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fevereiro 22, 2023

Posso levar comida para os Estados Unidos? Resposta de um agente do aeroporto - atualizado 2023

Passada uma longa pandemia, depois de algum tempo sem viajar para fora do país, muitas pessoas têm voltado ao normal, ou seja, voltaram as viagens de lazer ou mesmo a trabalho. Então respondendo a pergunta que vários me faziam antes dessa pandemia acontecer... Será que posso levar essa comida para os Estados Unidos?


A melhor resposta aconteceu no meu último voo para casa. Nós estávamos entrando no país e tínhamos um pacotinho de torresmo conosco. Nós íamos jogar fora logo na entrada, mas esquecemos, estávamos cansados e quando o agente de imigração fez a fatídica pergunta, nós simplesmente respondemos a verdade.

- Estão trazendo alguma comida, alimento?

- Algumas barrinhas de cereal na mala e um saquinho de torresmo aqui.., antes mesmo de terminarmos a frase ele fez uma cara ruim. Pegou um envolope transparente com bordinha verde que representa agricultura colocou o passaporte lá dentro e chamou o outro agente.

Antes de nos entregar ao segundo agente ele recomendou:

- Para vocês que sempre viajam eu posso dizer o seguinte; se é do mar pode levar!

- Como assim? - perguntamos.

- Não pode trazer nenhum tipo de carne ou derivado de animais que vivam sobre a terra. Entretanto, se é um ser do mar, pode levar.

Simples assim!

   

"Para prevenir a entrada de perigosas pestes agriculturais nos Estados Unidos você deve declara todos os produtos agriculturais e animais. Incluindo frutas, vegetais, sementes, plantas vivas, produtos para plantação, carne, derivados de produtos animais, pássaros, lesmas e todos os outros animais.

A não declaração desses produtos pode resultar inclusive em penalidades e taxas, etc"

Esse agente também disse que algumas carnes enlatadas, somente quando cozidas dentro da lata podem entrar, mas daí já fica difícil saber quais são feitas dentro da lata. Apesar de que eu acho que todas são, mas não tenho certeza. Você sabe como funciona essa coisa de cozimento dentro da lata? Escreve aí para a nossa melhor informação.

Enfim, revistaram as nossas malas, perguntaram sobre outras coisas, pegaram o pacote de torressmo e jogaram fora. Seguimos em frente.

Uma boa viagem para todos.


Se quiser ver outras perguntas e respostas direcionadas, mas desatualizadas, clique nos títulos abaixo.


setembro 11, 2019

Coisas que ninguém conta sobre os Estados Unidos I


Não seguem os direitos trabalhistas

Comecei a desconfiar disso quando vi que eles comemoram o Dia do Trabalhador em setembro. Como assim, esse não era um dia Internacional? Hum, quase... Apesar do dito de que o 1 de maio ser o primeiro dia de uma série de revoltas há tempos em Chicago, não é assim que a banda toca por aqui.


Não escovam os dentes fora de casa

Isso se aplica aos vestiários ou banheiros de locais públicos ou no trabalho. Então o que eles fazem depois do almoço e outras refeições? Mascam um chicletes. (eca!) Ah, se estiver no aeroporto e por acaso encontrar alguém escovando os dentes na maior tranquilidade na certa vai ser algum brasileiro(a).

Toda casa tem aquecimento (e ar condicionado)

Quando chega o inverno no Brasil a gente passa frio, mais frio que a média dos americanos no inverno. Porque t-o-d-o-s os lugares e casas daqui tem aquecimento, daqueles tipo centrais que se distribuem por toda a casa. Ainda que seja alguém pobre, essa pessoa vai economizar o máximo na conta de luz, mas vai ter uma casa com aquecimento e/ou lareira. O mesmo vale para o verão que é super quente, mas é aliviado pelo sistema de ar condicionado.

Todo mundo tem carro

O faxineiro chega no trabalho de carro, o estagiário, o vendedor e também o presidente da empresa. A diferença fica sendo o modelo, o ano e o estado de conservação do possante. Aliás, a regra por aqui são os carros com câmbio automático.


Virar a direita com sinal fechado

Às vezes também é permitido virar à esquerda quando o sinal está fechado, mas isso só quando o caminho está liberado, ou seja, não há carros vindo ou indo para aquela direção. Para mim isso ficou tão instintivo que eu preciso tomar cuidado para não fazer igual quando estou no Brasil.

Não existe transporte público

Com excessão de cidades como Nova Iorque, não pense que vai encontrar ônibus ou táxi com facilidade rodando livremente pelo país. Fique esperto, se quiser se arriscar com o sistema de transporte público se prepare para a lentidão, as muitas voltas e as horas de espera, literalmente. Será por isso que o Uber nasceu aqui?

As cidades não tem calçadas

Novamente, essas são exclusividades das cidades grandes ou dos centros (downtown) das cidades. E a gente anda por onde? Voltando ao item acima... quem anda de carro não precisa de calçadas.



Colic Calm, seu bebê sem cólicas





fevereiro 06, 2019

Como melhorar a sua relação com o dinheiro - para mulheres.

Isso foi num dia de muita sorte!
Tomar decisões com a cabeça, não com o coração. Essa é a conclusão do que esse texto quer te ensinar.
 
Inteligência e educação formal não têm nada a ver com essa história, não se iluda!
 
Mesmo uma mulher com uma ótima carreira e ganhando um bom dinheiro se confunde colocando o coração na frente de decisões financeiras importantes.
 
O que nos atrapalha, na maioria das vezes é aquela mania feminina de querer ajudar o outro ou, às vezes, de deixar outra pessoa no comando das suas finanças.
 
Mais especificamente:
 
* Mães que falam sim para todo o lançamento de game que a criança vê por aí, mas não conseguem economizar para a própria aposentadoria.
 
* Esposas que deixam o marido cuidar das finanças e depois do divórcio (ou falecimento do conjuge) falam que estão perdidas. Lembre-se que nessas horas tudo piora se você não têm a mínima ideia de por onde começar a se relacionar com seu dinheiro.
 
* Solteiras, de todas as idades que nunca se casaram e acham muito complicado (e chato) lidar com investimentos. Por isso elas simplesmente não o fazem. Ao mesmo tempo elas se sentem aterrorizadas por não terem seguraça financeira.
 
Saiba que saber sobre finanças não é tão difícil assim. Você também não precisa gerar uma pressão no relacionamento com seu marido para saber como anda seu patrimôniio. Tudo o que você precisa é um par de olhos bem abertos e honestidade.
 
Comece sendo generosa com você mesma. Isso quer dizer, por exemplo não fazer dívidas para a faculdade de um filho se você não consegue economizar para sua própria aposentadoria - ainda que isso seja manter os pagamentos do seu carnê de INSS em dia.
 
Diga não por amor; não diga sim por medo!
 
Coloque limites nos gastos familiares. Saiba que isso vai ajudar todo mundo - literalmente. Quando você aceita assinar uma crédito na loja para seu filho pagar as parcelas, você está o ajudando? Ele é responsável para pagar as parcelas? Pagar por todos os gastos que seus filhos fazem - conta de cellular por exemplo - ajuda a eles a serem adultos seguros e inteligentes?
 
Ser financeiramente honesta com você mesma e com as pessoas que você ama não é egoísmo. Mostra que você quer levar sua família para um lugar mais seguro no futuro.
 
 
O guia prático do senso comum de economia por Thomas Sowell.
 
 
 

janeiro 09, 2019

7 dicas para férias econômicas

Lá vamos nós de novo!

 
01
A primeira dica para economizar nas férias é saber quanto exatamente você pode gastar. Estabeleça um limite de gasto que seja por dia, por pessoa, quantos passeios, regalos, etc.

02
Faça uma lista e siga a risca o que escreveu. Pode ser difícil quando você acha aquele mimo colorido que faz brilhar os olhos da pessoa querida, mas siga em frente. Se você já gastou o limite do dia, obedeça a sua regra!

03
Para famílias grandes ou grupo de amigos faça atividades em conjunto, assim poderá pedir um desconto pelo número de pessoas. Pergunte se pode ganhar um passeio na compra de outros nove, por exemplo.

04
Faça pelo menos uma refeição do dia em casa ou aquele lanchinho do fim da noite no quarto do hotel. Compre água e bebidas no mercado para colocar no mini freezer, tenha lanchinhos (barrinha de cereal, frutas, biscoito, etc) na mochila para evitar que a fome faça você entrar no primeiro restaurante que vê pela frente.

05
Falando sobre restaurantes, procure boas opções perto dos lugares que vai visitar no dia anterior ao passeio. Verifique se o estabelecimento abre no dia e hora que você deseja ir.

06
Procure por passeios, shows, peças de teatro grátis, aproveite as promoções que acontecem nessa época.

07
Determine quantos serão, para quem levará lembranças da viagem. Lembre-se de evitar os aeroportos pois tudo costuma ser mais caro por lá.


 
Veja outros posts sobre viagens aqui.

O que posso levar de comida para os Estados Unidos?



novembro 05, 2018

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 7

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Eu não gosto do termo "passivo-agressivo" porque parece que eu estou deixando passar a oportunidade de ser agressivo.

Fazendo conexões: intimidade e comprometimento

De todos os problemas que você vai ter com um passivo-agressivo, os mais difíceis de vencer são: estabelecer um longo relacionamento e a expressão de amor, pois ele tem problemas com as bases de qualquer relacionamento. Confiança, intimidade, aproximação, comprometimento e o medo da rejeição.

Algumas mulheres reclamam que os namorados não as deixam saber das coisas ruins que estão acontecendo na vida deles. Criando baixos níveis de hostilidade que as deixam distantes, mas ainda atreladas a eles. Aos poucos você vai se questionar "porque estou buscando intimidade com uma pessoa incapaz de se aproximar?"


Olhando para os homens e a intimidade

Vários livros já foram escritos sobre o assunto e como a masculinidade às vezes se próxima da sexualidade opondo-se à intimidade. Ao se colocar distante de você o passivo-agressivo também sofre as consequências por ser difícil de agradar. 


No relacionamento a intimidade permite a dependência mútua.

Quão desagradável é estar ao lado de alguém que não responde suas perguntas? Que te faz implorar por uma resposta? Ele é como o cavalo no jogo de xadrez, se movimentando duas casas à frente e uma para o lado. Você reduz suas expectativas para estar com ele? Sim e não. Entenda como ele vê a vida e decidir quanto de intimidade você quer num relacionamento e finalmente, aceitá-lo.


Os galinhas e os pesos mortos

Dois tipos de passivos-agressivos são citados nessa parte do livro com exemplos bem comuns. Os primeiros (galinhas) mantêm você por perto enquanto namoram outras garotas fora do casamento, o outro vive com você e está sempre do seu lado, mas nunca com você. Ambos são insatisfatórios.


O assunto delicado que é confiança

As crianças confiam nos que seus pais, eles vão cuidar dela, ao mesmo tempo que eles confiam que a criança será amorosa, leal e obediente. Caim e Abel, Brutus e Judas são exemplos de histórias de traição e o passivo-agressivo vai saber de cor cada um dos que o traíram. 

Ao mesmo tempo, a percepção enviesada dele vai predicar uma traição sua a qualquer momento. Por isso ele não baixa a guarda para você.


Dando e recebendo

Uma criança que vive numa casa onde o amor é distribuído em abundância e se sente plenamente amada é capaz de distribuir amor mais facilmente. Ao contrário, o passivo-agressivo cresceu numa casa onde ele nunca recebeu o quanto gostaria e nunca receberá. Em consequência, ele será menos generoso com suas afeições. Privar os outros da felicidade que ele não teve faz sentido para ele. "Se eu não recebo que quero, por que devo dar para eles o que eles querem?"


O passivo-agressivo nunca agradece.

Uma paciente foi atrás da melhor lasanha da cidade para o namorado e ouviu dele algo assim "Lasanha? A melhor que eu já comi foi num restaurante familiar em Florença". Você revira a cidade procurando um livro para ele para ouvir "Quando eu preciso de livro eu ligo para o sebo do meu amigo". Outras frases são "eu não preciso de nada" ou "eu não gosto de celebrar meu aniversário com vinho barato" quando você acaba de abrir uma garrafa.

Jane e John precisaram chamar o encanador para um conserto no banheiro do casal. Há meses eles receberam a conta do profissional. John falou que ia pagar e falou que havia pago quando perguntado novamente depois de uns dias. Entretanto, Jane continuava recebendo ligações do encanador para efetuar o pagamento. Finalmente ela decide preencher o cheque e entregar para o rapaz. John ficou furioso ao saber que ela pagou pelo serviço, se sentiu traído e mandou ela não se meter nos problemas dele. Jane respondeu que o banheiro era problema dela também.


Rejeitando e sendo rejeitado

Como você já percebeu esse relacionamento é especialmente problemático porque o passivo-agressivo esconde o medo de ser rejeitado e desconta em você as dificuldades que teve no passado. Ainda que ele não demonstre, seus sentimentos são profundos e facilmente feridos.

A paciente do Scott estava saindo com um rapaz por quem se sentia atraída, mas Roberto era efusivo e insistia para que eles se vissem todos os dias. Rebeca um dia falou que apesar de gostar muito dele, ele às vezes "forçava a barra" para que se encontrassem. Ele então desapareceu por uma semana. Quando ela ligou para saber o que havia acontecido, ouviu que ele "não queria ficar implorando". Após o comentário, ela entendeu que o havia machucado.

Muitos passivos-agressivos têm dificuldade em manter amizades e relacionamentos porque assumem que as pessoas não gostam dele. Outros têm baixa auto-estima e empurram as pessoas para longe, antecipando a rejeição. Uma pessoa desse tipo precisa se abrir para a possibilidade de rejeição e entender que sobreviverá.


Fazendo a primeira conexão

Se você está lendo esse livro, diz o autor, você deve saber que não importa o quanto ele se mostra forte por fora, este é um homem assustado. Além disso, lembre-se que nada disso é sua culpa, mas que você faz parte do jogo. E se quer viver com ele deve entender ele não vai mudar enquanto não se sentir seguro. Deixe-o falar, se expressar sem o analisar.

O amor não deve ser confundido com a paixão, nem mesmo com a vontade de mudar o outro. Você não tem responsabilidade de o fazer feliz. A mudança é algo possível, mas é necessário que ambos queiram mudar.


***



O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

outubro 29, 2018

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 6.2

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.

- Eu espero que a pessoa que comeu meus morangos hoje tenha aproveitado. Da próxima vez eu vou cobrir eles com chocolate Godiva para o assaltante ficar mais satisfeito.
- Você pode por favor fazer alguns com chocolate branco? Eles são os meus favoritos! Se você também puder comprar no Whole Foods porque os morangos de lá são melhores porque eles são orgânicos. Obrigada =)


Se protegendo

Todo ser humano tem direito a seus sentimentos, mas não tem direito de jogar a culpa sobre você sem sofrer as consequências. Amiga, você não é saco de pancadas!

Lembrando que a raiva que ele destila, não tem nada a ver com você. Ele está bravo com o chefe e a despeja em você quando chega em casa. Nos anos 1960 e 70 vários terapeutas americanos exploraram técnicas de extravasar a raiva represada nos pacientes. Estimulados a dizer várias vezes "estou com raiva", eles batiam em travesseiros no momento de transbordar a fúria sobre algo específico.

Eles se sentiam melhor? Provavelmente. Entretanto sendo o ser humano capaz de produzir ilimitadas quantidades de cólera, o problema não ser resolvia. (Lembre-se disso para os seus próprios momentos de irritação.)

O fato básico é entender que ele é dirigido pelo medo, mas existem dois tipos de medo. 1. o medo de ser machucado por você e isso fomenta a raiva e a passividade-agressiva. 2. o medo de machucar você que quando de fato acontece, reafirma o fato da raiva dele ser algo destrutivo. Sendo assim, limitar o comportamento hostil dele e se proteger, faz com que ele sinta menos medo.

O benefício está também em entender que nem sempre a raiva estraga as coisas, desde que ela seja expressa de maneira aberta e com tato. Desabafar faz sentido para ambos, desde que seja feito de maneira apropriada.


Confrontando-o sem piorar as coisas

Críticas devem ser dirigidas ao comportamento dele, não à pessoa. O confronto é necessário para resolver problemas, então prefira falar: "quando você faz ... , eu sinto ..." ou "você me ofende, tal coisa me machuca". Comportamentos mudam, essência não. Por exemplo, se seu colega de chega super atrasado e cancela no último minuto as caminhadas que fazem juntos você deve cancelar as caminhadas, não a amizade.

Confrotamento tem duas vias: por um lado expõe o passivo-agressivo às consequências de suas atitudes, mas se isso não funcionar, pelo menos é uma maneira de você falar diretamente com ele se colocando fora dessa lógica de comportamento. Nunca caia no jogo da vítima, pois o seu grande erro será se sentir culpada pela reclamação dele. Por exemplo, falando coisas como "me desculpe for falar isso para você" ou "sei que você está ocupado".

Ao contrário, fale "você sempre foi justo e eu sempre contei com você. Eu estou com medo do que está acontecendo agora entre nós (nesse departamento), como eu tenho sido tratada. Vamos conversar durante o almoço porque isso é importante para mim." Enfrentar o passivo-agressivo mostrando as consequências da sua conduta é uma condição necessária para se viver (ou trabalhar) com ele.

Aprenda também que outras horas é melhor nem responder. A não ser que queira acabar com o relacionamento, você não deve o enfrentar dizendo "esta é a última chance para dizer a verdade, ou vou embora  amanhã."


Sendo justa durante as brigas

A raiva é um componente inerente aos relacionamentos entre seres humanos, mas como lidamos com ela e a expressamos determina o sucesso de um relacionamento de longo tempo.

Relacionamentos fortes são aqueles onde a raiva pode ser expressa naturalmente entre ambas as partes sem que essas fiquem pisando em ovos para falar o que sentem. As brigas existem tanto nos relacionamentos saudáveis quanto nos doentios. A diferença é que nos saudáveis as brigas são justas, as pessoas sabem as regras básicas (ainda que implícitas como não xingar a mãe do outro no meio da discussão) e as respeitam, além de verdadeiramente tentar resolver o problema.

O passivo-agressivo não conhece discussões justas nas quais ambos saem ganhando, pois está acostumado ao tudo ou nada do vencer ou perder. As respostas aos seus pedidos trazem vitimizações do tipo: "eu liguei, mas você não atendeu, você pede para eu ligar, mas você nunca atende" ou "eu estou trabalhando dobrado esta semana, eu tenho meus problemas e contas para pagar, então não posso (atender o seu pedido), dá um tempo".

Enfim, ele não aceita criticismo porque internamente escuta a voz de desaprovação de sua mãe. Então o jeito é descobrir como mandar essa mensagem "eu me importo com você, mas eu não sou sua mãe. Se você acha que ela te controlava, lembre-se que eu não estou tentando ser como ela. Se quer alguém para te tratar como sua mãe, encontre outra pessoa, pois somos casados e não sou sua mãe".


Fazendo as pazes

Raramente ele vai tomar a iniciativa de fazer as pazes, sendo assim, pegue a bandeira branca e siga em frente. Raiva e agressão são naturais, para alguns aceitar que isso é fato da vida pode ser a solução. Como o passivo-agressivo somente age em seu próprio interesse você precisará ensiná-lo que o melhor para ele também pode ser o melhor para você.


ALGUNS PASSIVO-AGRESSIVOS CRESCEM E SE MODIFICAM.


***



O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

outubro 22, 2018

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 6.1

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


- Não use! Eu cuspi dentro dele - (já que alguém está usando) Obrigado!
- Eu mijei dentro também! <3 (já que você é um idiota)

Encarando o dragão: o passivo-agressivo e a raiva


"Por que ele não pode admitir que está com raiva?" é outra pergunta que você já deve ter feito várias vezes. "Ele olha para mim como se nada tivesse acontecido e um minuto depois ele me extermina, mas eu nem sei o que eu fiz!"

Esse homem não se irrita facilmente e isso deve te confundir. Não seria infinitamente mais fácil se você soubesse o que o faz ficar zangado? Então a pergunta aqui é: como fazer ele entender que ele está fulo da vida, daí fazer ele se abrir e lidar com a situação?

A hostilidade submersa: como ela se desenrola?

Se tem uma coisa na qual ele é bom é em comunicar agressão. Algumas situações comuns: ele te liga, fala por 5 segundos e te coloca na espera por 5 minutos; ele te pergunta porque você vai usar novamente o vestido que te deixa gorda; ele chega atrasado para o jantar na casa dos seus pais ou na apresentação do TCC; ele te conta que um dos seus amigos não gosta da decoração da sua sala, mas que para ele está bacana. 

Ele se acha inteligente, como um crítico comentarista, mas na verdade ele é colérico, tempestuoso. A raiva é o coração da passividade-agressiva mesmo que ele a negue. Muitos homens vão se emburrar ao invés de gritar, entretanto a mensagem (eu estou p. da vida e é por sua culpa) pode ser ouvida do mesmo jeito.

Quando ele te ataca diretamente ele mais parece um boneco grudento que se adere com toda a forca em você quando leva um soco. No final das contas você se cansa da situação. "Como você pode me acusar de não fazer nada na hora? Os materiais estão aqui na minha mesa. Ninguém trabalha mais duro do que eu!" Comentários desse tipo servem para desviar sua atenção e para te fazer culpada.

Norberto vive falando: "o que eu fiz de errado agora?" sem sentir nenhum remorso por ter tratado mal os outros. Antes que a esposa comece a reclamar de alguma coisa pequena ele fez, ele olha para ela como um cachorrinho que estragou todo o sofá da sala na ausência dos donos. Sem se perceber, minutos depois, ela está pedindo desculpas para ele, mas nunca termina de falar o que queria e nem ouve nenhuma explicação da parte dele.


Lidando com a raiva

O difícil de lidar com a hostilidade abafada é a trazer para superfície. O trabalho mais difícil agora será convencer o passivo-agressivo de que é comum ficar bravo e entender que deve conhecer seus sentimentos e atitudes numa hora dessas.

Algumas frases ajudam "Quando você me interrompe eu não posso falar o que você precisa saber." outras nem tanto "Lá vem você de novo... Não sei porque perco meu tempo falando." A primeira opção comunica o que você quer dizer, mas a segunda tem um componente de retaliação e sarcasmo que demonstram hostilidade freiando qualquer conversa no futuro.

Aqui o autor cita e indica um livro: Anger: The misunderstood Emotion, de Carol Tavris. A agressão verbal geralmente falha porque provoca a outra pessoa e faz com que ela/e retribua na mesma moeda. A outra opcão coloca ambos num estado de espírito que inspira a conversa consciente.

Algumas mulheres usam de humor e ironia "Tá bom querido... você é bom demais para ouvir isso." porque isso as conforta. Por mais contraditório que pareça a agressão direta é o lugar menos seguro para um passivo-agressivo e estas serão interpretadas como uma maneira de você o controlar.

Suprimir a raiva não é uma boa coisa (sublimar sim! - complemento meu mesmo - leia sobre essa última porque sabemos pouco disso). Ele, por um lado, se intimida facilmente e tem medo de confrontações e por outro lado, guarda rancor do seu jeito benevolente de lidar com a raiva dele.

Débora define seu colega de trabalho como manipulador, controlador, engenhoso, não suporta que as coisas não sejam do jeito dele, além de super protetor que reage com exagero e ataque. Ao mínimo criticismo ele contra-ataca por dias seguidos sendo que ela nem sabe exatamente porque está sendo ignorada.

Recentemente ela pediu para ser promovida para uma área que vai de encontro com a área de Roger. Depois que soube disso ele começou a minar a confiança dela sugerindo que as coisas que ela fazia não eram certas ou boas. Entretanto, ela não quer vê-lo demonstrar sua raiva abertamente e para dizer a verdade ela não gostaria de lidar com a raiva dele de jeito nenhum.


Conselhos do Dr. Scott: 1. ajude-o a ser mais direto, 2. aprenda a lidar com a raiva de outras pessoas, 3. aceitar o passivo-agressivo como ele é. Quanto melhor você aceitá-lo, mais fácil será falar com ele sem antipatia ou repulsa. Com o tempo, ele vai apender que criticar um comportamento não é o mesmo que o criticá-lo.

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O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

outubro 15, 2018

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 5.2


Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Eu sei que eu posso ser passiva-agressiva, mas você devia agradecer que passivo existe.

Falta de iniciativa


Quando colocado em check (mate) o homem mais passivo, dentre os passivos-agressivos, vai esperar que outros resolvam os problemas dele, ou que a coisa mude de figura por si só, ou que alguém que o resgate. Porque afinal de contas ele acredita que forças externas mudam as coisas. Nesse momento você vai ignorar os problemas fundamentais de personalidade e o socorrer, ou lhe dar estrutura para resolver a situação.

As mulheres do tipo salvadoras são especialmente atraídas por ele. Todavia seus esforços passarão desapercebidos perto das queixas e do intencional negativismo dele. Com tal, ele consegue usar a sua energia contra você.

Falta de iniciativa também indica outra objeção pela dependência e revela a preferência pelo conforto do status quo. O passivo-agressivo está sempre com um pé dentro e outro pé fora da relação. Assim sendo, ele nunca deixa o *relacionamento, não importando o quão incômodo ele se torne.

Porém, numa eventual retirada, ele vai fazer você ser a responsável pela falência do relacionamento. O que dará a ele a oportunidade de se vitimizar e de você se sentir culpada por deixá-lo.

A paciente do Dr. Scott resolveu investir no negócio do irmão que tem um fraco senso de prioridades e gerenciamento, ele não confia nos empregados. Ela conta que Jorge tem amigos mais inteligentes que ele, mas não pede ajuda e se pede, não as usa. O rapaz arruma várias desculpas para o fracasso, às vezes é o mercado, outras vezes é porque seu negócio é diferente de todos os outros, ou porque as pessoas cobram demais dele.


Pecado da omissão

paradoxo da dependência (passividade) e hostilidade (agressão) trazidos à tona pelos pecados da omissão de quando ele se recusa a te dar o que você precisa ou quer. Seja afeição, empréstimo, atenção, assistência, você verá o viés dele, mas essa é a real manifestação de raiva.

Ele resiste a você, te rejeita e você nem sabe o porquê. Ele te deixa do lado de fora no frio e sem alimento e com seus sentimentos machucados.

O passivo-agressivo vai te desapontar, ponto final. Ele é do tipo que está sempre uma hora atrasado, um real negativo ou a um quarteirão de distância*. Ele prometeu te ajudar na mudança, mas ele te falou que tem problema nas costas e por isso não pode te ajudar. - A palavra-chave aqui é prometeu.


Eu queria poder, mas eu não quero.
- Comprei essa camiseta em homenagem aos meus queridos PA.

A agressividade do namorado da Laura é escorregadia e ele a faz pensar que ela foi mal tratada por causa de algo que ela fez. Frequentemente ele "esquece" das tarefas diárias, mas quando confrontado ele vira as costas e não responde. Ela lembra que é falta de educação dar as costas quando outra pessoa está falando com você - uma criança educada sabe disso. "Eu não respondo porque você diz coisas absurdas." O Dr. explica que é um direito dela ficar com raiva quando foi desapontada.


Encontrando o equilíbrio

A pergunta que vale um milhão de dólares é: "como fazer ele mudar depois de tantos anos seguindo o mesmo padrão?" E a resposta é: encontrando o equilíbrio entre dar a ele uma noção de poder, independência e escolhas na vida ao mesmo tempo que o ajuda nos momentos em que ele se sente fraco e dependente. Quer seja em casa ou no trabalho, as consequências de cada decisão devem ser avaliadas por ele - talvez com sua ajuda.

Um jeito prático de fazer isso é lembrá-lo que ele tem escolhas - às vezes muitas - e que você não o está forçando a fazer algo. Ele já é um homem e deve ser responsável por sua vida, suas capacidades de sucesso e intimidade. Lembre-se também que não importa o quanto ele é despreparado, você não é a mãe dele! Não caia nessa armadilha, por favor.

Tomar decisões por ele só fazem ele jogar mais frustração sobre você. O melhor jeito então é devolver a responsabilidade para ele. No caso de Laura ela o lembra que ele vira as costas sem responder porque quer e que isso não tem nada a ver com ela. Outras pessoas conversam para chegarem num ponto comum, ou até decidirem por algo que é menos pior para ambos.

Diga coisas como: "se você se sente tão seguro a respeito disso (negócio, cinema, investimento) você deve decidir". Ele vai desanimar, atrasar a entrega, demorar a responder para testar a sua paciência, mas não há um atalho para a solucionar esse problema.

SE você tende a ser a gerentona, deixe ele resolver as coisas. Quanto mais decisões ele tomar sozinho, menos passivo-agressivo ele será.

No próximo capítulo ele vai falar da agressividade.

*Minha livre tradução de "an hour late, a dollar short or a block away."

***




O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd.