida... Em zigue  zague, pois a “ingremidade” só permite desse modo. Entre o zigue e o zague, estão canteiros bem cuidados a alegrar, ainda mais a brincadeira de descer filmando ou sendo filmado. 

Todo turista quer experimentar até mesmo porque sempre tem platéia.

Você querendo ver para crer, o nome da rua mais torta do mundo é Lombard Street de cinco zigues e cinco zagues. Fica na colina Russian Hill, ladeada pelo oceano Pacífico, Califórnia.

Se você quiser ir já... feche os olhos, imagine, sorria... este é “o morro feliz” !



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

outubro 22, 2014

Sometimes you need a theory.

The Spoon Theory by Christine Miserandino

Living with a chronic disease can be hard. Very hard!

Knowing how to explain people how you feel everyday can be a herculean task. As you, I'm tired to hear blood work shows all look pretty good. Sometimes there is no words, but a vague face saying "but you don't look sick".

You may need to explain even to your closest friend, also drawings can help.

For those ethereal situations now we have The Spoon Theory by Christine Miserandino.

Thank you, Christine.


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Isabela: Brazilian, designer, works with automotive fabrics in the US. She did psychology college as well and had enjoyed a lot. She is living abroad for while, maybe because this she likes trends, cultures and behaviors.
DISCLAIMER
All material on this CORN FREE session is intended for reference only and should not take place of medical advice from a license practitioner. Please use common sense, do your own research, and consult your physician when making decisions about your health.

outubro 19, 2014

Fim de Festa

Quadro Naif da Beth.

Dona Badia, dizem por aí que o melhor da festa é esperar por ela.

Há quem acredite que o melhor da festa é sempre o fim.

Fim de festa para os convidados mais íntimos pode significar lucro. Ganha-se uma caixa de salgadinhos, docinhos e fatia extra do bolo para levar para casa. Se sobrar é lógico. Nas festas daquela família, super exagerada nos “comes e bebes”, e muito amiga da Dona Badia, sempre sobrava. Quando faziam a lista dos convivas providenciavam comida para todos e mais alguns que poderiam aparecer de surpresa. O resultado: um mundo de sobras deliciosas e todos ali muito bem servidos.

Dona Badia achava fim de festa uma maravilha! A anfitriã dizia a ela:

_ Quer levar uma taperwere de feijoada?

_ Aceito sim!

_ Então leve também esses dois pacotinhos de farofa.

_Levo sim. A moçada lá adora essa marca.

_ E da salada de frutas com groselha e creme, que vai perder? Quer um pouco?

_ Quero também.

De quebra, ainda ofereciam-lhe uma carona até sua casa.

Lá chegando, Badia chamava os vizinhos, batia um suco de uvaia ou de limão com pedras de gelo no liquidificador e sentavam para conversar sobre a festa terminada numa outra festa ali iniciada naquele momento!

Enquanto ela repetia os causos e notícias ouvidos na festa número um, as pessoas ao redor da mesa da sua cozinha apreciavam os quitutes ganhos e elogiavam.

Estava acontecendo naquele momento... a festa número dois!

Conclusão:

Esperar ansiosamente uma festa pode ser o melhor, mas não é tudo.

O rolar e desenrolar de uma festa são oportunidades de rever amigos, conhecer outros, descontrair e alegrar o coração da gente.

E o fim de festa na casa da Dona Badia...


É LOKO DE BOM por ter tudo isto!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

outubro 10, 2014

Filisbino, Belarmino e o hino.

Outro quadro da Beth que vendeu rapidinho.

Filisbino e Belarmino eram compadres duplamente. Um era padrinho do filho do outro, e o outro era padrinho do filho do um, para deixar bem explicadinho. Todos quatro se entendiam muito bem. Era: _“Bom dia cumpadi”, pra cá. _“Bom dia cumpadi” pra lá. Era: _“Bença padim”; “_Bença padim” dos afilhados para os padrinhos a qualquer hora, em qualquer lugar que se vissem.

Certo dia, que era o dia de cantar o Hino no templo, os compadres se desentoaram, e ficaram desentendidos por bom tempo. Para os afilhados foi tempo ruim, isso sim. Não sabiam se pediam a benção ou não, pois o cigarro de palha (de cada padrinho) só ia pro canto da boca numa resposta curta e grossa: _“Deusbençoe”.

Assim um dos moleques tomou a iniciativa de nem pedir a benção mais, e ainda trocou idéia com o afilhado do seu pai:

_Se é pra responder com má vontade, nem peço mais. Nem é o “padim” que abençoa, ué! Eu mesmo pedirei a Deus a benção.

Depois disso, coincidência ou não, foram só desavenças entre os quatro, antes tão unidos e amigos. Discutiam os adultos no boteco, brigavam os meninos na escola. Parecia de nada adiantar chamar os pais na diretoria para alertá-los sobre os desentendimentos. A coisa foi ficando de tal forma confusa, e tomando uma proporção tão grande, que os próprios envolvidos diretamente no “quipro-quó” concluíram nas conversas com amigos ser a hora de por um “basta” naquilo tudo surgido de um quase nada. Foi bom, pois assim todos os colegas iam dar uma força para Filisbino e Belarmino fazerem as pazes.

O hino parodiado:

Glória, glória Filisbino;
Glória, glória Belarmino...
Vocês eram tão amigos
Por que não pedem paz?

A resposta cantada pelo Belarmino:

O “cumpadi” é muito tolo
E eu sou muito teimoso
Coisa mínima virou “bolo”
E um caso horroroso!

O revide do Filisbino:

Você quer ser poderoso
E cantar bem mais bonito
Finge tocar e dançar
Mas não toca nem mosquito!

O refrão dos amigos do coral:

“Vamu largá mão disso
Tamu aqui pra ajudá
‘Ceis dois vão ficá de bem
E us filhádu abençuá!”

E nos finalmente, afilhados entoaram:

Glória, glória meu “padim”
Essa vida é bem ligeira
Dêis queu era pequinim
‘ceis insisti na bestêra!

Um qué sê mió qui o otro
Sendo os dois da mesma massa
Nóis que somo afilhados:
“nem tem “bença”, nem tem graça.”

E todos juntos com o dirigente:

“Glória, glória e louvor,
 Tudo na vida é passageiro
Fora o guia e o cobrador,
Vamos todos pro terreiro!”

Alguém ali achou que a paródia era uma falta de respeito, mas foi só um. O resto, na quase totalidade, considerou válida a brincadeira bem humorada que levou a uma descontraída e sonora  risada, saindo todos em paz consigo e com os outros, para sempre (ou até o próximo episódio, com outros personagens).

“É tratar de viver bem
Jogar desavença ao léu
Só então colher a benção
Qui invem vindo lá du céu.”

Assim é!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

outubro 03, 2014

Desafio real e televisivo

Mais um quadro da Beth.

O dia em que o rapaz foi pedir a mão da moça em casamento e ouviu do futuro sogro que não seria bem o tipo que ele queria para sua filha, e que voltasse quando tivesse pensado melhor no assunto, sentiu-se desafiado.

Tratou de arrumar um emprego, deixar as más companhias de lado, para então voltar à casa da namorada, ficar noivo, e marcar casamento.

Este rapaz foi um, que encarou a crítica como um desafio e enxergou sua capacidade de constituir família ao lado de sua amada.

A moça, por sua vez, foi aprender prendas domésticas e ouvir com atenção os conselhos da mamãe, das vovós, das tias casadas, sobre a responsabilidade da vida conjugal.

Pois as coisas não mudaram muito. Pelo menos nas novelas. As cenas do casamento religioso, com a fatídica frase do padre: _ Se alguém tiver alguma coisa contra esse casamento, que fale agora ou se cale para sempre! – ainda é motivo de rebuliço dos convidados em meio à cerimônia. Quem teria? O que seria aquela ”alguma coisa contra”?

E depois do _ ”enfim sós!” Segue a novela com a cena dramática do parto. A jovem senhora recém casada também preparou o espírito para enfrentar esse desafio: não só dar à luz, mas desdobrar-se em cuidados com o filhote, sem descuidar-se de seus outros papéis.

E a novela prossegue com outros tantos desafios para a nova família: o orçamento doméstico, a educação do filho, a manutenção do carro, o lazer do fim de semana, as tentações mundanas...

Aí é que a novela dá mais IBOPE! Se não enredar bastante, ninguém quer ver. Este fica sendo o grande desafio da TV atual: criar “triângulos amorosos” de seis ângulos ou mais, para conservar o telespectador de olho na telinha sem mudar de canal.


Audiência é o grande desafio e para enfrentá-lo... vale tudo!  



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 26, 2014

Tino comercial

Quadro naif da Beth.

Dona Tina descobriu ter certo tino comercial quando precisou comprar novos móveis para a casa. Até então seus evidentes talentos eram para criar filhos, cozinhar refeições deliciosas, manter em ordem a casa e coisas assim. Com o crescimento da família aquele lar precisava espichar a mesa, aumentar o número de cadeiras à sua volta, trocar duas poltronas por um sofá de seis lugares em frente à televisão e outras coisinhas mais. Uma por vez, pois o orçamento era apertado, Dona Tina chamou o comprador de móveis usados a fazer uma avaliação. Tinha em mente vender as peças que possuía para dar entrada em outras mais adequadas.

O comerciante em questão chegou à tardinha, antes da novela, para não atrapalhar. Mesmo assim já estava assentada a matriarca da família numa das poltronas da sala, assistindo missa na TV.

Seu Abraão olhou aqueles móveis por todos os lados, dir-se-ia dos pés à cabeça, menos onde estava sentada a vovó. Por mais que examinasse então, nada viu de desgaste comprometedor passando então para a sala de jantar.

Lá estavam mesa e cadeiras reluzentes, lustradas que foram a pouco com um vidro de óleo de peroba. E lá estava Seu Abraão, fazendo toque-toque com os nós dos dedos da mão fechada sobre o tampo da mesa, pondo força no encosto de cada cadeira para testar possível bambeza... e nada. Só a cadeira do caçula fazendo dever de casa ficou sem o exame aguçado do provável comprador/revendedor.

_Pago-lhe cem no conjunto dos móveis- foi ofertando seu Abraão.

_Cento e cinquenta, regateou Dona Tina.

_Cento e dez!

_Cento e vinte e cinco!

_Então cento e vinte, e nem um real a mais!

_Aceito!

E a sorte dela foi que ele entregou-lhe o dinheiro e disse que ia mandar a caminhonete buscar os móveis no dia seguinte bem cedo.

A vovó levantou-se então do sofá, e o caçula da família foi direto do “dever de casa” pro vídeo game. Seria por estarem camuflando algum estrago?

Ninguém foi lá saber, pois não se interrompe uma idosa na missa, e nem se tira um estudante da frente dos livros.

Deve ter sido o tino comercial da Dona Tina a conversar com seus botões:

_Não enganei ninguém. Móvel usado é móvel desgastado. Quem quer novinho vá à loja comprar, que é o que farei agora.





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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 19, 2014

O direito do direito

Quadro naif da Beth.

Daqui a pouco estarão inventando mais esta: o direito do direito.

Não bastou legislar, criar o código penal, a jurisprudência. Há leis para tudo e estão criando a cada dia mais e mais leis. Mesmo não sendo válido alegar-se desconhecimento delas, o que vemos é infração, desrespeito, abuso de toda espécie.

É para se usar o cartão de débito/crédito, mas existem casas comerciais que não dão desconto para compra à vista com o cartão alegando terem despesa de 5% com esta venda. O código de defesa do consumidor diz que cartão tem o mesmo desconto, mas quem fiscaliza? O consumidor até que vigia. Há denúncias nas reportagens da mídia frequentemente. E daí? Parece infiltração de água: repara-se aqui, reaparece ali. Há muito tempo se ouve falar de impunidade... e nada. Nada de sanar-se o mal.

Resolvi ser repórter por um dia e perguntar para meus conhecidos se achavam que estávamos necessitando de nova Constituição. A maioria disse não.

Perguntei por que, e eles responderam que nossa constituição é mais extensa que a do país mais poderoso do mundo. Só que lá resolve e aqui a cidadania continua sendo de papel.

Vale a comparação com a brincadeira infantil:

_ Cadê o toucinho que ‘tava aqui?

_ O gato comeu.

_ Cadê o gato?

_ Foi pro mato.

_ Cadê o mato?

_ Fogo queimou?

_ Cadê o fogo?

_ Água apagou!

_ Cadê a água?

_ O boi bebeu!

_ Cadê o boi?

_ Foi amassar trigo!

A brincadeira prossegue, sem nada esclarecer sobre: quem são os culpados pelo sumiço do toucinho, como e quando irão devolvê-lo aos seus legítimos donos.

O direito de reivindicar/reclamar já sabemos ter.

Queremos o direito de sermos ressarcidos.

Está dificil. Por que será?

_Cadê os meus, os seus, os nossos toucinhos, aliás, nossos direitos de consumidores?

_ Foram por aqui (norte), por ali (sul), para cá (leste), para lá (oeste)...

Ao certo mesmo ninguém sabe!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 12, 2014

O ciumento

Quadro naif da Beth.

Comprei um cachorro para vigiar a casa. É um filhote de cocker. Todos da família gostaram muito.

Eu trabalhando o dia inteiro. O cachorro sendo tratado e crescendo ao lado da minha esposa e filhos. Tudo bem.

Um dia percebi que ele via TV sentado no sofá ao lado de minha Bela. Achei que era só aquele dia, mas não.

Noutro dia notei que o cachorro não queria fazer seu passeio diário comigo sozinho. Preferia passear se a “dona” dele fosse junto.

Certa vez chegando do trabalho, fui beijar minha esposa e o cachorro estava perto e grunhiu mostrando-me os dentes cerrados.

_Que é isto cara? Não se faça de engraçadinho comigo! – falei bravo dirigindo-me ao cachorro, e...

E foi aí que resolvi atentar a todas as atitudes do cão ultimamente. Constatei que ele tinha se apegado à Bela, não tolerando que eu me aproximasse muito. – só essa que me faltava!

Certa noite, muito a contragosto, quase fui dormir no sofá.

Analisem a situação:

Minha esposa não gostava de ser acordada antes do despertador tocar, por motivo algum. Ficava mal humorada para não dizer furiosa! O cachorro dormia em nosso quarto, pois ninguém conseguia fazê-lo ir dormir em outro cômodo qualquer, e muito menos em sua casinha.

O telefone tocou e a chamada era para “A Bela quase Adormecida” e eu trouxe o fone para que ela atendesse. Ao voltar da sala onde repus o telefone, deparei-me com a “Bela Já Adormecida” e o nosso cão dormindo no meu lugar.

E agora?

Dei-lhe uma cutucadinha e ele olhou para mim já mostrando os dentes, e logo em seguida fechou os olhos sonolentos.

Dei-lhe uma cutucada mais forte um pouco, ele abriu os olhos, rosnou e virou a cabeça para a Bela e para mim. Ela mexeu o braço... como se fosse ACORDAR. Apavorado peguei o travesseiro e fiz que ia pro sofá.

Ajeitei o travesseiro, deitei, mas não consegui tirar da cabeça que o cão com aquele olhar falou para mim:

“_Não vai conseguir tirar-me daqui sem acordá-la. E se você acordá-la vai levar a maior bronca e terá de dormir no sofá. kkkkk... ”

Tomei então a grande decisão da minha vida! Não poderia deixar as coisas seguirem o rumo que estavam indo. De jeito nenhum! Agarrei o travesseiro, levantei-me e fui direto para minha cama.


O cachorro dormiu entre nós dois.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 05, 2014

Corcel versus Palio

Quadro naif da Beth.

O corcel 77, cor de tijolo, chapa preta, todo original e nos trinques saiu da garagem! Ali era sua vitrine. Os que passavam na rua a pé admiravam sua integridade física; os que passavam motorizados voltavam os olhares para a raridade que ele representava; os entendidos em carros antigos o elogiavam, e os jovens, mesmo achando aquele corcel majestoso... não queriam saber de dirigí-lo, estacioná-lo e muito menos lustrá-lo. Achavam o grandalhão complicado, e olha que em 1977 ele era considerado médio!

Foi então que seu proprietário resolveu trocar o Corcel num Pálio 1998 que pudesse ser dirigido, estacionado e lavado facilmente. O corcel mudou-se da garagem/vitrine para o estacionamento/ vitrine de carros usados de uma revenda. O Pálio tomou seu lugar.

Na primeira voltinha com o seminovo, foi possível detectar que suas portas abriam e fechavam com um barulho chocho. Precisava de borrachas novas.

Na primeira chuva o porta malas inundou. Foi para o funileiro que encontrou um orificiozinho. Ao começar a solda... na verdade era um buracão.

Na primeira ida para a roça, tinha mais poeira dentro do que fora do carro.

Melhor fazer uma revisão total. E lá se foi o Pálio para uma boa temporada de toques e retoques. Quase irreconhecível, fez a alegria dos jovens, que o mimaram por uns bons anos com: tapetes da hora, capas de estofamentos irados, volante esportivo, rodas de magnésio, aparelhagem de som, e outros demais acessórios.

Também no mundo automobilístico: Nada é perfeito!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 29, 2014

Nas ondas do rádio

Quadro naif da Beth

Conheci rádio na infância quando papai ouvia HORA DO BRASIL e REPÓRTER ESSO e eu tinha de ficar caladinha num canto da sala. Fui crescendo... e o rádio diminuindo. O que era antes uma enorme caixa preta, enfeitada de botões, lotada de válvulas, e que recendia a plástico queimado quando ligado o dia inteiro, virou uma pecinha dentro do celular!

Antes dessa enorme transformação... vivi fases e mais fases com rádio ligado por perto. Algumas destas ficaram marcadas com programação adequada aos meus interesses. 

Que tal começar pela lembrança de uma história do “Tio Janjão” seguida de determinado episódio de “Jerônimo, o herói do sertão” e sua música inesquecível? Tinha novela também. Era “O Direito de Nascer”, com todo mundo em volta do rádio se debulhando em lágrimas. Na adolescência era correr pra perto do rádio, ao tocar minha música preferida; levar o transistor importado, escondido na pasta escolar para ouvir na saída do Colégio sem perder uma música da seleção “as melhores da semana” até chegar em casa, e solicitar outras, pelo telefone, ao locutor...

Muitas EMOÇÕES!

Com a chegada da TV deixei um pouco de lado meu radinho. Fazia faculdade, trabalhava fora, e o tempo de descanso era reservado para as novelas, que as crianças permitiam-me seguir...

Sem dúvida o rádio ainda tem seu espaço na vida das pessoas. Indo de carro para o serviço, é útil para desviar-se dos engarrafamentos, enchentes, blitz ou coisas semelhantes; as músicas ajudam o tempo a passar nos sinais fechados; o noticiário, propagandas, previsão do tempo, e os jogos de futebol nos mantem atualizados.

Muitas serventias!

Algum dia gostaria de poder idealizar um programa “mandando meus recados” através de canções. 

Começaria cantando “eu cheguei em frente ao portão..." que tem a letra mais interessante para a fase que estou vivendo. Dando sequencia a essa programação exclusiva eu colocaria no ar:

Uma PROPOSTA de um PAPO FIRME cheio de DETALHES alertando meus ouvintes que sempre É TEMPO DE AMAR, aqui ou ALÉM DO HORIZONTE; de provar O GOSTO DE TUDO já que É PRECISO SABER VIVER .

MAIS UMA VEZ eu subiria A MONTANHA para ver cair as ÁGUAS DE MARÇO e diante da ÁGUIA DOURADA constataria que AMANHECEU na AMAZONIA; que das curvas da ESTRADA DE SANTOS, OLHANDO O MAR, inda posso ver as BALEIAS assim como AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA.

Só POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR deixaria de fazer o DESABAFO, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, FALANDO SÉRIO, que TUDO QUE SONHEI voou igual FOLHAS DE OUTONO... viraram RECORDAÇÕES, RECORDAÇÕES E MAIS NADA!

Ver a COISA BONITA, a PAZ NA TERRA, OUTRA VEZ, MAIS UMA VEZ, PRA SEMPRE é e será o SONHO LINDO, SORRINDO PARA MIM, ETERNANTE!




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 24, 2014

João e Maria em tempos de dieta sem glúten.


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Experiência de refeição sem glúten no voo Delta

Shampoo tem glúten, água tem glúten...

Resignificando a refeição, alergia alimentar.


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Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou design de produto e psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país e seguindo uma dieta sem-várias-coisas-legais, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.
ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.