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novembro 08, 2017

Já assistiu ao Seriado Lúcifer?

Por Amanda Jardim
Seriado Lúcifer

Um pouco de meu discorrer sobre a Série levando para o lado da Ética e Filosofia. Aviso: pode conter spoilers leves. 


Lúcifer cujo significado do nome é aproximado de “portador da Luz” e “Luz da manhã” diz alguns escritos era um dos Anjos mais queridos de Deus, seu criador. 

Podemos tratar esse assunto como algo fantasioso, mitológico ou Religioso, mas também supondo que há pessoas que acreditam na existência real do que é isso na representação desse personagem e de outros envolvidos na trama. 

A série mostra que no início, Lúcifer Morningstar (traduzindo ficaria mais ou menos -> “portador da Luz, Estrela da manhã) foi condenado a governar o inferno... Até que “resolveu tirar umas férias...” Então temos como protagonista no início da série Lúcifer como um Sr. "Playboy", boa pinta com muitos carros, dono de uma boate em Los Angeles se divertindo e envolvido em, digamos coisas e fatos “superficiais”; sexo, drogas e mulheres que regam seu cotidiano em abundância. Ele tem um demônio que é condenado à obedece-lo personificado no papel de uma mulher forte e lutadora, sem paciência que também está ainda para entender o sentido de sua existência.

Hammmm, chegamos no ponto: Lúcifer, o guardião do inferno, que foi condenado a punir os pecadores, resolveu tirar umas férias no mundo dos humanos, desse modo, ele precisou se personificar como um humano, como o corpo de um (assim como o demônio que se personificou como mulher para acompanha-lo e protege-lo na jornada, ele precisou e assim se fez como um homem poderoso e popular). 

Pois bem, os Demônios são anjos caídos, mas não deixam de ser anjos, criados pelo pai, Deus. A todo o momento Lúcifer menciona “meu pai”, seja para culpa-lo, ou para tentar explicar algo que ocorre com ele ou com a humanidade. O Fato é que Lúcifer entende que é filho e entende que seu Pai é maior e mais poderoso. 

Passando isso, ao decorrer dos episódios, nosso personagem principal começa a se perguntar e se sentir instigado sobre os humanos -> Eles não têm as mesmas capacidades/propriedades (matéria, forma de pensamento, sentimentos, emoções etc.), mas, uma vez que esses anjos caídos resolveram a se personificarem como humanos, eles acabam também se sensibilizando e enxergando a vida com outros olhos, não à toa Lúcifer se sente necessitado à consultar sempre uma psiquiatra, que além de virar uma amiga, o ajuda em todas as ocasiões, principalmente quando é para ele entender o sentido de algo em seu cotidiano. 

É fato que o Sr. Morningstar, assim como todos os seres divinos que vem procura-lo (sim, outros anjos, não caídos, entre outros, vêm tentar resgatá-lo da terra e leva-lo de volta para o inferno) trata a humanidade, os humanos, cada ser humano como se fosse uma verdadeira escória, é assim como eles enxergam os humanos, como menos capacitados, como atrasados que só pensam em si mesmos cometendo pecados até morrer, sem se importar com mais nada. Roubar, matar, mentir etc. Então começa a perceber que não são todos os humanos assim, que existem humanos que se importam genuinamente com o BEM, em fazer o Bem ao próximo, se importam com o outro, se dedicam a isso. O que deixa toda a divindade da trama muito confusa. Por algumas vezes vemos Lúcifer tentando entender o outro, se entender e entender seus sentimentos (já que agora também é um ser humano, não se safou de sentimentos ruins, estranhos e também dos bons/ superar sentimentos ruins e chegar aos bons) ele até começa a entender o que é empatia, se apaixona, sofre por alguém que não seja ele mesmo, protege alguns, quer se vingar de outros, ou seja; é tomado por paixões mundanas e humanas, não só pecados superficiais, desde as que fazem bem às que fazem mal. 

Umas das curiosidades engraçadas é que toda vez que ocorre algo de MAL ou ruim e o argumento de justificativa é usado em seu nome ou como quando o culpam por crimes, querem dizer: culpam o capeta, tinhoso, lúcifer, Sr. do inferno, demônio; ele se revolta e quer fazer justiça: julgar e castigar os responsáveis e o faz com maior facilidade trabalhando com o departamento de Polícia de Los Angeles. 


Georg GroszCain, ou Hitler in Hell, 1944

*Interessante -> Ocorre no cotidiano, por costume, de quando algo de ruim acontece, ou alguém faz algo muito errado, no sentido ético/moral ou pela da Lei, de colocarmos a culpa no demônio. Pois então, o Demônio fica furioso com isso, porque entende que cada um age como bem entende, tendo a Liberdade de Escolha para fazer o bem ou o mal. E somente quem comete esses erros são os verdadeiros responsáveis pelas consequências.

Além disso, outra questão relevante é: toda vez que Lúcifer tem o poder de voltar ao inferno ou colocar alguém lá, o inferno se mostra de uma forma muitíssimo pertinente para nossa reflexão, isto é, para quem já pensou ou se interessa por esse tipo de assunto mais “filosófico” ou de ponto de vista ético, ou teológico, é que quando a pessoa morre e vai para o inferno, o inferno seria basicamente o eterno retorno dos sentimentos de culpa e arrependimentos maiores de sua vida. A alma – no caso - ficaria sujeita ao castigo de reviver aquelas situações que mais lhe causaram remorso/culpa/ira e por fim o arrependimento, e ela não pode voltar, aquelas situações ficam se repetindo infinitamente. Esse seria o Inferno ou o castigo dado pelo “príncipe do inferno” para todos que ali estão, no caso até para ele mesmo. (Posso estar sendo ousada em escrever isto, mas há embasamento em interpretação de textos de alguns autores filósofos e outros para fazê-lo).

Ilustração de Sebmaestro

A questão da CULPA vem sendo trazida na série de forma sutil, porém muitíssimo relevante. O que há por baixo dos panos, não se engane, é o que há de mais valoroso, pois o que mais vemos é festa em boate, mulheres de corpos magníficos, drogas, suspense e drama policial com bastante tiros e tudo mais que ganha holofotes e chama atenção do grande público, porém, não podemos deixar de lado as questões mais intrínsecas da trama que o autor gostaria de trazer. Sua genialidade demonstra muitas leituras e pesquisas em Filosofia, Ética e Teologia no mínimo).

O Grito de Edvard Munch e Depressão de Vincent Van Gogh

A leitura do inferno por alguns autores é exatamente essa, a de não estar bem consigo mesmo e com os outros por ter cometido erros e se sentir e conseguinte ser culpado por ações ou falta delas. Esse seria o inferno, o estado desse sentimento de culpa, se sentir culpado e por consequência se auto punir em um mar de lamúria, arrependimento e tristeza, onde não se consegue enxergar um céu azul significando a liberdade com pássaros a voar, nem mesmo um verde de grama e esperança a simbolizar, apenas as trevas e escuridão a remoer o que fez e se arrepende e o que gostaria de fazer diferente se pudesse voltar naquele instante. Não à toa ouso eu mesma dizer que desde KANT à Nietzsche e também outros filósofos mais contemporâneos como Dworkin -> é importante que se pense e se viva Ética, uma Ética onde você não se arrependeria de suas ações ou falta delas. Na Ética se deve pensar que é realidade que você vive concomitante com os outros, e a partir disso, o que você fará com a sua vida (sendo que ela está interligada a outras vidas) de modo que não se arrependeria quando “chegasse a hora de partir” e houvesse a possibilidade de ir para o “inferno”.

Como você está vivendo a sua vida? Está vivendo de forma que estaria satisfeito se chegasse a um ponto onde a vida parasse e ficasse voltando e voltando infinitamente em sua mente e coração no ponto desse momento? Você age consigo mesmo e com os outros de forma que te deixe agraciado, satisfeito e orgulhoso de si mesmo?

Essas são algumas questões que ficam em aberto para cada alma que teve a paciência de ler este artigo até o final.

Agradeço:
O Seriado Lúcifer está em sua terceira temporada no Brasil. Pode ser assistido pela Netflix ou pela Fox.

Outros posts da Amanda você lê aqui.

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Amanda estuda Filosofia e mora em Ouro Preto – MG. Lança no mundo um olhar contemplativo e é por isso que gosta trocar informações e curiosidades sobre tudo o que admira e experimenta. Acredita que as perguntas movem o mundo e o conhecimento pode ser um remédio para a alma. Escrever no Caderno de Perguntas é uma forma de passar um pouco da sua bagagem adiante.

outubro 03, 2016

Você é Luz?

De que forma você espalha sua luz? 

Fotografia: arquivo pessoal de @veladeouropreto

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:14-16)
  
Conhece o ateliê Vela de Ouro Preto?   

Fotografia: entrada do ateliê Vela de Ouro Preto

Vela de Ouro Preto é a marca do trabalho artesanal com velas e outros artigos de decoração de Cida Correa de Sá, ouropretana que espalha sua luz através de uma produção manual de velas. Sua luz vai longe e quem conhece seus empreendimentos sempre quer mais, pois se sente encantado e logo percebe o quanto são especiais.


Alguns detalhes do ateliê @veladeouropreto:

Imagem: interior do ateliê @veladeouropreto
Imagem: interior do ateliê @veladeouropreto
Imagem: interior do ateliê @veladeouropreto

O Blog Designer Sensible conversou com Cida:

Cida nasceu em Ouro Preto – MG, mas já morou em Belo Horizonte e Olinda. A mineira das montanhas passou alguns tempos muito felizes na cidade também histórica no litoral do nordeste brasileiro e conviveu esse tempo no universo do surf até que voltou para Ouro Preto e resolveu a resgatar a tradição familiar de trabalhar com Velas artesanais feitas de cera de abelha. A ideia deu certo e seu empreendimento foi só crescendo, sem perder a essência da produção artesanal, hoje com 20 anos, a Vela de Ouro Preto é uma marca muito original e criativa que sempre traz linhas novas. Inclusive, duas linhas da marca estão para serem lançadas a qualquer momento: uma linha Eco que utiliza cera de resíduo de grãos de soja (a parafina é resíduo de petróleo) e outra industrial - Moderna - Concreto, que também não deixa de ser rústica. Apesar de Ouro Preto ser uma cidade com a circulação turística muito forte, Cida pensou em abrir a loja primeiramente para atender ao público ouropretano e hoje  seus clientes se equilibram entre ouropretanos e turistas.

Imagem: interior do ateliê @veladeouropreto
Imagem: interior do ateliê @veladeouropreto
Imagem: interior do ateliê @veladeouropreto

Fizemos ainda uma mini-entrevista com Cida para saber melhor sobre seu trabalho:

O que inspira o seu trabalho?

A Vida, a beleza e o encantamento. Faz parte da minha natureza querer produzir e em cada peça coloco o melhor que posso fazer. Quando termino um trabalho e olho para ele sinto encantamento e gosto de pensar que as pessoas sentem o mesmo. Nesse sentido, há muito o que me move e inspira, mas posso resumir nessas três palavras: vida, beleza e encantamento.

DS: O encantamento move a vida através da beleza e torna o viver mais vivo, bonito e alegre.

Como é pensar que há um pouquinho de você -Cida- em cada peça do seu trabalho que está em incontáveis lares pelo mundo todo?  

Você entende que de certa forma está iluminando a vida de tantas pessoas através de seu trabalho? Tem consciência de que seu trabalho é iluminar?

É uma grande realização e satisfação, traz uma sensação muito boa. Sinto isso como uma missão, sem dúvida é o que me move. E toda a forma como aconteceu me faz pensar nisso, pois, esse trabalho veio até de mim e não o contrário disso e é incrível. Uma forma muito simbólica e bonita de encarar esse lado do meu trabalho: levar luz às pessoas. Falta esclarecimento, há muitas cegueiras para serem vencidas, dessa forma, mostro minha vontade de iluminar. 

Há pouco tempo veio um turista de Dubai e levou encomenda para um amigo de lá que há uns anos esteve aqui também. Isso por exemplo, me deixa em estado de grande contentamento. 

É interessante pensar também que muitos casais compram velas para namorar, então, desse modo, já acabei "sendo vela" até para casal de artistas famosos rsrsrs.

Uma curiosidade é que em dia de Namorados são os homens que mais frequentam a loja e levam kits decorativos românticos, é lindo, eles são muito detalhistas, fico encantada.  Vejo que há amor, que há esperança no mundo. 

Cida, por favor, complete a frase: Você vive para...

Servir e isso com o maior prazer. Ser luz e passar luz adiante.

Mais um pouco dos trabalhos de @veladeouropreto:

Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto

“O sentido da vida é vive-la, dar o que temos para dar, receber o que temos para receber e fazer o que temos que fazer. É estar no que é. As grandes respostas sobre o sentido que vêm do pensamento e da análise mais racional nos apartam do perfume da rosa agora. Assim não importa tanto que sentido a vida tem para mim, senão que sentido eu tenho para a vida. Ou seja, qual a nossa colaboração à beleza e ao canto da vida.” (Joan Garriga)

Dedico esta citação à Cida Correa de Sá.

Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto
Imagem: artigos de @veladeouropreto

Vela de Ouro Preto

A produção de velas de cera de abelha remonta à uma tradição secular originária da Europa. Por ser um material escasso e de custo relativamente alto, o consumo das velas de cera era restrito às famílias abastadas e principalmente à iluminação de altares.

No Brasil, a tradição não fugiu à regra. Executando algumas regiões onde a cera de abelha era encontrada com mais facilidade, o consumo de velas ficou praticamente restrito às cerimônias religiosas e às famílias mais ricas, em festa ou quando recebiam visitas importantes.

Em Ouro Preto, a tradição de produzir velas de cera para abastecer as igrejas, durante décadas foi mantida pelo casal  Expedito e Olívia Corrêa de Sá que, motivados pelo sentimento religioso produzem-nas para o uso nos cultos das igrejas da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar.

Em decorrência da idade, o casal se afastou da produção. No entanto, atualmente esta atividade está sendo resgatada por sua filha Maria Aparecida que, utilizando-se dos mesmo equipamentos que por anos estiveram parados, retomou a produção lançando a marca VELA DE OURO PRETO.

O trabalho de execução da vela é laborioso: após um processo de purificação a cera de abelha é aquecida e nela é mergulhado o pavio que, através de banhos sucessivos vai ganhando corpo até atingir o diâmetro desejado.

O produto destina-se a pessoas sensíveis que apreciam q valorizam um trabalho singular e com tão belo resultado.

O ateliê Vela de Ouro Preto fica localizado no Largo do Rosário, 33 em frente à Igreja do Rosário em Ouro Preto – MG. Telefone: (31) 3551- 7555.

Acesse a página do ateliê aqui.


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Amanda estuda Filosofia e mora em Ouro Preto – MG. Lança no mundo um olhar contemplativo e é por isso que gosta trocar informações e curiosidades sobre tudo o que admira e experimenta. Acredita que as perguntas movem o mundo e o conhecimento pode ser um remédio para a alma. Escrever no Caderno de Perguntas é uma forma de passar um pouco da sua bagagem adiante.



setembro 26, 2016

Você tem tatuagem? Quantas?

E, Se não, o que te impede de ter uma?


Já conhece o trabalho do artista e tatuador Vareta?


Porque a vida é muito curta para não fazermos uma tatuagem...

Foto: Guilherme Silva @7cores – tatuagem aquarela de Vareta tatuagem

Foto: Guilherme Silva @7cores

Em 2013, Isabela postou aqui uma linha do tempo contendo as tendências de tatuagens mais adotadas pelo ocidente a partir da década de 40 até os dias de hoje.

A história da tatuagem é muito ampla, curiosa e se abriga nos quatro cantos do mundo, desde as comunidades ou civilizações mais ancestrais e elementares. Há estudos que datam tatuagens há 5 mil anos atrás onde ela poderia ter sido utilizada como instrumento de apoio à medicina do tempo para aliviar dores em pontos específicos como uma espécie de acupuntura, em outros povos para diferenciar classes sociais ou poderes e força de uma pessoa diante do restante.

Há pessoas que a tomam como arte, outras como expressão cultural, outras ainda como ferramentas de autoafirmação pessoal, ou como um propósito simplesmente estético ou  algo profundamente simbólico. A tatuagem é uma marca, um interesse que liga ou aproxima pessoas de todo o mundo. Pessoas se abordam e ficam amigas por compartilhar dessa simpatia.

Você conhece o trabalho do artista e tatuador Vareta?

Foto: arquivo pessoal de Vareta – Lucas – Vareta

Lucas Ribeiro - 34, nasceu em São Paulo – SP e foi  para Varginha- MG com seus 9 anos. Fez sua primeira tatuagem aos 15 e depois disso continuou, tendo hoje 19 anos de profissão.

Leva seu trabalho para fora do Brasil e ao mesmo tempo busca aprimorar-se nas artes. Além de tatuar, pinta, desenha, ilustra e trabalha com arte de rua – grafite. Vareta representa o Brasil em Convenções de Tatuagens e outras artes pelo Mundo a fora.  Já recebeu vários prêmios e atualmente um de seus projetos de tatuagem está focado no estilo Aquarela que tem sido muito bem aceito e difundido por todos os cantos.

Na última semana Vareta estareve representando o Brasil no Equador em uma convenção de tatuagens, a 4ta Convención De Tatuajes "MITAD DEL MUNDO" Arte, Tatuajes, Música, página aqui.

Imagem: folder do Evento CONVIENCION INTERNATIONAL DE TATUAJES MITAD DEL MUNDO

O Blog Designer Sensible fez uma pequena entrevista com Vareta para matar algumas curiosidades sobre tatuagem e saber um pouco mais sobre sua história em relação a essa arte:

 Quando você decidiu que a arte e a tatuagem se uniriam e seriam parte da sua vida?

Foi inicialmente uma brincadeira de criança que acabou se transformando e se estabelecendo em minha vida. Nada foi programado.

Há uma mínima noção de quantas tatuagens você já fez?

Impossível saber, contabilizar. No último ano cheguei a fazer 5 tatuagens por dia, imagine.

Como é saber que inúmeras pessoas por todo o mundo carregam sua marca, sua arte em seus corpos? Como você enxerga isso?

É imensamente gratificante. Sinto-me feliz por fazer parte de certa forma da vida de todas essas pessoas.

O que é a tatuagem para você?

A tatuagem é algo além do que todas as explicações que possamos dar a ela, portanto ultrapassa motivos estéticos, envolve sentimento e história. Existe inclusive um provérbio Maori que diz que não é você quem escolhe a tatuagem, mas sim a tatuagem que escolhe você.

Vale mencionar que tatuei pessoas que tiveram um grande motivo para fazê-lo. Pessoas que se recuperaram de câncer e se sentiram na necessidade de marcar no corpo de alguma forma aquela superação, outros clientes que se recuperaram de depressão ou algum vício. Os motivos são muito diversos e pessoais e tenho pleno respeito por isso.

Foto: Guilherme Silva @7cores

Quais são seus maiores clientes e o que costumam tatuar?

Os brasileiros, por motivos a maior parte das vezes estéticos e os ingleses por motivos pessoais. Os ingleses têm optado em bastante quantidade pelo que podemos chamar de tatuagem tosca ou ridícula, que é quando um cara, por exemplo, tatua o bumbum rs.

Conte sobre alguma tatuagem curiosa que fez?

Uma vez tatuei uma esquimó da Groelândia. Estava ela com seu namorado passando férias nas Ilhas Baleares, mas era ele quem queria que ela se tatuasse, ela não queria, mas o fez assim mesmo. Foi um tribal com uma rosa nas costas.

Qual o estilo de tatuagem que é a tendência no momento?

Tatuagens geométricas, pontilhismo.

Qual o seu estilo de tatuagem preferido?

Aquarela, pois me permite mais liberdade, poder criar, sem precisar seguir padrões.

O que mais te inspira?

O AMOR

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                                                                                     .
Estivemos também com uma cliente do Vareta.

Gennifher - 25, Varginha-Mg. Tem duas tatuagens e foi cobrir uma terceira. Escolheu uma coruja para tampar uma frase.

O motivo?

O que era medo se transformou em admiração.

Gennifher tinha muito medo de coruja quando criança, superou esse sentimento enxergando o lado da coruja, vendo fotos, lendo sobre significados e hoje admira a ave de rapina.

Ela pediu ao Vareta  que desenhasse uma coruja pousando com asas abertas e ele fez a arte utilizando a técnica freehand - mão livre.


Aqui mais alguns trabalhos de @vareta.

Montagem: arquivo pessoal de @vareta

Montagem: arquivo pessoal de @vareta

Montagem: arquivo pessoal de @vareta

Montagem: arquivo pessoal de @vareta

Para entrar em contato com Vareta entre na página do Facebook aqui.

Outros posts da Amanda você lê aqui.

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Amanda estuda Filosofia e mora em Ouro Preto – MG. Lança no mundo um olhar contemplativo e é por isso que gosta trocar informações e curiosidades sobre tudo o que admira e experimenta. Acredita que as perguntas movem o mundo e o conhecimento pode ser um remédio para a alma. Escrever no Caderno de Perguntas é uma forma de passar um pouco da sua bagagem adiante.