outubro 16, 2020

Os cabides

Por Elisabeth Santos


Quarto mês de isolamento social, e você aí “caçando” coisas para fazer se depara com um guarda roupa entulhado. Chegou aos cabides de roupas de vestir e percebeu que eles, contam muito sobre a sua vida.

Parando para pensar aí solitária, você que estava ansiosa para ajeitar o armário, começa a sentir uma coceira nos dedos que querem digitar. Daí ao computador... três segundos. É uma força maior. Melhor parar para contar a quem estiver perto, e a quem longe estiver, o que descobriu.

Foi sobre seu passado? Foi sobre seu estado de humor? Seu gosto pessoal? Status?

 Vejamos então quais tipos de cabides ali se encontram.

 Se houver um jeito de selecionar poderá começar agora. Estou doidinha para saber, porque também eu estou procurando o que mais a fazer dentro da minha residência.

 Cabides viraram pejorativo quando acrescidos das palavras mágicas... “de emprego”. Não é disto que se trata. O assunto é bem sem graça mesmo: um texto sobre cabides de pendurar roupas numa arara (’tadinha), num closet, no interior de um móvel que denominamos guarda roupas, ou armários de quarto de dormir.

A lista que recebi:

“- Ainda tenho algum cabide feito em casa, com arame trabalhado no alicate. O material era dos bons. Aguenta até hoje o peso de um poncho tricotado em lã grossa.”

“- Achei, bem no cantinho, um cabide de arame revestido de material plástico colorido. A matéria prima certamente é de alguma fábrica, mas o objeto poderia ter saído das mãos habilidosas de algum artesão. Quem sabe utensílio confeccionado em série numa produção doméstica na garagem? Ali pendurado enxerguei uma japona de feltro marrom com dois grandes bolsos laterais e botões revestidos de napa. Bom cabide!”

“- Num relance descobri uma maioria significativa de cabides de madeira no guarda roupa embutido numa das paredes do quarto do casal. Esbocei um riso maroto, pois ainda não havia prestado atenção em cabides, suas histórias e a quem serviram e servem até hoje. Uns largos e longos (tinham haste para baixo), em madeira de lei envernizada. Suponho que algum dia serviram para as casacas, fraques ou similares. Entretanto poderia ter sido invenção de um(a) baixinho(a) para lhe facilitar pendurar cabides num cabideiro de altura avantajada. No momento vi dependuradas muitas calças de casimira, tricoline, gabardina e tecido de lã “jaquard”. Tanto as roupas, quanto os cabides dali eram de feitio clássicos.”

“- Engraçado... no meu guarda roupa nada disso encontrei. Tenho cabides inoxidáveis inclusive triplos. Neles guardo três ou mais calças compridas sem amarrotar! Quando vazios, estes cabides ficam tilintando a qualquer movimento. Minhas roupas sim, variam muito. A cada estação do ano renovo-as. A cada viagem trago lançamentos. Acompanho modelitos recém chegados às vitrines. Ainda não havia parado a pensar em novos cabides.”

“- Gente, descobri que tenho amostras de todos esses cabides, e ainda os de plástico que à toa, à toa ficam encurvados. Quem quiser imaginar que tipo de vida levei, quantas mudanças fiz até então, irá surpreender-se. Pode não ser nada disso também. Posso ser colecionadora, estudiosa do tema, herdeira de muitos parentes, ou simplesmente compradora compulsiva de cabides. Estejam todos(as) certos(as) porém: Sempre trabalhei duramente sem ter “emprego como cabide” uma única só vez! Então o duramente tem aí duplo sentido... o de trabalhar muito e estar dura ou sem grana já na metade do mês.

Agora sofrendo com a falta do que fazer, fico “caçando” títulos para novos textos.”    




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora resolveu escrever e já publicou dois livros. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia"


outubro 09, 2020

O rapaizinho

Por Elisabeth Santos


E não é que o menino ao completar dez meses já está parecendo um rapazinho? Pode ser que a roupa que esteja usando ajude muito, mas que está bem desenvolto nos seus passos contornando o sofá da sala, ah isto está sim! Parecendo coisa de rapazinho cheio de atitude. Com uma das mãos se segura, com a outra tenta pegar o brinquedo que ele próprio tinha jogado ao chão. Caiu sentado? Levantou! A bola rolou? Vai engatinhando depressa a alcança-la. E rola a bola em sua mão observando-a bem. A gente grande que está por perto acha, que ele quer descobrir o mistério da bola que vai de um lugar para o outro fugindo de suas mãozinhas ágeis.

Cansa de um jogo? Inventa outro. Seja folheando o livro de plástico, abrindo e fechando a caixa dos óculos da vovó, percebe barulhos diferentes, texturas... Nada áspero ou de pelo. Essas coisas lhe provocam arrepios. Não gosta!

Viu Dona Mamãe despejando água do jarro num copo e balbuciou: - “apa”. Foi um entusiasmo geral dos grandões que querem ouvi-lo chamando-os.

A lista das sílabas está aumentando. Inda mais que o rapazinho pronuncia na hora certa: - Não é neném?

E ele:

- É é é...

- Você quer?

- Dé dé dé...

Ele nos dá a impressão que está entendendo tudinho. Só que não! Principalmente o nosso: -NÃO!

Também aprendeu a levar alimento à boca, dar tchau, morder, puxar cabelo dos outros e fazer charme para não mudar de colo. Se rimos, ele ri junto.

Tem empatia o nosso rapazinho de dez meses, que toma banho de chuveirinho; adora ouvir música e dançar; se entusiasma com fantoches e marionetes; abre gavetas e portas de armários; vive aprontando das suas artes de jogar objetos ao chão.

Surpreende por sua curiosidade e quer ter o controle remoto dos aparelhos eletrônicos, enquanto nós, pobres guardiões do seu futuro, temos de controla-lo para não ouvir o cantar de um galo em sua testa!

Porque já cantou, e a choradeira foi grande!





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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora resolveu escrever e já publicou dois livros. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia"

outubro 02, 2020

O mocinho

Por Elisabeth Santos


Não completou um ano de vida, mas já sabe o que quer e o que não quer!

Está no colo, porem aponta para a porta da rua, inclinando o corpo como se dissesse “-já estou indo!” E praticamente “carrega” quem ali se encontra supondo dominar a situação. O mocinho veste uma calça jeans azul furada, e desbotada (por cima da fralda); camisa de bolso e botões, e ainda por cima, um lenço típico de cowboy ao pescoço (disfarce de um babador).

Nem a dentição completa ele tem, entretanto só teima com ele que quer sair, aquele que não colabora e está pronto a ouvir reclamação.

E lá vão os dois até a porta sendo que, a mão a ir ao trinco primeiro é sempre do apressadinho.

E quem não viu, presenciou a cena no local, custa a acreditar que aquela risada gostosa, de alegria sem fim é de um mocinho cuja maior felicidade é ver a rua!

Sim. No momento ele não quer outra coisa. O que existe além daquela porta que o atrai tanto? Sol? Carro? Moto? Cachorro? Gente de montão? Cada familiar dá seu palpite e todos acertam e ganham o prêmio de levar o mocinho a passear na praça numa tarde de domingo. Pode ser de carro, carrinho ou a pé. Tudo ele aponta, chama com a mão, balbucia como quem fala e espera resposta. Gosta muito de ouvir uma prosa e quer ser entendido.

Dali a pouco, cansado de perseguir um cãozinho mascarado (seria bandido?) o mocinho mama, dorme e parece sonhar.

Com o que ele sonha? Vovó palpita que sonha com anjinhos do céu querendo brincar de pique.

Vovô aposta que é com uma mocinha que o cowboy está a sonhar.

Ninguém saberá ao certo, até mesmo porque nenhum familiar vai acordá-lo para perguntar-lhe, né?

Dá a maior canseira adormecer o pequeno, quando reluta em pegar no sono.




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora resolveu escrever e já publicou dois livros. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia"

setembro 25, 2020

Cemitério III

Por Elisabeth Santos 

... porcaria

Nunca tinha visto tantas pessoas falarem tão abertamente da morte, como nesse ano de dois mil e vinte.

Bastaria dizer que a TV quis contar um pouco da vida de cada um dos que vieram a óbito pela Pandemia COVID 19, e a tarefa não foi terminada! A mídia quis mostrar que não eram somente números, e sim pessoas que tendo ou não família foram importantes para alguém, e a vida de cada um que partiu importava, não só a cada um deles, mas ao nosso país inteiro sim. Nem que fosse pela exorbitância do número estatístico a ser registrado historicamente, que não estão sendo simples números em ordem crescente têm um rosto mostrado em foto, viveram uma história de amor, de esperança, de alegria ou de dor. Eram pessoas como nós que ficamos, mas tiveram que partir às pressas.

Quem achava ter visto de tudo um pouco, desconhecia que o ruim ainda poderia piorar. Não foi bomba, terrorismo ou guerra a derrubar soldados dispostos a matar ou morrer. Nem precisou virem seres de outros planetas conforme ficção científica. Nada de visível, palpável ou previsto. Certo dia ouvimos o alerta de Pandemia e o jeito de viver de cada ser humano, foi nivelado por baixo: ninguém entra, ninguém sai; as aglomerações humanas de qualquer tipo ficam proibidas; vamos evitar contatos porque o vírus poderá pegar em qualquer indivíduo, causando sintomas perceptíveis ou não.

O uso de máscara para nariz e boca impede, pelo menos, que se passe a doença de um para outro. A higienização frequente das mãos é a barreira para o vírus não se agarrar. Evitar ao máximo levar as mãos ao rosto assegurará o impedimento ao acesso do vírus às vias respiratórias.

São alguns dos cuidados básicos para quem permanece em casa a maior parte dos dias, saindo apenas o essencial.

Para quem é obrigado a ir de sua residência para o trabalho, cuidados redobrados: não utilizar ferramentas de colegas; trocar de roupas ao retornar; ter calçados separados para se usar num e noutro ambiente; tomar banho com água e sabão; e evitar-se contatos com objetos que chegam de fora sem a devida limpeza, ou que fiquem resguardados por um tempo.

Com a recomendação de se evitar aglomerações, escolas, templos, comércio, esportes, lazer, dentre outras possibilidades tiveram que ser paralisadas por tempo indeterminado. Prevista sim uma flexibilização à medida em que os recursos necessários ao atendimento médico hospitalar estiverem disponíveis a todos infectados.

Muita coisa aconteceu e acontece em meio ao inesperado ataque. Depois do pico da Pandemia pelo Corona vírus está prevista uma mudança de hábitos nada agradável ao povo brasileiro. O estilo de vida que virá ao país e está sendo chamado “O Novo Normal” baterá de frente com hábitos arraigados à toda população de um território de dimensão continental, a abrigar, além dos seus primeiros habitantes, povos vindos de toda parte do mundo. Era do conhecimento nosso: “quem se adaptar, terá mais chance de sobreviver”, mas a facilidade, ou dificuldade no aceite às normas, será vinculada à qualidade de vida que se deseja. Muito difícil para a maioria.

Aos mais precavidos coube preparar o necessário para o que desse e viesse. Em tempos idos, já teriam o hábito saudável da organização, então ficou natural irem ao cemitério escolher o local da sua última morada. A idade avançada colocou-os entre os que correriam maior risco de morrerem numa pandemia.

Aquele baú, cantinho do armário, ou gaveta para roupa adequada a ser usada numa possível internação hospitalar foi acrescida do vestuário escolhido para um defunto.

Muito realismo ou pessimismo? Ninguém ousaria contestar. Soaria falso. O jeito melhor de lidar com o querido familiar, que sempre preparava com calma a bagagem necessária a cada viagem, era estar ao seu lado, ajudando-o no que pedisse.

Documentos pessoais separados em lugar de fácil acesso? Por que não? Afinal não os trazia no bolso há meses!

Aquele que guardou em algum lugar, mesmo que fosse na memória meio falha, uma lista de entretenimentos para sua “Última Idade”, e percebendo que ela ali se apresentava, antecipou-se.

Rever suas fotos foi sua primeira medida. Ajeitou um cantinho do quarto e iniciou o processo descendo caixas, e mais caixas do alto da estante. Agradeceu a si próprio ter retido tantos momentos bons em papel fotográfico e slides, para rever e compartilhar algum dia. Sendo a organização uma qualidade sua, em poucos dias viajou no tempo e terminou a tarefa com satisfação. Ainda colou em álbuns com os devidos títulos, e suas apreciações manuscritas, a qualquer ocasião digna de registro. Preferiu não usar o computador pois sua letra ainda era boa.

Livrar-se de objetos ora inúteis tem sido mais difícil para qualquer pessoa. Umas por apego. Outras por perceberem que retirar tralha, descartando-a em locais adequados, não é fácil nem barato. Em tempos de pandemia então, mais dificuldade pelo risco do contato com profissionais, que não são habituais ao seu convívio.

Livros com romances inesquecíveis poderão e serão relidos na internet em qualquer tempo da vida. Não precisando guarda-los é só doá-los.

Adornos para decoração ambiental vão para o Brechó juntamente com acessórios, enfeites e lembranças materializadas. Em cada um, uma parada para a recordação do Natal, ou aniversário em que foi trazido com carinho. Não há outra solução mais adequada no momento.

E quando nada mais restar na lista do que rever com saudades dos tempos idos?

Para uns será escrever sobre sua experiência do hoje jamais imaginado, visto ou vivido!


Clique aqui e role o cursor para ler outros Contos da Beth.

Clique aqui para ler o livro da Beth, Assombradas.


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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora resolveu escrever e já publicou dois livros. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 18, 2020

Os nove meses do neném

 Por Elisabeth Santos


Depois de nove meses no ventre materno o neném se desenvolve mês a mês em berço esplendido, repleto de amor e cuidados. Chegando aos nove meses de idade crescendo, e desenvolvendo habilidades surpreende a todos, que não puderam acompanhar de perto as etapas. Agora ele reconhece cada pessoa que lhe é mais próxima. Para cada uma delas balbucia coisas ininteligíveis para adultos inábeis. Estende os bracinhos, sorri, apronta uma gritaria de pura satisfação ou... muito pelo contrário. Vira o rostinho, esconde-se, faz charme de quem não identificou aquela pessoa que se apresenta depois de “looongooo” tempo de ausência.

O bebê em questão, engatinha para pegar seu brinquedo preferido, fica em pé segurando na grade do berço e ensaia uns passinhos, balbucia gritando para ouvir sua própria voz, ameaça chorar e fazer birra se não apareceu quem ele quer que apareça. Essa pessoa pretendendo tirá-lo da jaulinha, digo, do bercinho, primeiramente lhe faz festa. Reconhece seu esforço de comunicação à distância. É tudo que a criança quer após o soninho da tarde e as atividades por ali mesmo: -Ter a fralda trocada, mudar de ambiente, esbanjar alegria com sua prosa. Adultos em torno na tentativa de decifrar seu idioma, puxam “a brasa para sua sardinha” afirmando:

- Falou babá!

- Falou papa!

- Mamã, apa, aba, dé e... dgidjei! – todos riem das gracinhas do bebê e ele assim incentivado vai aumentando o repertório de sons reconhecíveis ou indecifráveis.

É o centro das atenções!

Ele tem certeza disso!





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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 11, 2020

Mesversário Ponto Oito

Por Elisabeth Santos



E chegou o dia em que o bebezão banhou-se assentado em sua banheira para mostrar a todos da casa ter conseguido sentar-se sem apoio. Foi aplaudido, elogiado, recebeu um mundo de carinho extra e muitos sorrisos. A bem da verdade ele não cabia mais deitado na banheirinha: com seus pezinhos ágeis derrubava os frascos de xampu e sabonete líquido. Agarrava-se fortemente às laterais da banheira para tentar sentir-lhe o gosto. Talvez para coçar a gengiva onde apontaria o primeiro dente...

 Adultos podiam imaginar, não examinar. O neném fechava fortemente a boca a qualquer tentativa de investigação. E todos à sua volta querendo ser o primeiro a ver a pequena grande novidade apontando!

O outro avanço, foi antes de completar seus oito meses. Nem assentava sozinho e queria experimentar imitar os adultos, ficando em pé. Ia frustrar todo mundo. Estavam ansiosos para vê-lo engatinhar. Tudo bem que cada filhote tenha seu próprio ritmo de desenvolvimento, mas pular etapa ninguém ali estava preparado para tal feito. É muito lindo ver o engatinhar de uma criança para alcançar seu interesse.

Quanto aos brinquedos próprios para sua idade, devagar vai trocando por outros nada convencionais. Bate as mãozinhas na superfície de cada um para ouvir sons diferentes. Joga as caixas, latas, e tampas do alto da cadeira de papinha só para ouvir o barulho. A babá ou quem faz o papel dela, está atento.

Quanto a papinha, ou alimentação sólida, bem esmagada, o rapazinho mostrou suas preferências logo de cara. Nada de frutas ácidas, verduras amargas.

 Legumes separados, carne picadinha, caldo de feijão ele gosta e rapa o prato. Aliás, entre uma colherada e outra... reclama. Bem debaixo de seu olhar, longe o suficiente de sua mãozinha ágil, está a tigelinha cheia de alimento. O tempo entre uma colherada e outra é mínimo, e assim mesmo o neném resmunga.

O que será que se passa em sua cabeça? Ninguém sabe ao certo...






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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora resolveu escrever e já publicou dois livros. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

setembro 04, 2020

Avó e neto

Por Elisabeth Santos


Muito fofo o netinho da vovó mais coruja do pedaço!

Já tem dois dentinhos e gosta de exibi-los sorrindo muito. Não para todos. Só para os conhecidos porque progrediu e já distingue rostos familiares de feições desconhecidas.

Tem o lado ruim... é capaz de chorar ao rever alguém conhecido, que desaparecido ficou no período de pandemia. Tem o lado bom... não pede colo para quem não conhece. Assim sendo, às vezes chega a se mostrar envergonhado e a gente acha que está fazendo charme ao esconder o rostinho com as mãos ou fechar os olhos e ir abrindo-os devagar, para sondar se a pessoa lhe é simpática ou não.

Na hora da refeição também demonstra suas preferências: o almoço vai bem com caldo de carne ou de feijão. No jantar, uma sopa de letrinhas com legumes. Gosta de uma variedade de frutas, sem ficar no repeteco para não enjoar. Por enquanto nada de biscoitos e guloseimas, então é melhor não ver outras crianças lanchando. Fica curioso para saber o que elas mastigam com boca boa.

Falando de curiosidades, ao completar oito meses e aprender a sentar-se e manter-se assentado sozinho, o neném quer participar de tudo que acontece ao seu redor. Estica o pescoço acompanhando com o olhar atento o que fazem as pessoas ao seu redor. Na hora de brincar quer objetos diferentes que façam barulho. Não bastam os brinquedos da sua caixa. Alguns utensílios de cozinha servem muito bem nessas horas. Quem já teve crianças em sua casa sabe como é atraente o celular, as chaves e até um bom livro. Melhor explicando, não precisa ser de gravura, ou leitura. Tem que ser livro resistente!

Outras novidades: sua banheira ficou pequena; vovó quer vê-lo assentadinho, mas há uma insistência em firmar-se de pé; faz festa para ir junto com quem sai de carro; aprecia o vento balançando as árvores e flores do jardim. Presta atenção no cantar dos passarinhos...

Vovó sempre vai achar que a alegria genuína é ter seus netinhos bem próximos! 




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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 28, 2020

A criança é a esperança

Por Elisabeth Santos


Nosso “bebezão” completou oito meses fazendo um tanto de estripulia. Agora resolveu gargalhar sem nenhum incentivo que não seja este: ele grita vogais em vários tons e a babá repete, imitando-o. É semelhante a uma conversa onde um fala e o outro responde. Pelo visto... o neném acha um barato! No ponto de vista dele deve ser bem interessante.

Seja lá o que estiver expressando o adulto repetir no mesmo tom poderá ser um entendimento no idioma próprio da criancinha. Isso justificaria as gargalhadas!

Vai que esteja tentando dizer: - Estou alegre com sua presença. O adulto imitá-lo está sendo entendido como: - Eu também com a sua!

Fico imaginando...

Depois do banho é a hora do lanche. Assentado bem firme com cinto de segurança em sua cadeira de menininho abre a boca com satisfação sem deixar de acompanhar tudo à sua volta com o olhar esperto: é a vovó juntando brinquedos que os dois espalharam; é o relógio de parede que faz tique-taque; o papai em home office; a panela sendo mexida no fogão ou os latidos de um cãozinho lá na rua. Nada disso chega a distrair o bebê de sua agradável refeição. Quando a barriga está cheia, aí sim, põe pra fora a última colherada com uma careta. Ainda não sabe dizer, mas se expressa bem: - Aqui não cabe mais nada!

E ali assentado, ele permanece uns minutos, para a cuidadora trocar os apetrechos da refeição por uma lata colorida que o distrai. Gosta de movimentá-la tirando sons. Como gosta de fazer barulho!

E chega a hora de uma soneca: coça os olhos, choraminga, estica o corpo como se estivesse brigando com o irresistível sono.

 Dá um pouco mais de trabalho aguardar que o neném durma. Parece não querer perder nada daquela vida boa.

E assim dormindo não parece mais o molequinho sapeca que não tem sossego.

É um anjo caído do céu para renovar as esperanças na Terra!




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agosto 21, 2020

Meio ano

Por Elisabeth Santos


Cá está ele, a alegria da família, dono de nosso tempo, senhor de suas vontades e administrador do orçamento doméstico: o neném que completou seis meses de vida!

- Se já está dentro do carro e percebe que o vovô desta vez não vai junto... vira-se para ele e o chama, ou pelo menos reclama, balbuciando coisas ininteligíveis. Ao seu modo, o reizinho da família, manda, desmanda e comanda. O bom seria o avô não ir se despedir, todo mundo já percebeu menos o próprio, que se enche de orgulho com aquela demonstração de amor.

Estando no colo do vovô o pequerrucho não estende os braços para nenhum outro convite por mais brinquedos que estejam a oferecer-lhe.

E a gente vai percebendo o tanto de coisas aprendidas desde a manifestação de preferências, alimentação e movimentos a brincadeiras de esconde - aparece.

O neném ergue a cabeça numa tentativa de assentar-se, mas são só tentativas. Está se exercitando para chegar lá.

Na cadeirinha de refeição, preso ao cinto de segurança, recebe as comidas amassadas na ponta da colher. Fica bravo com a possível demora, faz cara feia para novos sabores, adora frutas raspadinhas, suga o caldo das mais suculentas e... não abre a boca se está satisfeito. Melhor não insistirmos...

Para quem tem só meio ano de vida por conta própria, o bebê está com um bom repertório.
Só na hora de dormir dá mais trabalho por estar indeciso entre “quero não,” mas “preciso sim”. Sua mamãe está achando que o filhote não quer perder nada do que acontece em torno. O papai acha que é uma luta entre duas forças: o sono, e o medo do desconhecido. Vencido pelo sono, o neném dorme por horas e acorda sorrindo feliz.

A roda viva continua para a felicidade de todos: mamar, dormir, tomar banho, papar, trocar fralda, tomar a vitamina em gotas que provoca lambança, passear de carrinho, tomar banho de sol e mais dos muitos detalhes para viverem de bem com o aprendizado sem fim, que a vida oferece.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora resolveu escrever e já publicou dois livros. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 14, 2020

PRUUU

Por Elisabeth Santos



Sei bem o que é isto, embora ainda não saiba o que significa. Numa linguagem adulta poderia ser “pouco caso”. O autor desse som labial tem seis meses, então não se trata nada de ruim, ou quase. Apenas que o bebê descobriu mais um som a emitir com a boca e chamar a atenção de quem se encontra por perto:

- Pruuuuu... Pruuu... Pru... (e saliva pra todo lado).

Considerando que já sabia falar:

- Ah, agu, angu, aba, é e gru...

Concluo ser um progresso significativo. Falta só o neném dizer no momento certo, mas está treinando bastante. Fala, a gente repete, então fala novamente. Assim ficamos brincando de imitação, ou interação.

Já sabe beber água, mas vai “com muita sede ao copo”. Afirmo porque ele segura com as duas mãos o copo, que já está seguro nas minhas. Bebe parecendo ter pressa. Para e respira. Não engasga!

Também está experimentando alimento novo. Algumas frutas raspadas com colher. Parece gostar, pois estende as mãozinhas, agarra e leva à boca. Não morde, pois nem dente tem.

Na hora do banho quer pegar o frasco do xampu, quer chutar o frasco do sabonete. A banheira de plástico brevemente estará pequena porque o bebê não senta sem ajuda. O comprimento dele corresponde ao tamanho da banheira.

O rapazinho está crescendo depressa e vai brincar carnaval no colo da vovó com a fantasia combinando: dois palhaços muito alegres!

Quer ver o fofinho fazendo pruuuu? Clique no video.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

agosto 11, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, epílogo

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.

Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Epílogo

Poliana está na porta do cinema esperando o namorado quando se dá conta que ele é mais um passivo-agressivo que atravessa a vida dela. Ela geralmente decidia onde iam passar as férias e quanto tempo seria.

Assim como Poliana, muitas mulheres andam agoniadas, frustradas ou com raiva. Elas se devoram em pensamentos e maquinações... Mas eu espero que este livro as ajude a aprender e se proteger desses tipos passivo-agressivos.

Entenda que apesar de gostar e se importar com ele, você não é responsável pelos problemas dele nem mesmo pela maneira com que ele trata você. Mais importante que tudo, você não é responsável pela mudança dele. Embora sua ajuda seja importante, uma mudança de comportamento é trabalho para um terapeuta.

Como deixar de ser passivo-agressivo?

Algumas respostas mais frequentes:

- Por que ele é passivo-agressivo? Tudo começa com a negação da raiva, medo da intimidade, dependência e competição, gerenciamento de conflitos com desculpas, procrastinação e auto-sabotagem. Os pais formaram o caráter dele punindo uns e reforçando e recompensando outros.

- O que você ganha no relacionamento com ele? Por que você cai na rede do passivo-agressivo? Acho que ajudei você a entender o seu jeito de agir perto dele. Você acha engraçado o jeito dele? Acha o jeito evasivo dele algo desafiador? Você pode agir como uma vítima que não age para se defender, uma salvadora que vai o resgatar fazendo tudo para ele assim como sua mãe ou uma gerente que não aceita não como resposta. Assim você pode encontrar seu lugar nessa equação.


* Espero que tenha entendido que:

1. Ele é responsável por tudo o que acontece com ele, mesmo que ele não aceite isso.

2. Ele está no controle de suas escolhas, boas ou más. O mesmo vale para você.

3. Seja clara sobre suas expectativas no relacionamento com ele, fale com ele, coloque limites necessários.

Infelizmente saber não é fazer e mudar dá trabalho, para você e para ele.

Se você realmente gosta dele e vê potencial no relacionamento. Convença ele a fazer terapia, pois haverá o momento que você chegará no seu limite de atuação enquanto namorada, esposa.

O autor decide terminar o livro enfatizando o quanto a terapia com o passivo-agressivo que quer fazer uma mudança de vida, vai funcionar. Além de influenciar seu comportamento no trabalho e em casa com atitudes assertivas.

Para isso acontecer ele deve:

- Estar preparando para tomar contato com seus sentimentos.

- Se livrar de sentimentos do passado que o imobilizaram.

- Entender como ele perpetua situações que o fazem ficar como está.

- Saber que vai ganhar um relacionamento íntimo completo e será um excelente funcionário.




O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.

agosto 10, 2020

Convivendo com um passivo-agressivo, o livro, capítulo 10.2

Atendendo a pedidos, cá estou eu dando continuidade ao resumão do livro do Dr. Scott no qual ele combina experiências de consultório, de amigos e observações sociais sobre a convivência com um passivo-agressivo.


Lembrando que nada substitui a leitura do livro do próprio autor. Esse texto tem a intenção de ser a base introdutória para um assunto complexo que merece ser relido várias vezes durante o longo e duro processo de amadurecimento.


Elogio ou um insulto passivo-agressivo.
É mesmo difícil de saber.


A bordo do trem do insulto

O passivo-agressivo é arrogante e facilmente insulta os outros que geralmente nunca saberão o que ele realmente pensa. Ele precisa ser constantemente persuadido e lembrado de sua importância. Alguns chefes pedem para a secretária interromper reuniões com mensagens urgentes que fazem o visitante achar que está diante de alguém imprescindível.


Se recusando a tomar decisões

Inclinado a ficar em cima do muro, ele vai concordar com você quando estiverem sozinhos. Contudo, vai se fazer de desentendido quando estiverem perto de seus adversários. Ele vai ter muita dificuldade em mandar pessoas embora, pois não quer ser o cara mau. Alguns preferem deixar que o funcionário perceba que não tem mais valor na firma e saia por si mesmo. É um sádico e demorado processo.  

Ele não é um líder, então não peça para ser um.


Fazendo bonito com o chapéu alheio

Esse é outro jogo que ele é muito bom. Vai pegar crédito de outros com coisas que não fez, mas somente quando a ideia dá certo. Claro! Falta-lhe ética ao deixar que o colega seja injustiçado, mas ele age assim por não suportar sua própria impotência.

Mantenha cópias de emails e anotações sobre decisões e ideias que tenham a ver com você e ele. Mesmo que isso seja contra sua natureza, é o melhor a fazer. Essa atitude vai o conter, mas não vai mudar o comportamento dele. 

Às vezes é bem sutil...
Portland recicla!


O desvio eterno   

Mesmo quando ele próprio colocar datas para entrega de seus projetos, é provável que ele as descumpra. São tarefas menores, detalhes que não merecem atenção. Ainda assim ele vai desviar o foco para conversas no corredor e ligações desnecessárias que vão o convencer de que estava muito ocupado. Ele ama desvios e respostas fáceis que vão o levar ao outro grande problema: procrastinação.


Quando o passivo-agressivo trabalha para uma mulher
 
É fato que as executivas têm mais subordinados passivo-agressivos que seus parceiros executivos. Sua autoridade é constantemente testada e os funcionários se magoam mais facilmente do que quando trabalham para homens.

Isso acontece devido à memória que tem de uma mãe autoritária e super controladora comparado com seu pai ausente e fraco. No fundo, ele anseia que o homem seja forte e que a mulher seja fraca. Tanto é que ele acha que não colocar nenhum perigo aos chefes.


A empresa passivo-agressiva

As empresas também podem ser consideradas passivo-agressivas, acostumadas com maneiras indiretas de agir, burocracia e trabalho supérfluo. Para sobreviver dentro delas, você deverá ser o mestre da agressão passiva. É muito comum de se ver em departamentos governamentais onde funcionários pensam somente em termos do dia do pagamento, do plano de saúde e dos benefícios, ao invés do crescimento profissional, comprometimento com o trabalho bem feito e salário merecido.

A maioria dos trabalhos burocráticos estimulam esses comportamentos transformando a empresa em inércia pura. Muitos que lá trabalham "não fazem nada de errado, nunca" apenas obedecendo seus chefes e dizendo não para todo o cliente externo.

Essas são empresas fáceis de identificar pelo tempo improdutivo e a falta de poder de seus funcionários. Agendas egoístas que não se importam em atingir o objetivo a tempo, comunicação confusa, infidelidade e boas ideias que morrem na praia são outras características.

Assim funciona no dia-a-dia, o diretor passa uma ordem passivo-agressivamente para seus subordinados diretos que repassam ao segundo escalão a mesma ordem contaminando toda a empresa. Todos os funcionários se sentirão alienados e infelizes descontando nos colegas.


Finalmente

Apesar de existir em empresas, o comportamento é menos aceito neste ambiente. Esposa, amigos e familiares costumam tolerar muito mais. Devido ao ambiente impessoal, os colegas poderão falar abertamente com o passivo-agressivo para o fazer parar com os jogos ou cair fora.

O livro: Living with the Passive-Aggressive man; Coping with the Personality Syndrome of Hidden Aggression - from the Bedroom to the Boardroom, de Scott Wetzler, Ph.D. Em tradução livre Vivendo com o homem passivo-agressivo; Lidando com a Síndrome de Personalidade da Agressão Encoberta - da Cama à Sala de Reuniões. Autor: Scott Wetzler, Phd., New York, 1992.