março 10, 2017

Belo Horizonte

Por Elisabeth Santos
Flores da Praça da Liberdade.

Como as coisas mudaram por aqui!

Peguei um ônibus bairro/centro e surpreendi-me ao passar minha carteirinha de idosa num painel eletrônico; tomar meu lugar numa cadeira anatômica, perto da janela panorâmica; ver e ouvir os nomes das ruas por onde trafegava o coletivo com ar refrigerado e de limpeza impecável!

Fiz minhas compras como de hábito nos tempos em aqui residia (quinze anos atrás), atravessei a avenida para embarcar no ônibus de volta e... entrei no primeiro que parou no ponto.

Assustei-me! Estaria eu de volta ao passado? A única vantagem ali era poder escolher lugar, pois o veículo estava praticamente vazio. Já tinha ouvido falar em trem fantasma, será que eu havia errado o destino e entrado num ônibus fantasma? Onde foi que eu errei afinal? Na boa fé, tinha generalizado os avanços das conduções da capital. Esqueci de observar se na cabine do ponto de ônibus estava o painel eletrônico a anunciar a chegada daquele do meu agrado. Nem tudo é perfeito no entanto... e lá fui eu de volta ao lar doce lar.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

Um comentário:

  1. Seriam esses ônibus novos apenas para "inglês ver"?
    Em Sampa todo prefeito novo que entrava mudava a cor dos ônibus e dos pontos também, era só uma forma de marca a sua administração, até que viesse a próxima e mudasse tudo novamente.
    Isso quando ainda existia a falecida CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos) a estatal municipal que tinha o monopólio do transporte coletivo na cidade.
    Aí em BH já é tudo da iniciativa privada ou é estatal ainda?

    Guilherme de Ockham (A.K.A. Navalha na Carne)

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