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agosto 10, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 10.2

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.


Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Elogio ou um insulto passivo-agressivo.
É mesmo difícil de saber.


A bordo do trem do insulto

O passivo-agressivo é arrogante e facilmente insulta os outros que geralmente nunca saberão o que ele realmente pensa. Ele precisa ser constantemente persuadido e lembrado de sua importância. Alguns chefes pedem para a secretária interromper reuniões com mensagens urgentes que fazem o visitante achar que está diante de alguém imprescindível.


Se recusando a tomar decisões

Inclinado a ficar em cima do muro, ele vai concordar com você quando estiverem sozinhos. Contudo, vai se fazer de desentendido quando estiverem perto de seus adversários. Ele vai ter muita dificuldade em mandar pessoas embora, pois não quer ser o cara mau. Alguns preferem deixar que o funcionário perceba que não tem mais valor na firma e saia por si mesmo. É um sádico e demorado processo.  

Ele não é um líder, então não peça para ser um.


Fazendo bonito com o chapéu alheio

Esse é outro jogo que ele é muito bom. Vai pegar crédito de outros com coisas que não fez, mas somente quando a ideia dá certo. Claro! Falta-lhe ética ao deixar que o colega seja injustiçado, mas ele age assim por não suportar sua própria impotência.

Mantenha cópias de emails e anotações sobre decisões e ideias que tenham a ver com você e ele. Mesmo que isso seja contra sua natureza, é o melhor a fazer. Essa atitude vai o conter, mas não vai mudar o comportamento dele. 

Às vezes é bem sutil...
Portland recicla!


O desvio eterno   

Mesmo quando ele próprio colocar datas para entrega de seus projetos, é provável que ele as descumpra. São tarefas menores, detalhes que não merecem atenção. Ainda assim ele vai desviar o foco para conversas no corredor e ligações desnecessárias que vão o convencer de que estava muito ocupado. Ele ama desvios e respostas fáceis que vão o levar ao outro grande problema: procrastinação.


Quando o passivo-agressivo trabalha para uma mulher
 
É fato que as executivas têm mais subordinados passivo-agressivos que seus parceiros executivos. Sua autoridade é constantemente testada e os funcionários se magoam mais facilmente do que quando trabalham para homens.

Isso acontece devido à memória que tem de uma mãe autoritária e super controladora comparado com seu pai ausente e fraco. No fundo, ele anseia que o homem seja forte e que a mulher seja fraca. Tanto é que ele acha que não colocar nenhum perigo aos chefes.


A empresa passivo-agressiva

As empresas também podem ser consideradas passivo-agressivas, acostumadas com maneiras indiretas de agir, burocracia e trabalho supérfluo. Para sobreviver dentro delas, você deverá ser o mestre da agressão passiva. É muito comum de se ver em departamentos governamentais onde funcionários pensam somente em termos do dia do pagamento, do plano de saúde e dos benefícios, ao invés do crescimento profissional, comprometimento com o trabalho bem feito e salário merecido.

A maioria dos trabalhos burocráticos estimulam esses comportamentos transformando a empresa em inércia pura. Muitos que lá trabalham "não fazem nada de errado, nunca" apenas obedecendo seus chefes e dizendo não para todo o cliente externo.

Essas são empresas fáceis de identificar pelo tempo improdutivo e a falta de poder de seus funcionários. Agendas egoístas que não se importam em atingir o objetivo a tempo, comunicação confusa, infidelidade e boas ideias que morrem na praia são outras características.

Assim funciona no dia-a-dia, o diretor passa uma ordem passivo-agressivamente para seus subordinados diretos que repassam ao segundo escalão a mesma ordem contaminando toda a empresa. Todos os funcionários se sentirão alienados e infelizes descontando nos colegas.


Finalmente

Apesar de existir em empresas, o comportamento é menos aceito neste ambiente. Esposa, amigos e familiares costumam tolerar muito mais. Devido ao ambiente impessoal, os colegas poderão falar abertamente com o passivo-agressivo para o fazer parar com os jogos ou cair fora.

O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

agosto 05, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 10.1

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Campo minado: o passivo-agressivo no trabalho

Intriga, poder e controle, assim é a convivência com o passivo-agressivo no trabalho. Ele é inteligente, complicado, desonesto e ardiloso. Ele planeja e sabe o que deve ser feito para ter sucesso. Em Otello de Shakespeare, Iago é o passivo-agressivo no alto de sua façanha.

Na vida real eles são menos astutos que o personagem e pouco conseguem com seus truques. No geral, tem pouca iniciativa no trabalho e seus conchavos não chegam a lugar nenhum ou até mesmo, se voltam contra ele ao ponto de serem demitidos. (Aqui eu diria que é uma análise americana, mas não sei se seria o mesmo para brasileiros porque já vi alguns ficarem um bom tempo na empresa.)

- Eu decidi ser mais agressivo para culpar os outros da minha falta de sucesso.
Por exemplo, você está atrapalhando o meu trabalho agora.
- Não, eu não estou.
- Eu não tenho tempo para ficar aqui discutindo com você o dia todo! 


Passivo-agressivo no trabalho: o que isso quer dizer? 

É o cara que precisa ser lembrado de pedir aumento e é tão inseguro que raramente obtém sucesso. O grande diferencial dele é o conflito que tem com a competição. Ele vai ficar com eterno medo de ser retaliado por isso não vai competir.

Ele também acha que por ser passivamente competitivo ele oferece menos risco na competição, mas sua falta de objetividade é contrapordutiva para todos. Ele evita os holofotes, apesar de amar a ideia de triunfo. Ao mesmo tempo que perde negócios por evitar reuniões, é também incapaz de fazer o que mandam. 

O passivo-agressivo acha que seus esforços não fazem diferença, então ele nem tenta. 


Cheio de desculpas esfarrapadas

Ele se coloca numa posição onde constantemente deve explicar porque não conseguiu fazer algo. Ele sempre vai colocar a responsabilidade do erro no outro com uma certa histeria, pois nada que faz é errado. 

No começo você vai ficar enrolada nas suas desculpas, até aprender que elas soam iguais a todas as outras. Você vai ser sempre a culpada. Ele pode até mesmo cancelar um evento importante criando a falsa impressão de que algo incrível aconteceu.

Algumas desculpas para não fazer o serviço vão ser bem infantis como: "quem consegue trabalhar com esse telefone tocando o tempo todo?" Quanto mais manipulativo, mais desculpas vai arrumar e quando você não mais aceitar suas desculpas ele vai se tornar agressivo. 

Só há um jeito de consertar situações como essa. Mantenha a responsabilidade dele sobre o que ele fez e não fez. Coloque limites.


O comportamento passivo-agressivo consume temo desnecessário.
Fale o que você quer dizer, vamos resolver o problema e passar para tarefas mais pordutivas.


Obstruindo: construindo um labirinto de barreiras   

Em trabalhos cooperativos ele pode escolher sabotar o que você faz, mesmo que para isso precise estragar o que ele fez. Ele busca áreas de tensão e as acentua. Sendo assim, ele é um tipo destrutivo no ambiente de trabalho que cria empasses, encoraja reclamações, controla e deixa assuntos mal resolvidos por todo lado. 

Ao invés de ser um facilitador, ele cria obstáculos, dificuldades que podem ser sutis, vagas ou pontuais e intencionais, mas sem sentido. De qualquer maneira, você vai sentir a presença dele dentro do departamento.

Você vai ser pega pela rede de má-fé dele logo quando precisar trabalhar em conjunto com ele. Foi o que Karla percebeu quando foi promovida pela empresa. Nos primeiros meses o chefe de equipe que respondia para ela se mostrou acessível e cooperativo. Com o tempo ela percebeu que ele segurava informações que eram essenciais para o trabalho dela. Também contratava pessoas para novos projetos sem designar o local de trabalho desses jovens. Além de  desmoralizar e destruir a criatividade do time.   

Mas por que uma empresa manteria um funcionário como ele? Inércia! (Foi o que pensei em termos de Brasil...) Esse funcionário havia chegado ao pico de sua carreira e o chefe do RH sabia que ele não seria mandado embora, nem tão pouco promovido.

Para Karla e você que lê esse livro, atente-se a frustração de estar lutando contra um muro. O melhor a fazer é minimizar os efeitos das sabotagens sobre você. Se mantenha firme em suas regras, mostre a ele que você sabe o que ele está fazendo. Sempre num tom calmo, ofereça a ele outra chance, fale que ele é importante para o projeto, que sem ele as coisas não andam e que se ele não for fazer, você fará sem ele.


Estragando tudo

O estereótipo da pessoa que estraga as coisas no escritório é a da secretária que sorridente faz tudo errado e não consegue te ajudar nas tarefas que deveria, esquece de anotar o nome da pessoa que ligou e não te ajuda com a agenda. Seja homem ou mulher, a história se confirma quando ele faz uma coisa errada, se desculpa, mas erra novamente. Ele perde arquivos e você não poderá contar com ele. 

As desculpas serão: "eu não sabia se você queria isso ou aquilo (então não fez nada)", "por que você não me falou que queria isso?", "não ouvi você pedindo isso". A uma certa altura você vai pensar que é melhor fazer você mesma, mas é algo que além de dobrar seu trabalho, não vai funcionar.

O estereótipo da secretária ineficiente funciona aqui na aprendizagem porque eventualmente você terá que a demitir para preservar o seu emprego. Quando o passivo-agressivo sabota o trabalho, ele prejudica a si mesmo e estraga o seu trabalho. Lembre-se que esses deslizes não são acidentais!

O empregado passivo-agressivo é um grande desafio para o seu chefe e esse comportamento é muito menos aceitável no trabalho quando comparado com o ambiente familiar. Esse funcionário tem uma capacidade incrível de aceitar incompetência e incompletude. Ele dá três passos para frente e um para trás porque está ansioso e com raiva. Ele tem medo do sucesso.

Se você trabalha com um desses, tente não corrigir os erros dele, não se prenda a detalhes das coisas erradas que ele faz. Elogie o que ele faz bem, afinal se ele ainda está lá, alguma coisa ele deve fazer bem. Não abaixe seu nível, não deixe que a baixa produtividade dele atrapalhe a sua ou a do departamento. 

***

O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

janeiro 09, 2019

7 dicas para férias econômicas

Lá vamos nós de novo!

 
01
A primeira dica para economizar nas férias é saber quanto exatamente você pode gastar. Estabeleça um limite de gasto que seja por dia, por pessoa, quantos passeios, regalos, etc.

02
Faça uma lista e siga a risca o que escreveu. Pode ser difícil quando você acha aquele mimo colorido que faz brilhar os olhos da pessoa querida, mas siga em frente. Se você já gastou o limite do dia, obedeça a sua regra!

03
Para famílias grandes ou grupo de amigos faça atividades em conjunto, assim poderá pedir um desconto pelo número de pessoas. Pergunte se pode ganhar um passeio na compra de outros nove, por exemplo.

04
Faça pelo menos uma refeição do dia em casa ou aquele lanchinho do fim da noite no quarto do hotel. Compre água e bebidas no mercado para colocar no mini freezer, tenha lanchinhos (barrinha de cereal, frutas, biscoito, etc) na mochila para evitar que a fome faça você entrar no primeiro restaurante que vê pela frente.

05
Falando sobre restaurantes, procure boas opções perto dos lugares que vai visitar no dia anterior ao passeio. Verifique se o estabelecimento abre no dia e hora que você deseja ir.

06
Procure por passeios, shows, peças de teatro grátis, aproveite as promoções que acontecem nessa época.

07
Determine quantos serão, para quem levará lembranças da viagem. Lembre-se de evitar os aeroportos pois tudo costuma ser mais caro por lá.


 
Veja outros posts sobre viagens aqui.

O que posso levar de comida para os Estados Unidos?



fevereiro 19, 2018

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 2.2

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Falar "faça como quiser" com cara de m... é o ponto alto!

Como se proteger

Primeiro, fale claramente o que você quer, o que ele pode ou não fazer com você, explique que você quer que ele cumpra suas promessas, que seja mais aberto e que assuma responsabilidade das atitudes. Esteja preparada para reafirmar sua posição sempre que necessário, pois se fazer de vítima faz a passividade-agressiva piorar.


Você começa dizendo que ele não vai se sair bem te tratando com falta de respeito, ou te ameaçando. Exemplo, quando você conta uma história dessa maneira você me insulta. Diga a verdade, assim é melhor para nós dois. Assim você mostra que merece melhor tratamento e ele vê que não pode te fazer de boba.

Seja específica, cite exemplos, com números quando possível. Fale num tom normal para mostrar que você é confiável. Não seja vingativa ou autoritária (ficou fácil isso, heim?!) porque o passivo-agressivo é motivado pelo medo. Se simpatizando com essa parte você tem mais chances de falar com hostilidade.

Dica importante: ultimatos fazem você perder todo o contexto da batalha naval.

Como falar quando essa pessoa te deve algo, dinheiro para ser mais exata.

1. Eu quero que a nossa amizade siga em frente, mas ela só pode funcionar se eu puder confiar na sua capacidade de lidar com dinheiro. - fala do relacionamento e da confiança.

2. É humilhante para mim ter que pedir para você pagar o que me deve. Isso mostra que você não me respeita. - descrevendo como você se sente.

3. Você me dá desculpas esfarrapadas para não pagar o que deve. Eu quero o dinheiro agora. - confronto direto.

4. Deixando de me pagar você acha que me mantém atrelada a você, mas você está fazendo exatamente o contrário. Eu fico p... da vida e desconfiada. - explicar a consequência do comportamento.

Parece fácil, diz o autor (só na cabeça dele, eu digo!), mas lembre-se que agora você entrou na briga. Não espere que ele mude só porque você pediu. O passivo-agressivo é um sabotador e alguém que não querer deixar o poder. Para mudá-lo você precisa seguir os limites que estabeleceu, caso contrário ele vai seguir com a mensagem de que pode tratá-la como ele quiser.

Entretanto, se você percebe que o relacionamento tem poucas chances de sobreviver...

Caia fora

Pode ser um erro sair do relacionamento que ainda não foi totalmente explorado, por outro lado, você precisa fazer as contas. Então você tentou de tudo sem sucesso, melhor será tomar distância dele, seja ele quem for, marido, empregado, patrão, parente ou amigo. Permanecer num relacionamento que te faz mal, não é somente sem sentido, mas também autodestrutivo.

Terminar por telefone foi a única alternativa para uma das pacientes do Dr. Scott. Ele diz que muitos deles te prendem pelo otimismo ou pela sedução. Você sonha que vai ter um dia um parceiro melhor, que você vai salvar o relacionamento, mas o conselho está mais para: seja sincera sobre o que recebe dessa relação. Faça decisões baseadas em realidade, não falsas promessas, ou sonhos dourados. Outra paciente aconselha: coloque o passivo-agressivo depois de você. Case-se com ele lá pelos 20 anos, se divorcie pelos 30. Você deve aprender com seus erros, ao invés de viver com eles para sempre.

Finalmente

Não existe essa história de viver com um passivo-agressivo e não querer nada dele - ou  de qualquer outra pessoa para sermos exatos. Para viver bem com ele você rebaixa suas expectativas, mas no fundo espera por algo melhor.

Por que será que ele te fisgou? Qual seria o ponto fraco e como ele o descobriu? 

***


O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

Carol Tavris, Anger: The Misunderstood Emotion, 1989.








fevereiro 05, 2018

Coisas que você só faz no aeroporto.

Recentemente comprando passagens com as milhagens que tenho, me dei conta que viajei muito nos últimos anos. Sendo assim, posso dizer que já tenho um know how nessa coisa. Hoje resolvi dividir um pouco dessas situações com vocês.

Então, veja aqui uns comportamentos e atitudes estranhas que temos depois que entramos em aeroportos. 

- Checar o passaporte, o bilhete, os documentos, a carteira, o celular, o dinheiro, tudo, o tempo todo. Não estranhe, o comportamento Obsessivo Compulsivo é automaticamente ativado ao se adentrar o saguão de qualquer aeroporto do mundo.

- Viver a grande dúvida que é: guardar o bilhete e correr o risco de perdê-lo no buraco negro que é uma bolsa de mulher, ou ficar com ele na mão e esquecê-lo lá-sei-onde. O que fazer?

- Pagar um absurdo por excesso de bagagem - 100 dólares na Delta. Afinal de contas, você vai tirar o quê de dentro de qual mala? Deixar para trás, ou jogar fora não vai lhe parecer uma opção válida nessa hora. 

- Tirar e colocar peças de vestuário perto de pessoas estranhas; meias, sapatos, casaco, ou agasalhos. Também abrimos a mala para colocar ou tirar essas coisas fazendo o máximo esforço para não derrubar outras coisas, nem deixar a mostra a nossa bagunça. 


- Sentar no chão bem no meio dos companheiros que por lá esperam o embarque. Na verdade, em qualquer lugar que for possível. Isso torna-se extremamente verdadeiro nos grandes aeroportos onde você anda quilômetros para achar o portão de embarque, ou depois dos voos internacionais. 

- Diretamente relacionado ao item acima, veremos alguém se abancar em um cantinho que tenha uma tomada funcionante. Vale inclusive desligar a máquina de venda de refrigerante para carregar o aparelho que está por um palitinho. Já vi isso, mas não recomendo.

- Às vezes é preciso colocar bolsas, copos, sacola com o lanchinho, mochilas, ou qualquer outra coisa no chão. Tudo é válido na hora de ajustar a bagagem.

- Também está incluso no preço da passagem dormir em um daqueles bancos gelados (ou no chão) entre pessoas desconhecidas da sala de embarque. Usar a mochila ou bolsa como travesseiro é fator primordial de segurança. Roncar parece que é opcional.

- Chegar na imigração de um país tipo Austrália e descobrir que não tem visto de entrada. Ainda bem que o processo é rápido e online.

- Igualmente necessário é passar na loja mais cara do aeroporto sabendo que não vai comprar nada. Nadinha mesmo! 

Clique para ver o vídeo da espera de um voo.

- Apesar de não comprar nada, passar pela seção de perfumes importados da loja só para “testar” uma fragrância bem cara. Alguns destinos valem o mico e a evidência da pobreza, fazer o quê não é mesmo? 

- É obrigatório passar na lojinha de bugigangas e comprar um cacareco qualquer para alguém que ficou de fora da lista original de presentes. 

- Sentir aquele frio na barriga ao pensar que esqueceu o adaptador de tomadas é básico para qualquer brasileiro num voo internacional. 

- Ver pessoas fazendo refeições num restaurante fast food e achar a cena glamourosa é notório para os românticos. 





- Tentar ir para a sala VIP da companhia aérea sem ter um bilhete internacional na mão*. Um pouco forçado eu admito, mas vai que... 



- Se sentir ansioso quando chega perto do pessoal da segurança, do raio-x, da imigração, ou de qualquer pessoa para ser sincera. Não é para menos, aquelas mensagens "não deixem suas malas dando sopa, cuidado com bagagens suspeitas, não aceite coisas de estranhos" deixam qualquer um paranóico.


- Falando nisso, ver uma pessoa ser parada no raio-x porque esqueceu comida na bolsa e se sentir aliviada. Ufa, ainda bem que não sou eu!

- Julgar as pessoas vestidas com roupas de verão é inevitável. Você se pergunta, de onde será que essa pessoa veio? Será que não vai pegar um avião gelado como o meu? Ou deve estar com a tireóide desregulada, coitada.

- Após ver um casal como o da foto abaixo, agradecer a vida entre homens brancos opressores da sociedade capitalista judaico cristã ocidental!

Sim, ela andava atrás dele.
Sim, durante o voo, ele comeu a refeição dela.
Fala sério, como se alimentar usando essa roupa?


- Para quem tem tempo de sobra na conexão, torcer para a companhia aérea comprar o seu assento no voo. Dependendo da situação algumas empresas americanas pagam até 800 dólares - refeição ou hotel também**.



*Até pode, mas precisa pagar! 50 dólares na Delta, acho.
**Você recebe um vale no tal valor que pode ser trocado por passagens ou produtos da empresa e, dependendo do tempo de espera, um vale-refeição para ser trocado dentro do aeroporto. Pode ser que paguem a sua noite no hotel também


Vai viajar no feriadinho? Tem alguma história interessante de aeroporto para contar para a gente? Compartilha aí, vai!


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novembro 01, 2017

Pare de reclamar! Comece a fazer alguma coisa.


Final de ano chegando, muito estresse no encerramento dos projetos da empresa, agendamento das férias para lugares paradisíacos onde as filas são sempre monumentais, sem contar com a priorização das festas e reuniões familiares que vai comparecer. Então aqui vai um planejamento simples para te ajudar com os descontentamentos da vida.

Está certo que às vezes precisamos desabafar e lamentar sobre as desavenças alheias, mas isso é bem diferente de ser um reclamador compulsivo. Além de afastar pessoas boas, o reclamão ainda corre o risco de acabar com próprio ânimo de viver. Reclamar modestamente e pontualmente é o que recomenda o professor Robin Kowalsky que dá aulas aqui da Clemson, uma Universidade Carolina do Sul. 

Na primeira semana você deve se monitorar
- Comece investigando as coisas que fazem você reclamar e o quanto reclama delas.

Mantenha-se atento
- Coloque um objeto em seu braço (uma pulseira ou um relógio) e o mude de pulso cada vez que lamuriar.

Tome nota de seu humor
- Escreva sobre seus descontentamentos e sobre a pessoa que te irritou. Anote o seu humor antes de depois do encontro.

Entenda os padrões
- No final da semana reveja sua lista. Você xinga cada vez que o vizinho de cima faz um barulho? Quem é o seu colega que ouve a maioria das suas reclamações a respeito do seu chefe? Destaque os pontos principais dessas anotações para começar a atacar os problemas.

Na segunda semana, escolha suas batalhas
- Segundo esse professor, existem 2 tipos de reclamações; 1. as instrumentais, que fazem você resolver coisas e 2. as expressivas, que fazem com que você alivie uma emoção reprimida. A meta é ter cada vez menos dessas últimas, as catárticas.

Seleção
- Separe as reclamações expressivas das instrumentais em listas, por ordem de importância. Assim você vai conseguir entender quais são as mais triviais no seu dia.

Continue contando
- Faça um total das reclamações diárias e concentre em reduzi-las 1/3 todos os dias. Isso quer dizer que deve ficar de boca fechada quando atingir o limite do dia.

Chegue no extremo
- No último dia da semana tente ficar 24 horas sem reclamar. Se precisar descarregar a pressão, faça isso no seu diário. Se estiver bem seguro de si, peça para os amigos te cortarem quando começar a lamentar.

Na terceira semana faça mais coisas da sua maneira
- Agora é hora de ficar ciente das vezes que precisa mesmo reivindicar e o faça do jeito mais produtivo possível. Conseguir algo depois de uma reivindicação é algo que empodera!

Tenha um objetivo
- Pense na solução ideal para o problema. Se você não conseguir achar uma, mude de foco ou escreva mais sobre isso no diário.

Escolha sua audiência
- Converse com a pessoa mais capaz de te ajudar e resolver a questão. Por exemplo, se estiver insatisfeito com um produto, ligue para o serviço de atendimento ao consumidor ao invés de se queixar com o colega de sala.

Pratique o diálogo
- Primeiro valide o que a outra pessoa pode estar sentindo, depois explique seu problema. Se estiver frustrado com o marido que não coloca comida para o cachorro, fale isso para ele. "Sei que é uma tarefa chata, mas você faria meus dias mais fáceis se dividisse essa tarefa comigo."


E você tem outras sugestões para enfrentar as situações e pessoas estressantes do final do ano? Escreva suas dicas nos comentários.


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Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, introdução



Como alguém se torna passivo-agressivo?


junho 05, 2017

Graffiti do Kobra em Chicago

Passeando por Chicago encontramos uma bandeirinha brasileira colada num edifício.

_ Oh... seria isso um graffiti brasileiro? Sim!

 Muddy Waters by Kobra, na 17 N State St, Chicago IL.

Diga-se de passagem, autorizado e feito sobre painéis que são colocados em cima da fachada do prédio. Hummmmm... Porque americano não vai estragar arte histórica com pintura de natureza efêmera, não é mesmo?

Um abraço, pessoas anti-Dorianas.

Site do Kobra aqui.

Uma performance do homenageado, Muddy Waters, pioneiro do Jazz, com  o Rolling Stones aqui.