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agosto 11, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, epílogo

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Epílogo

Poliana está na porta do cinema esperando o namorado quando se dá conta que ele é mais um passivo-agressivo que atravessa a vida dela. Ela geralmente decidia onde iam passar as férias e quanto tempo seria.

Assim como Poliana, muitas mulheres andam agoniadas, frustradas ou com raiva. Elas se devoram em pensamentos e maquinações... Mas eu espero que este livro as ajude a aprender e se proteger desses tipos passivo-agressivos.

Entenda que apesar de gostar e se importar com ele, você não é responsável pelos problemas dele nem mesmo pela maneira com que ele trata você. Mais importante que tudo, você não é responsável pela mudança dele. Embora sua ajuda seja importante, uma mudança de comportamento é trabalho para um terapeuta.

Como deixar de ser passivo-agressivo?

Algumas respostas mais frequentes:

- Por que ele é passivo-agressivo? Tudo começa com a negação da raiva, medo da intimidade, dependência e competição, gerenciamento de conflitos com desculpas, procrastinação e auto-sabotagem. Os pais formaram o caráter dele punindo uns e reforçando e recompensando outros.

- O que você ganha no relacionamento com ele? Por que você cai na rede do passivo-agressivo? Acho que ajudei você a entender o seu jeito de agir perto dele. Você acha engraçado o jeito dele? Acha o jeito evasivo dele algo desafiador? Você pode agir como uma vítima que não age para se defender, uma salvadora que vai o resgatar fazendo tudo para ele assim como sua mãe ou uma gerente que não aceita não como resposta. Assim você pode encontrar seu lugar nessa equação.


* Espero que tenha entendido que:

1. Ele é responsável por tudo o que acontece com ele, mesmo que ele não aceite isso.

2. Ele está no controle de suas escolhas, boas ou más. O mesmo vale para você.

3. Seja clara sobre suas expectativas no relacionamento com ele, fale com ele, coloque limites necessários.

Infelizmente saber não é fazer e mudar dá trabalho, para você e para ele.

Se você realmente gosta dele e vê potencial no relacionamento. Convença ele a fazer terapia, pois haverá o momento que você chegará no seu limite de atuação enquanto namorada, esposa.

O autor decide terminar o livro enfatizando o quanto a terapia com o passivo-agressivo que quer fazer uma mudança de vida, vai funcionar. Além de influenciar seu comportamento no trabalho e em casa com atitudes assertivas.

Para isso acontecer ele deve:

- Estar preparando para tomar contato com seus sentimentos.

- Se livrar de sentimentos do passado que o imobilizaram.

- Entender como ele perpetua situações que o fazem ficar como está.

- Saber que vai ganhar um relacionamento íntimo completo e será um excelente funcionário.




O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

agosto 10, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 10.2

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.


Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Elogio ou um insulto passivo-agressivo.
É mesmo difícil de saber.


A bordo do trem do insulto

O passivo-agressivo é arrogante e facilmente insulta os outros que geralmente nunca saberão o que ele realmente pensa. Ele precisa ser constantemente persuadido e lembrado de sua importância. Alguns chefes pedem para a secretária interromper reuniões com mensagens urgentes que fazem o visitante achar que está diante de alguém imprescindível.


Se recusando a tomar decisões

Inclinado a ficar em cima do muro, ele vai concordar com você quando estiverem sozinhos. Contudo, vai se fazer de desentendido quando estiverem perto de seus adversários. Ele vai ter muita dificuldade em mandar pessoas embora, pois não quer ser o cara mau. Alguns preferem deixar que o funcionário perceba que não tem mais valor na firma e saia por si mesmo. É um sádico e demorado processo.  

Ele não é um líder, então não peça para ser um.


Fazendo bonito com o chapéu alheio

Esse é outro jogo que ele é muito bom. Vai pegar crédito de outros com coisas que não fez, mas somente quando a ideia dá certo. Claro! Falta-lhe ética ao deixar que o colega seja injustiçado, mas ele age assim por não suportar sua própria impotência.

Mantenha cópias de emails e anotações sobre decisões e ideias que tenham a ver com você e ele. Mesmo que isso seja contra sua natureza, é o melhor a fazer. Essa atitude vai o conter, mas não vai mudar o comportamento dele. 

Às vezes é bem sutil...
Portland recicla!


O desvio eterno   

Mesmo quando ele próprio colocar datas para entrega de seus projetos, é provável que ele as descumpra. São tarefas menores, detalhes que não merecem atenção. Ainda assim ele vai desviar o foco para conversas no corredor e ligações desnecessárias que vão o convencer de que estava muito ocupado. Ele ama desvios e respostas fáceis que vão o levar ao outro grande problema: procrastinação.


Quando o passivo-agressivo trabalha para uma mulher
 
É fato que as executivas têm mais subordinados passivo-agressivos que seus parceiros executivos. Sua autoridade é constantemente testada e os funcionários se magoam mais facilmente do que quando trabalham para homens.

Isso acontece devido à memória que tem de uma mãe autoritária e super controladora comparado com seu pai ausente e fraco. No fundo, ele anseia que o homem seja forte e que a mulher seja fraca. Tanto é que ele acha que não colocar nenhum perigo aos chefes.


A empresa passivo-agressiva

As empresas também podem ser consideradas passivo-agressivas, acostumadas com maneiras indiretas de agir, burocracia e trabalho supérfluo. Para sobreviver dentro delas, você deverá ser o mestre da agressão passiva. É muito comum de se ver em departamentos governamentais onde funcionários pensam somente em termos do dia do pagamento, do plano de saúde e dos benefícios, ao invés do crescimento profissional, comprometimento com o trabalho bem feito e salário merecido.

A maioria dos trabalhos burocráticos estimulam esses comportamentos transformando a empresa em inércia pura. Muitos que lá trabalham "não fazem nada de errado, nunca" apenas obedecendo seus chefes e dizendo não para todo o cliente externo.

Essas são empresas fáceis de identificar pelo tempo improdutivo e a falta de poder de seus funcionários. Agendas egoístas que não se importam em atingir o objetivo a tempo, comunicação confusa, infidelidade e boas ideias que morrem na praia são outras características.

Assim funciona no dia-a-dia, o diretor passa uma ordem passivo-agressivamente para seus subordinados diretos que repassam ao segundo escalão a mesma ordem contaminando toda a empresa. Todos os funcionários se sentirão alienados e infelizes descontando nos colegas.


Finalmente

Apesar de existir em empresas, o comportamento é menos aceito neste ambiente. Esposa, amigos e familiares costumam tolerar muito mais. Devido ao ambiente impessoal, os colegas poderão falar abertamente com o passivo-agressivo para o fazer parar com os jogos ou cair fora.

O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

agosto 05, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 10.1

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Campo minado: o passivo-agressivo no trabalho

Intriga, poder e controle, assim é a convivência com o passivo-agressivo no trabalho. Ele é inteligente, complicado, desonesto e ardiloso. Ele planeja e sabe o que deve ser feito para ter sucesso. Em Otello de Shakespeare, Iago é o passivo-agressivo no alto de sua façanha.

Na vida real eles são menos astutos que o personagem e pouco conseguem com seus truques. No geral, tem pouca iniciativa no trabalho e seus conchavos não chegam a lugar nenhum ou até mesmo, se voltam contra ele ao ponto de serem demitidos. (Aqui eu diria que é uma análise americana, mas não sei se seria o mesmo para brasileiros porque já vi alguns ficarem um bom tempo na empresa.)

- Eu decidi ser mais agressivo para culpar os outros da minha falta de sucesso.
Por exemplo, você está atrapalhando o meu trabalho agora.
- Não, eu não estou.
- Eu não tenho tempo para ficar aqui discutindo com você o dia todo! 


Passivo-agressivo no trabalho: o que isso quer dizer? 

É o cara que precisa ser lembrado de pedir aumento e é tão inseguro que raramente obtém sucesso. O grande diferencial dele é o conflito que tem com a competição. Ele vai ficar com eterno medo de ser retaliado por isso não vai competir.

Ele também acha que por ser passivamente competitivo ele oferece menos risco na competição, mas sua falta de objetividade é contrapordutiva para todos. Ele evita os holofotes, apesar de amar a ideia de triunfo. Ao mesmo tempo que perde negócios por evitar reuniões, é também incapaz de fazer o que mandam. 

O passivo-agressivo acha que seus esforços não fazem diferença, então ele nem tenta. 


Cheio de desculpas esfarrapadas

Ele se coloca numa posição onde constantemente deve explicar porque não conseguiu fazer algo. Ele sempre vai colocar a responsabilidade do erro no outro com uma certa histeria, pois nada que faz é errado. 

No começo você vai ficar enrolada nas suas desculpas, até aprender que elas soam iguais a todas as outras. Você vai ser sempre a culpada. Ele pode até mesmo cancelar um evento importante criando a falsa impressão de que algo incrível aconteceu.

Algumas desculpas para não fazer o serviço vão ser bem infantis como: "quem consegue trabalhar com esse telefone tocando o tempo todo?" Quanto mais manipulativo, mais desculpas vai arrumar e quando você não mais aceitar suas desculpas ele vai se tornar agressivo. 

Só há um jeito de consertar situações como essa. Mantenha a responsabilidade dele sobre o que ele fez e não fez. Coloque limites.


O comportamento passivo-agressivo consume temo desnecessário.
Fale o que você quer dizer, vamos resolver o problema e passar para tarefas mais pordutivas.


Obstruindo: construindo um labirinto de barreiras   

Em trabalhos cooperativos ele pode escolher sabotar o que você faz, mesmo que para isso precise estragar o que ele fez. Ele busca áreas de tensão e as acentua. Sendo assim, ele é um tipo destrutivo no ambiente de trabalho que cria empasses, encoraja reclamações, controla e deixa assuntos mal resolvidos por todo lado. 

Ao invés de ser um facilitador, ele cria obstáculos, dificuldades que podem ser sutis, vagas ou pontuais e intencionais, mas sem sentido. De qualquer maneira, você vai sentir a presença dele dentro do departamento.

Você vai ser pega pela rede de má-fé dele logo quando precisar trabalhar em conjunto com ele. Foi o que Karla percebeu quando foi promovida pela empresa. Nos primeiros meses o chefe de equipe que respondia para ela se mostrou acessível e cooperativo. Com o tempo ela percebeu que ele segurava informações que eram essenciais para o trabalho dela. Também contratava pessoas para novos projetos sem designar o local de trabalho desses jovens. Além de  desmoralizar e destruir a criatividade do time.   

Mas por que uma empresa manteria um funcionário como ele? Inércia! (Foi o que pensei em termos de Brasil...) Esse funcionário havia chegado ao pico de sua carreira e o chefe do RH sabia que ele não seria mandado embora, nem tão pouco promovido.

Para Karla e você que lê esse livro, atente-se a frustração de estar lutando contra um muro. O melhor a fazer é minimizar os efeitos das sabotagens sobre você. Se mantenha firme em suas regras, mostre a ele que você sabe o que ele está fazendo. Sempre num tom calmo, ofereça a ele outra chance, fale que ele é importante para o projeto, que sem ele as coisas não andam e que se ele não for fazer, você fará sem ele.


Estragando tudo

O estereótipo da pessoa que estraga as coisas no escritório é a da secretária que sorridente faz tudo errado e não consegue te ajudar nas tarefas que deveria, esquece de anotar o nome da pessoa que ligou e não te ajuda com a agenda. Seja homem ou mulher, a história se confirma quando ele faz uma coisa errada, se desculpa, mas erra novamente. Ele perde arquivos e você não poderá contar com ele. 

As desculpas serão: "eu não sabia se você queria isso ou aquilo (então não fez nada)", "por que você não me falou que queria isso?", "não ouvi você pedindo isso". A uma certa altura você vai pensar que é melhor fazer você mesma, mas é algo que além de dobrar seu trabalho, não vai funcionar.

O estereótipo da secretária ineficiente funciona aqui na aprendizagem porque eventualmente você terá que a demitir para preservar o seu emprego. Quando o passivo-agressivo sabota o trabalho, ele prejudica a si mesmo e estraga o seu trabalho. Lembre-se que esses deslizes não são acidentais!

O empregado passivo-agressivo é um grande desafio para o seu chefe e esse comportamento é muito menos aceitável no trabalho quando comparado com o ambiente familiar. Esse funcionário tem uma capacidade incrível de aceitar incompetência e incompletude. Ele dá três passos para frente e um para trás porque está ansioso e com raiva. Ele tem medo do sucesso.

Se você trabalha com um desses, tente não corrigir os erros dele, não se prenda a detalhes das coisas erradas que ele faz. Elogie o que ele faz bem, afinal se ele ainda está lá, alguma coisa ele deve fazer bem. Não abaixe seu nível, não deixe que a baixa produtividade dele atrapalhe a sua ou a do departamento. 

***

O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

agosto 02, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 8.2

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.



Ficar junto: passos para fazer o relacionamento sexual funcionar

Incompatibilidade sexual é quase sempre um sinal de problemas no relacionamento como um todo.

Jimi tinha um relacionamento ardente com sua esposa, mas agora já estão há um ano sem sexo. Depois de várias tentativas, Aline desistiu por completo de se frustrar. O que fez com que eles chegassem a esse ponto? Tudo começou quando ela falou que não estava disposta e desde então ele ficou bravo. Ela o recusou uma vez, agora ele vai recusar todas às vezes. Como lidar com isso? Num nível mais profundo, Jimi tem raiva das mulheres e mesmo que seu relacionamento seja diferente que Jimi e Aline, mas a dinâmica é a mesma.
 
Depois que você entender que os problemas dele são fundados no medo da dependência, medo da intimidade, de uma raiva escondida e da ansiedade por causa de baixa performance, você conseguirá difundir o poder dele.

Você precisa ser diplomática, saber o que trazer a tona e o que deixar de lado, ou seja, escolher as batalhas que vai lutar. Lembre-se que em casos como o de Jimi, eles estão morrendo de medo, mesmo quando deixam parecer exatamente o contrário. Comunicação é a chave.

Comunicação

Para esses homens, sexo e intimidade não se conectam. No caso de Jimi, os sentimentos dele estão dirigindo o relacionamento e Aline deve melhorar a situação. Falar com firmeza, sem agressividade, nem tom acusatório de voz. Apresente os fatos e trabalhe em conjunto para resolver a situação antes que vá tudo por água a baixo. Depois mostre a ele quais os benefícios de deixar de lado o ressentimento. Ajude ele a sentir menos acuado ou acusado.

Muitas mulheres acham que o problema é com elas e assim perdem o sentido da situação. As que ficam com raiva do marido fazem as coisas piorarem pois, ele não vai se abrir se estiver sendo acusado.  

Algumas mulheres perguntam durantes as consultas: "o que ele pensa que vai acontecer se ele se demonstrar vulnerabilidade? Por que ele não confia em mim? Como ele pode pensar que eu vou humilhá-lo? Eu o amo e me importo com ele..."

O passivo-agressivo é um mestre em negar seus sentimentos, principalmente se estiver excitado sexualmente. Ele tem medo do próprio poder, de quão importante você é e o quanto ele está excitado. Ele acredita que se se demonstrar o que sente por você ele ficará ainda mais dependente. Por isso ele vai se ficar quieto, virar de lado e dormir logo em seguida ou, se vocês não moram juntos, ele vai te deixar no meio da noite.

O que você pode fazer? Não o confronte, mas o ajude a mostrar seus sentimentos aos poucos. Não o coloque na geladeira, converse mesmo que sejam assuntos pouco importantes. Somente entre em discussões do tipo DR em tempos de calmaria.

Performance e Ansiedade

As mulheres sempre se questionam se o problema da falta de interesse dele é por causa da aparência delas ou por algo errado que fizeram, falaram ou não falaram. A grande maioria das vezes não foi culpa sua!! 

Quando ele te priva do prazer sexual ele também se priva a si mesmo de uma conexão íntima. "o comportamento passivo-agressivo é surpreendentemente provocador, mas para uma pessoa apontar sua raiva sobre o outro, ela própria não se poupará" Geore Vaillant. Isso é muito fácil de ser visto na cama.

Saia da zona de combate e melhore a comunicação entre vocês para retomar a sexualidade do casal. A mudança é uma coisa maravilhosa e enquanto você se vira para fazer ele mudar, você também vai mudar! Esses benefícios serão vistos primeiro por você e em você. Quanto mais atitudes pensadas você tomar, mais consciência você terá do seu redor. Mais valor você dará ao ser humano que você se tornará.




Aguarde os próximos capítulos.

O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.


julho 27, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 8.1

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.

"Trex Sex Seguro diz:
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Seus vizinhos."


Sexo e o homem passivo-agressivo

Este homem vai te prometer uma noite maravilhosa, mas nunca vai falar de um futuro com você. Tudo é simplesmente mais um jogo e quando você estiver super envolvida ele vai te desapontar novamente. Confusa e sem o prometido sexo, você entende que ele só queria que você o quisesse. 

O que aprender dessa situação? Ele faz isso em piloto automático. Ele não consegue se comprometer a um relacionamento íntimo.


O amante passivo-agressivo

O sexo é uma interação complexa que em alguns engatilha o medo de intimidade, a competição e a realidade da dependência do outro. Tudo isso impõe uma pressão que vai fazer a performance dele cair, além de construir barreiras à satisfação sexual de ambos. Ele estraga a experiência para vocês enquanto pensa na exposição de si próprio durante o contato físico com você.

Vamos ver alguns tipos de jogos sexuais podem ser apresentados a você:


Preferências Sexuais

O provocador: um jeito de lidar com a insegurança.

Paulo de 27 anos entrou na terapia com dúvidas sobre sua habilidade de crescimento na firma de gerenciamento de dinheiro alheio e dificuldade com mulheres. Ele conta que encontrou uma garota numa festa e fez com que ela se interessasse por ele. Depois de algumas bebidas ele sugere que eles deixem o bar. Em seguida ele entra em pânico, apesar de ter certeza que poderia ficar com ela a noite toda.

O que aconteceu aqui? Ele é o passivo-agressivo que vai lhe dar menos do que oferece ou tem para te dar. Mesmo quando, no começo, ele percebe que você não está tão interessada, ele vai te instigar até que você se interesse para então desistir de você.

Não se engane, ele sabe o que está fazendo, "mesmo quando ele finge inocência falando que depois pensou melhor e viu que não queria sair com ela, não valia a pena, blá-blá-blá".   
 
Com o tempo, Paulo aprendeu a vencer sua insegurança, reverteu o jeito que tratava as mulheres e aprendeu a se mostrar vulnerável a algumas mulheres quando se sentia assim.

O parceiro passivo: lidando com submissão e dominação

Muitos passivo-agressivos conseguem separar sexo e intimidade, além de preferirem ser dominados pelas mulheres. Ele pode lutar contra uma mulher empoderada no cotidiano e, ao mesmo tempo, se sentir excitado por uma dominadora na cama.

Algumas dessas mulheres, depois de um tempo de desapontamento decidem deixar de lado o sexo e passam a viver somente a competição do relacionamento. A ideia de satisfação mútua escapa a imaginação dele. Ele é ambivalente na sua passividade e passa ao estado infantilizado durante a relação sexual. 

O paradoxo é que ele não vai dar algo que sabe que não vai receber. 

O feminizador: a versão masculina do quero tudo

Enquanto o amor traz a afirmação de alegria de viver um pelo outro, esse passivo-agressivo é obcecado com novidades. Ele está ali somente pela conquista e mantém você a uma distância segura e gerenciável. Comprometimento não vem a sua mente, mas pode até conseguir manter um relacionamento que será um sacrifício.

Saiba que ele está de olho em outra, sempre!


Problemas e exigências

Todas as histórias retiradas das vidas de passivos-agressivos acabam sendo sobre a falta de vontade de satisfazer uma mulher, fisicamente ou espiritualmente. Enquanto a maioria dos homens vai fazer de tudo para descobrir o que sua esposa mais gosta, o passivo-agressivo vai fazer de tudo para satisfazê-la num primeiro momento. Entretanto, vai se "esquecer" ou fazer tão mal feito que vai fazê-la desistir.

Não importa se ele é hostil, amedrontador, do contra... Problemas sexuais vão aparecer o tempo todo. 


Quando ele vira de lado: o significado por trás da abstinência

Fases de esfriamento sexual são comuns, bem como ressentimentos, cansaço, tédio ou estresse acontece com qualquer casal. Entretanto, se eles são persistentes algo precisa ser feito.

A recusa de fazer sexo é uma arma para o passivo-agressivo lutar com você. Fazendo com que as queixas sobre abstinência serem comuns no relacionamento. Na verdade, a abstinência é uma desculpa perfeita para alguém que não vê o sexo como um momento de intimidade.

Importante: Não importa o que aconteça, ele vai fazer você pagar se recusando atrasar com você. Se você aceitar a culpa do problema, ele venceu!

Ele sabe que deixa você frustrada.

Frustração e privação são coisas que fizeram parte da infância dele. Então para antecipar esses comportamentos ele age privando ou vitimizando você. Omissão é o crime ideal dele.
 
Eu combato o "tratamento silencioso"
com o tratamento "nem percebi".


***


O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.