agosto 04, 2017

Tão falso... tão bom.

Por Elisabeth Santos
©  | Dreamstime Stock Photos

Um vestido lindo copiado de um modelo das vitrines parisienses pode ser tão bom de vestir, quanto o original, e ainda proporcionar um momento inesquecível. Uma bijuteria imitando joia rara, que combine com o vestido; um par de sapatos de salto confortável, mesmo sem ter custado caro; acessórios e bolsa cheios de charme embora tenham saído do fundo do baú...

Certas coisas na vida não precisam ser autênticas, outras sim.

Amizade falsa, amor infiel, felicidade passageira, lágrimas mentirosas, e sorrisos forçados, ninguém merece.

Você pode ser você mesmo dentro de uma indumentária qualquer: fantasiado, representando um personagem, vestido luxuosamente ou com simplicidade. Não estaria sendo, entretanto, você mesmo caso se dispusesse a enganar alguém para receber algum benefício.

Enganar outras pessoas poderá ser relativamente fácil. Enganar-se, representando um papel que não corresponde aos próprios sentimentos, nem tanto.

A pessoa atingida pelo seu fingimento uma vez, questionará sua sinceridade dali por diante, ou não.

Mas... quem fingiu e prejudicou o grau de confiança de que foi depositário um dia, estará sempre camuflando alguma atitude intencionalmente. Temendo ser descoberto na sua insinceridade, tentará viver feliz num mundo criado para si, prestes a ruir ao primeiro sopro, brisa, ou ventania inesperada.

Há quem mantenha as aparências, para garantir boa vida. Faz jogada de trocas arrojadas crendo, que é só aquilo mesmo que lhe está reservado. Não acredita em amor sincero, amizade desinteressada, lágrima verdadeira, felicidade plena.

Deve ser pela própria incapacidade de gerar tais sentimentos, ou porque ninguém dá o que nunca recebeu.

Muito triste viver assim.




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 28, 2017

Era uma vez

Onde os cavalos limpam as calçadas comendo o mato.

Por Elisabeth Santos

Era uma vez um pasto verde cheio de éguas e cavalos, todos muito bem cuidados.

Dois desses muares decerto tinham espírito de aventura, pois não é que combinaram de ir dar umas voltas pelo mundo?

Certo dia, à noitinha, trocaram ideias:

_ Você acha que existe vida de gente como nós além desses mourões que nos cercam de arame farpado?

_ Olha... Até onde minhas vistas alcançam, parece que não, mas se lhe passou pela ideia, a mesma que tenho tido, poderemos pular pro outro lado e ir sondar.

_ Combinado!

Era uma vez dois amigos de quatro patas cada, que foram conhecer outras paragens. De campo a capão; de colinas a locas; de morros a grotas; de matas a estradões cobertos de poeira... chegaram a uma cidade nunca dantes conhecida por eles. Cavalgando pra ali e pra aqui, sem cela, sem freio, sem marca de dono nas ancas... vagaram livres comendo capim, bebendo das poças encontradas, sem a ninguém assustar.

Era uma vez dois cavalos!

Solto pela vida.

Estamos sem saber qual dos dois vai comprar a moto.

Passeando a pé ou a patas?



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 26, 2017

Parabéns pelo dia dos avós.

Por Elisabeth Santos

Para todos os avôs e avós, dedico essas inspiradas linhas.

Lucas & Beth.

_ Vovó, você tem 63 anos, já tá meio velha... Será que você já vai morrer?

_ Espero que não, menino. Não estou pensando em morrer.

E o "sabe-tudo" responde:

_ Mas todo mundo vai morrer, vó. Até eu!


...

A vovó:

_ Menino, olha lá no céu, a lua. Em pleno dia. São duas horas da tarde!

_ Vovó, é porque no inverno os dias são mais curtos e as noites são mais longas.

...

_ Vovó, você teve infância?

_ Tive sim, querido. Brinquei muito. Todo mundo teve infância.

_ Vó, eu conheço uma pessoa que não teve infância. Foi ela mesma quem me contou.

...

_ Pai, mãe, por que vocês dois não se aposentam igual ao vovô e a vovó para a gente brincar bastante? O dia todo, todo dia?

...


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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 21, 2017

A fotografia

Por Elisabeth Santos



Dia da foto das oito irmãs, com cinco de seus filhos, e oito de seus netos, na escadaria da Penha, comemorando a lavagem do Bonfim, se tudo isso fosse possível!
 
Rápido não iria ser; Muitas poses também não; Todo mundo de cara boa, olhando pro mesmo lado, só gritando GIIIZ.
 
Para formar a unidade do grupo, cada qual dava seu commando:
Do alto da escada postou-se a mais velha, sugerindo que ia ser tudo por ordem de idade. A segunda queria que a fileira fosse por ordem de tamanho. A próxima sugere que intercalassem cores das roupas para não saírem emendadas no retrato. Mais um palpite diferente: _Todas de ladinho, quase perfil, no disfarce das abomináveis gordurinhas. Quem sabe uma com a mão no ombro da outra? Talvez apontando sua descendência no patamar abaixo? E os pequeninos nos ombros dos primos mais velhos, também poderiam fazer daquela uma foto memorável... Eram ideias, e ideias que não acabavam mais, para dar nisso aí que estão vendo.
 
Se durasse mais um minuto a organização da foto, ia ser um branco total radiante: todos retornando ao que estavam fazendo.

Aconteceu, virou manchete, bem no dia do “Clube do Bolinha” em Colônia de férias dirigido só por pais. Nenhuma mãe pajeando no pedaço!
 
Muita bola, bambolê, banho de mangueira, pebolim, pingue pongue, etc. e tal.
 
Zap zap? Só ao final do dia, todos arrumadinhos para dormir acampados no casarão da grande família!
_ “É nóis!”

 

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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 14, 2017

O amigo do meu amigo

Por Elisabeth Santos
Dia 20 de julho é o Dia do Amigos, essa é a Beth entre amigos.

Para melhor memorizar a questão dos números positivos e negativos nas adições, o professor passava este macete aos alunos:

Imaginemos que o sinal positivo (+) corresponda à palavra AMIGO, e o sinal negativo (-) corresponda à palavra INIMIGO. 

_ O amigo do seu amigo é o que seu?

_ É meu amigo! - Respondia a sala toda em alto e bom som.

Professor: _ Então mais com mais dá mais.

E continuava seu raciocínio:

_ E o inimigo do seu inimigo é o que seu?

_ O inimigo do meu inimigo é meu amigo!

E o professor concluía:

_ Então menos com menos dá mais também.

...

E para terminar:

_ O amigo do seu inimigo é o que seu?- perguntava o mestre.

_ Amigo do meu inimigo é meu inimigo. - respondiam seus alunos.

_ E então mais com menos dá menos.

Professor: _ Inimigo de seu amigo?

Alunos: _ Meu inimigo! 

...

Entretanto na vida pode ser tudo diferente, pois existem os amigos falsos e os inimigos que fazem “jogo duplo” (viram a casaca diante da possibilidade de uma vantagenzinha).

... E o macete também poderá não funcionar, quando tratar-se de uma AMIGA/AMADA... da sua amada.

E não funcionará também em outras tantas situações da vida.

 _ E não é?



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

julho 07, 2017

Esperto

Por Elisabeth Santos

O menino ajudava a tia quanto às dúvidas sobre uso do computador.

A cada indagação dela, respondia prontamente com seus dedos ágeis no teclado.

Tia Benedita continuava sem entender o caminho das teclas, tamanha era a ligeireza do Estevão. Bem que ela tentava repetir sua façanha. Tentava, treinava, mas só conseguia dominar as manobras simples. Se aparecesse intercorrências, lá ia ela buscar ajuda. 

Estevão sentia-se um sábio em sua esperteza ligeira, ao mesmo tempo em que a tia sentia-se exatamente o inverso.

Numa quente tarde de primavera parecendo verão, o espertinho correu a mostrar à tia uma sacolinha, repleta de cigarras, resultado de sua “caçada”. Tia Benedita, pacata e cautelosa contou-lhe que um rapaz, apanhador de grãos de café, levou um jato líquido de cigarra no olho direito, e...

Titia não conseguiu completar seu relato. O “Esperto Estevão Ligeirinho” concluiu o raciocínio dela vaticinando:

_ Já sei! O apanhador de café ficou cego!

E a Benedita: _ Nada disso, menino.

E completando sua sabedoria “internáutica”:

_ Vicentino tirava tarefa nos cafezais todo ano, e já estava acostumado com cigarra que se alimentando de seiva, põe fora o que não é aproveitado pelo seu organismo. 

O líquido não sendo tóxico, assim mesmo poderá irritar a pele de quem tenha alergia. Ainda bem que este não era o seu caso. Então lavou bem os olhos nas águas límpidas da mina mais próxima e...

De novo o menino, impaciente, quis completar a narrativa da tia:

_ E ficou tudo bem, pois esses bichos não tem veneno!

_ A cigarra não tem veneno, mas o marido dela sim!

_ Quem? _ perguntou o sabe tudo.

E a tia bem séria, muito calmamente falou:

_ O cigarro, ué!




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

junho 30, 2017

Bem vindo

Por Elisabeth Santos
Lago nos arredores do museu Biltmore House na Carolina do Norte.

Se há no mundo um lugar em que somos sempre benvindos é numa paisagem natural. É só prestar atenção: os pássaros chilreiam, o lagarto sai da toca, a ramagem balança, as folhas secas estalam ao serem pisadas, o córrego jorra notas musicais, os raios de sol ultrapassam as copas das árvores deixando um rastro de luz mostrando vida em movimento.

Aos menos corajosos, em enfrentar o show que é tudo isto, e o inesperado, recomenda-se uma visita a algum sítio, ou chácara de amigos. Duas vezes bem vindo sentir-se- á a pessoa mais privilegiada do planeta Terra!

À tarde, na hora do café com bolo e biscoitão, os anfitriões contam que o pet, xodó da casa fugiu em busca do pecado.

Enquanto era criança, Xodó brincava com seus brinquedos, donos, visitantes, e nem tinha ideia do mundão lá fora. Sob a ação hormonal da idade, precisou de um confortável canil, já que manifestou desejo de passadas largas pelo cafezal atrás do irresistível apelo natural.

Em sequencia, do sítio vizinho, alguém telefonou avisando que o cãozinho, numa visita rápida, saiu de lá bem acompanhado. E puseram-se a procura-los.

Passaram-se dois dias de muitas informações desencontradas... e nada de Xodó & cia.

Então, no quarto dia, tanque do carro quase vazio, mas coração ainda cheio de esperança, ela “a mãezona”, o vê, vindo em matilha. Eram uns doze contando a fêmea no cio, próximos da perigosa estrada, talvez a caminho do lixão. A dona estaciona o carro, balança em sua mão direita a guia da coleira, e na esquerda a chave do veículo tão conhecido do seu xodó...

Pela porta do carro aberta, entra apressado alguém de olheiras, orelhas e rabinho abaixados, costelas insinuadas na pelagem suja, e que não levou a bronca merecida da pessoa ao volante.

Em casa de sítio sempre haverá histórias, para alguém de coração sensível, e ouvido atento.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

junho 23, 2017

Viagem

Viajar é preciso...

Por Elisabeth Santos

Navegar é preciso, mas há quem prefira voar num avião. Aviões de grande porte partem de aeroportos igualmente grandes. Cidade pequena geralmente não tem deste tipo. Se tiver, não é para servir exclusivamente à população local. O local pode ter sido escolhido por uma questão de espaço: espaço para estacionar aeronaves enormes; espaço para a pista de decolagem e aterrissagem; espaço para abrigar guichês e corredores onde transitam passageiros com suas bagagens.

Praça de alimentação é essencial no quesito conforto, assim como lojas de conveniência, etc.
Sua viagem começa de casa para o aeroporto torcendo para não pegar engarrafamento. Chegando lá, com duas ou mais horas de antecedência, garante-se o despacho da mala ficando-se livre para o aguardo da chamada do voo. A entrada no avião traz certo alívio: guardar a bagagem de mão no devido compartimento, ajeitar a poltrona, colocar o cinto de segurança, tudo isto indica o início do voo.

A chegada sem contratempo é motivo de satisfação!

A retirada das malas da esteira rolante, os trâmites legais se necessários, a saída para entrar no táxi...

A alegria do abraço!



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junho 16, 2017

Neto e avó

Por Elisabeth Santos

Meu neto diz que sou “hi-tech”. Comprou um chaveiro de “facebook” numa loja de “souvenirs” em Pomerode para presentear-me. Também fez meu retrato caprichado, diante de um computador, e pôs junto a seguinte dedicatória: “PARA A MELHOR VOVÓ DO MUNDO”.

Resolvi então fazer-lhe uma proposta: Em troca do seu velho “tablet” precisando de nova bateria, eu lhe daria outro novinho, escolhido no magazine perto de casa. E lá estávamos nós, diante da simpática vendedora, escolhendo o objeto das negociações.

Troca feita, voltamos para casa satisfeitos da vida!

O meu novo “velho tablet” coloquei dentro da mala de viagem, não antes de tirar-lhe a capa para proteger de arranhões o novíssimo objeto recém- saído da loja. Dalí a pouco vem o meu neto pedir-me o cartão de memória também. Enfim, enquanto o dele ia ficando incrementado, o meu ia se despojando de seus artifícios.

Tudo bem, pois jogamos juntos todos os “games” antigos, e ele ainda me ensina a perder dele nos “games” mais recentes!        





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junho 09, 2017

Betinho

Por Elisabeth Santos

©  | Dreamstime Stock Photos

“Baby-sitter faltou? Não te apavora. Chama a Dona Aurora!”

Assim foi o Betinho passar umas horas na casa da vizinha para sua mamãe ir ao dentista. O combinado nunca é caro, então... tudo bem combinado, pacotinho pronto, no horário tratado a campainha de entrada soa dim- dom...

Betinho estranhou a casa, estranhou os demais moradores, e não parava de chorar. Dona Aurora se desdobrou que nem aurora matutina, espalhando aconchego, luz e calor humano. Isso consumiu a primeira hora de estada do Betinho em novo ambiente. A segunda hora foi usada pelo baby a explorar todo o território, incluindo seus habitantes. Passou de colo em colo puxando o brinco, o cabelo, ou a barba de quem tinha.

Dos brinquedos ali existentes, nenhum o entreteu. Só apreciou os tais controles remotos existentes na mesinha perto do sofá. Até esqueceu-se de chorar, para chorar de rir acompanhando as brincadeiras dos palhaços Patati Patatá.

Na terceira hora, todos cansados (menos Betinho) era chegado o momento da mamadeira, que veio pronta, e da troca da fralda descartável. Nesse ponto Dona Aurora, sentiu-se a mamãe de dez anos atrás, riu, conversou na linguagem dos nenéns, beijou os pezinhos da criança e... Viu surgir seu filho que estudava no cômodo ao lado reivindicando:

_ Não acredito que você está beijando o pezinho dele como beijava o meu quando eu era seu bebê. Pode parar. Eu que sou seu filho né?

E o Betinho, talvez assustado com a aparição repentina do Rei Sol... retomou o chororô de horas antes.

_ Ai que ciumeira mais fora de hora filhão! ‘Cê sabe o tanto que te amo.

FIM.




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junho 05, 2017

Graffiti do Kobra em Chicago

Passeando por Chicago encontramos uma bandeirinha brasileira colada num edifício.

_ Oh... seria isso um graffiti brasileiro? Sim!

 Muddy Waters by Kobra, na 17 N State St, Chicago IL.

Diga-se de passagem, autorizado e feito sobre painéis que são colocados em cima da fachada do prédio. Hummmmm... Porque americano não vai estragar arte histórica com pintura de natureza efêmera, não é mesmo?

Um abraço, pessoas anti-Dorianas.

Site do Kobra aqui.

Uma performance do homenageado, Muddy Waters, pioneiro do Jazz, com  o Rolling Stones aqui.


junho 02, 2017

Eu sei

Por Elisabeth Santos
A escrivinhadora em ação.

Sei que não sou escritora, talvez seja uma escrevinhadora...

Gosto de registrar na língua materna: curiosidades, fatos, observações, sonhos e invencionices sem quaisquer outras intenções, que não sejam da minha vontade ou necessidade. “Livre como o vento”, nem tudo que escrevo, descrevo, subscrevo... divulgo. Nesse “tudo” estão pensamentos, opiniões, raciocínios que faço, considerando o entorno, o momento, a companhia...

Tenho consciência do meu estilo reticente, dos personagens mal disfarçados, das palavras dúbias, que levam ao interpretador certa liberdade de formar opinião. O que não quero é discutir, nem comigo mesma, muito menos publicamente, coisas efêmeras, que vão e vem a tona a cada milésimo de segundo.

Dúvidas? Tenho muitas. Carrego comigo o Mundo das Interrogações do tempo que estou vivendo.

É enlouquecedor!

Por isso gosto da minha vida pacata, cheia das obrigações de cuidar de mim todos os dias, rotineiramente, até sem perceber, cuidando dos outros e do meio em que vivo.

Sim, eu gostaria de resolver a problemática do mundo atual! Não consigo pensar que o caminho que a humanidade tomou não tenha retorno. Fui criada procurando e achando a “solucionática”!

Que nunca me falte, além dessas revelações que ora faço, meu toque de bom humor!


Amém.   



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".