dezembro 25, 2018

Curiosidades

Por Elisabeth Santos


Sempre que estou “num mato sem cachorro” lembro-me da brincadeira: _ “Sô Lobo ‘tá pronto?”. A canção é um convite “Vamos passear na floresta enquanto seu lobo apronta...”
Tem gente a matar um leão por dia, outros a procurar o lobo e onde passo minhas férias evito o caminho dos ursos.

Vislumbrando a possibilidade de brevemente poder adquirir uma arma de fogo pedi que me levassem a conhecer uma loja, para distinguir uma coisa de outra e não comprar, algum dia, “gato por lebre”.

A experiência foi além da minha, até então tida como poderosa, imaginação!

Passei bons momentos ali, experimentando armas sem munição só para calcular o peso, a força no gatilho, o “coice” e a possibilidade de acerto no uso da mira telescópica. O balconista sentiu firmeza em minha seriedade e perguntas dirigidas a ele através do guia daquela incursão. Eu, muito ao contrário, sentia uma tremedeira nas pernas só de imaginar em ver um ursão nas proximidades do acampamento.

Na “cara dura” saí da loja sem comprar nem arma de atirar bolinhas de papel. Ali tinha de tudo e poderia sim adquirir um brinquedo. Poderia, mas não quereria ter arma de espécie alguma visualizada no Raio X alfandegário. Para passar o perrengue ia preferir que fosse por uma boa causa. Se é que existe...

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Sempre que chovia, eu reinventava a ida ao comércio local a descobrir novidades. Afinal, naquele ambiente enorme, procurando ofertas imperdíveis, coisas exóticas, lembrancinhas bem pequeninas e leves, eu conseguia exercitar a mente... e as pernas.

Descobri que poderia ser sócia de um grande magazine. A coisa funcionava assim: fazer uma carteirinha de identificação de possível compradora das mercadorias ali expostas. Pagar uma taxa a ser devolvida pela loja na primeira compra à vista. Daí então só vantagens!

Entrei de sola, com o pé direito! Tirei o agasalho ao perceber o aquecimento central. Tornei a vesti-lo para escolher produtos hortifrutigranjeiros na câmara fria. Tinha de comprar pensando na mesa do dia de Ação de Graças, quando as vovós vão para a cozinha.

A variedade de artigos naquele tipo de hipermercado é muito grande, portanto os fregueses são numerosos, gerando um movimento e tanto, o dia inteiro e a semana toda. Encontrei tudo que precisava e nem senti fome degustando os novos e deliciosos, alimentos oferecidos no interior da loja.

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Manifestando curiosidade a respeito de “Brechó”, que é o comércio de artigos usados, ofereceram-me uma ida a três deles, funcionando nas imediações de casa. No maior, levei horas olhando, especulando e comparando preços. Foi muito proveitoso! Lucrei um vestido de festa que caiu certinho igual luva nos dedos e custou o mesmo que um par de meias novas.

No segundo, mais especializado em objetos de adorno, comprei um quadro pintado à tinta óleo, representando uma raposa em seu habitat. Combinou muito bem com o restante da decoração, além de preencher o espaço na parede oposta à janela.

No terceiro, até que enfim achei as bijuterias, chaveiros úteis e colecionáveis, dentre outros pequenos objetos que iam servir de lembrancinhas.

Para quem como eu, decidida a viajar feliz mesmo com pouco dinheiro... saí-me muito bem.
Até presentinhos consegui trazer!




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia"


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