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abril 17, 2019

Um roteiro de design para o upper town em Nova Iorque NYC

A primeira visita à Nova Iorque requer um passeio aos lugares óbvios, mas depois de algumas visitas à Grande Maçã (The Big Apple city) é preciso um outro plano de turismo para a grande metrópole.

Foi nesse contexto que surgiu esse roteiro de um dia de imersão no design que vou detalhar aqui para você. Nós também pretendíamos o mínimo necessário para ter um dia agradável na upper town - a chamada parte de cima da ilha de Manhattan.


Estando hospedado em um hotel no parte superior da cidade, ou seja, na upper west town - no nosso caso, ficamos no hotel Belnord - 209 West 87th Street, New York, NY 10024 (site). São poucas estrelas, mas ele fica na ilha e isso nos economiza no mínnimo uma hora de translado de bairros afastados como Brooklin. Algumas outras vantagens desse hotel são o fato de estar ao lado de uma estação de metrô, além de contar com uma boa opção 24 horas de alimentação diversificada e barata, o Hot & Crusty que fica na 2393 Broadway.


Vamos então começar o nosso dia!

Certifique-se de tomar um belo café da manhã ou brunch (breakfast+lunch) antes de embarcar no metrô rumo à estação Columbus. Lá você encontra várias opções de lojas, mas vou destacar o The Warner que é um shopping center com várias lojas maravilhosas que vão deixar você mais pobre do que nunca se resolver fazer compras por lá. Tudo bem, abra seus poros para o banho de inspiração e tudo bem.

Continuando na rota artes & design dê uma passada no MAD - Museum of Arts and Design - 2 Columbus Circle, NY (site). O ingresso custa uns 16 dólares, mas se tiver menos que 18 anos é de graça.


Depois da visita ao The Warner e ao MAD, você vai precisar de algo para dar um reset no cérebro. Então siga até o Centro de Visitantes do Central Park para fazer parte do de uma visita guiada ao parque que vai das 14 às 15:30h, Iconic Views of Central Park. Certifique-se de comprar o ingresso ($15 por pessoa) previamente no site. Serão uma hora e meia de caminhada guiada passando por áreas íngremes e com escadas, então vista-se adequadamente. Siga as instruções do site para chegar ao ponto de encontro e bom passeio.

Leve este mapa impresso para o caso do seu GPS não funcionar por lá.

Depois de um longo percurso pelos amplos gramados do pulmão de Nova Iorque e agora com a cabeça renovada para mais design, siga até o Museu de Design que na cidade é o meu favorito. O Cooper Hewitt Smithsonian Design fica na 2 East 91 Street, NY (site) e a entrada custa 10 dólares por pessoa. Neste museum você pode scanear e rever - na sua casa - a história e os objetos de sua preferência, tudo isso graças a uma tecnologia de código de barras que usam em cada uma das peças ali apresentadas.

O prédio era a casa onde um engenheiro de ferrovias morava com sua família é lindíssimo, com belos aposentos e escadarias em madeira. Entretanto, não se deixe enganar pela aparência clássica, as exposições mais legais que vi sobre tecidos e outros objetos high tech foram lá.



Caso queira visitar algo mais famoso com arte moderna, pare no quarteirão anterior ao museu de design e entre no Guggenheim Museu. Se antes de chegar no sentir a fome apertar, sugiro que faça uma parada estratégica no Restaurante Nectar - 1090 Madison Avenue, NY (site). Omeletes, comida grega e opções saudáveis para um lanche rápido.

Chegando ao Museu que fica na 1071 5th Avenue (site), você terá a opção de pagar o quanto quiser pelo bilhete de entrada. Isso vale para as visitas aos sábados das 17 às 20h e se chama pay what you wish, lembrando que essa promoção é válida somente para dinheiro vivo. Aqui vale recomendar que, a não ser que você seja um estudante de faculdade super durango, pague um valor justo pela sua entrada. Apesar deles falarem que aceitam até mesmo um centavo pelo ingresso, seria gentil da sua parte pagar ao menos uns 5 dólares por pessoa. 

Arquitetura do Museu Guggenheim.

Termine o dia com uma última caminhada de volta ao hotel passando pelo reservatório Jacqueline Kennedy Onassis que fica dentro do parque.




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Posso levar comida para os Estados Unidos? Novidades...




setembro 09, 2015

Não use roupas brancas depois do dia do trabalho.

Dicas do Sul dos Estados Unidos

Não use roupa branca no inverno americano.
E como faz no Ano Novo? Volte à primeira frase!

  
15. Não usar roupa branca depois do Labor Day, dia do trabalho (veja o tópico 14 aqui).

Primeiro é preciso explicar que os americanos não seguem o mesmo calendário que o Brasil no que diz respeito ao Dia do Trabalho. Apesar da história do dia primeiro de maio de 1886 ter acontecido nas ruas de Chicago, o Dia do Trabalho aqui é comemorado na primeira segunda-feira do mês de setembro.

Poucos dias antes do início de setembro são boas chances de você escutar a frase: "você não deve usar roupas brancas depois do Dia do Trabalho." Não use roupas brancas entre o Labor Day (começo de setembro) e o Memorial Day (final de maio).  Algumas suposições sobre a origem dessa história você lê aqui.

Uma das explicações práticas é lá do início do século 20 (1910) quando as pessoas fugiam do calor do verão indo para a praia. Nas casas de veraneio elas haviam deixado todas as roupas claras, porque faz todo o sentido usar roupas leves nesses lugares. Por outro lado acabavam deixando o guarda-roupas repleto de peças escuras na cidade, nos centros urbanos.

Outra história conta que antes da invenção do aquecimento elétrico usava-se carvão para manter a temperatura das casas. Nesta época, somente os homens usavam camisas brancas, pois era coisas difícil de se manter limpa, já que no inverno as camisas ficavam cheias de foligem preta. Por isso, nada de roupa branca nos meses de inverno.

O esclarecimento tipo “sociedade de classes” vem do século 19 (1880) quando o uso do ferro de passar roupas elétrico foi difundido pelas casas americanas. Nesta época, as socialites decidiram criar regras para saberem rapidamente quem não fazia parte da alta sociedade. Porque as roupas amassadas eram facilmente identificadas, essas mulheres então inventaram várias regrinhas de moda com as quais identificariam quem era clásse média em ascessão.

Jaqueta masculina da Betabrand estilo espacial da Nasa.

A perspectiva fashion fala que as revistas de moda, tipo Vogue foram as que reforçaram o conceito de que roupas claras são perfeitas para o verão, mas não combinam tanto com as chuvas do outono. Eu mesma notei que nessa época chove praticamente todos os dias e ninguém vai querer ficar molhado com uma roupa branca a não ser que esteja num programa de TV que lhe pague por isso.

Hoje em dia as regras de moda são mais flexíveis, bem mais... mas como falei lá no início, neste ano de 2015 ainda é possível ouvir pessoas explicando o não uso de roupas brancas no inverno americano. Mas e se for uma super produção fashionista? Com um tecido high tech apropriado ao clima e tudo mais? Pode se justicável se for uma produção fashion ou se você for um astronauta ou artista, vai saber.

Enquanto isso, para algumas ocasiões, seja no Brasil ou nos States, ainda valem as máximas de não usar branco. Num casamento, por exemplo, a não ser que você seja a noiva. Também  nada de roupas brancas na chuva porque como dizia minha vó, “isso é dar a maior rata (gafe)”.


Role o cursor para baixo para ler outros posts sobre as tradições do sul americano aqui.

A história da camiseta


janeiro 31, 2015

Fábricas exploradoras, moda barata que mata.

English here.
Fábricas exploradoras, moda barata morta. 

Na mesma linha do filme China Blue que eu coloquei aqui esse pessoal fez um reality show sobre as chamadas sweatshops - as chamas fábrica de roupas de países pobres onde os trabalhadores tem péssimas condições de vida. Não somente isso, colocou 3 jovens da Noruega para interagir com a crua realidade dos costureiros do Camboja.

_ "Ah, mas eles devem ter corpos acostumados com esse tipo de trabalho e com tantas horas sem descanço." - diz uma das garotas

_ "Nunca devem ter visto coisa melhor então para eles não deve ser tão ruim asism." - comenta a mais nova.

_ "Depois de dormir mal, comer mal e de tantas horas sentado fazendo a mesma coisa, eu estou ficando trêmulo". - observa o rapaz

Então os trabalhadores faziam protestos na rua para ganhar $160 por mês. Porque hoje eles ganham $100, ou $3 por dia de trabalho. Mal dá para comprar a comida do dia, imagina uma comida de qualidade. Para comprar uma das jaquetas que ela costura aos montes, a cambojana precisaria trabalhar o ano inteiro, sem gastar com nada mais.

Seguem os vídeos para sua constatação e comentários.








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A história da camiseta


janeiro 20, 2015

A história da camiseta


Em inglês a camiseta é chamada de T-shirt traduzindo, camisa em forma de T.

A história da peça chave de qualquer guarda-roupa contemporâneo começa em 1920 quando o Senhor Robert P. Miller abre, no estado americano da Pensilvânia uma fábrica de roupas. Entre todos os produtos da malharia estava a camiseta de malha branca.

Antes de existir a camiseta que conhecemos os americanos vestiam uma espécie de pijamão de lã por baixo das roupas. A peça única tinha botões na frente, era usada por homens, mulheres e crianças e se chama union suit. Se olhar na amazon.com vai ver que ainda vendem delas por ai.

Crianças usando o union suit.

Foi quando uma empresa especializada em fazer os pijamões resolveu renovar a peça íntima, em 1853 separando-a em duas peças. Sucesso de vendas, a parte de cima, ainda com os botões virou moda entre os homens. Confortável, mais fácil de lavar e secar foi incorporada ao uniforme dos soldados durante a guerra entre Estados Unidos e Espanha (1898). Depois disso virou produto básico para fazendeiros, operários da construção civil, portuários e os mineradores do oeste americano.

Marinheiros franceses com camisas de malha no Século 19.

Continuando no mundo militar, durante a Primeira Guerra Mundial (1914) os soldados americanos que lutaram na França voltaram para a casa com essas camisas sem botões e feitas de algodão. Diz a lenda que a Rainha Victória da Inglaterra resolveu visitar um batalhão de soldados, mas como todos eles estavam de regatas o capitão pediu que costurassem mangas nas camisetas. Afinal não pegava bem para uma Rainha ver aqueles sovacos cabeludos. Verdade ou não, fato é que os americanos voltaram da Europa com camisetas ainda mais leves, confortáveis e práticas.

Não demorou muito para que alguns empresários americanos do ramos têxtil produzissem em suas fábricas as tais camisetas. Entre eles o Sr. Miller que nos anos seguintes continuou vendendo o artigo, principalmente na costa leste do país. A T-shirt se tornou uma peça básica do vestuário masculino e cá entre nós (da indústria têxtil) este é mais um exemplo de redução de custo que veio para ficar.

Dentro da indústria têxtil tudo normal até que alguém resolveu misturar fios coloridos nas máquinas de malharia para fazerem tecidos diferenciados. Foi quando surgiram as camisetas listradas de malha jersey do Sr. Miller.

Reedição da famosa camiseta Miller, 2012.
Sem costura lateral e feita com fio tinto.

Um tempo depois, em 1931, durante a Grande Depressão Americana era comum ver homens na rua usando camisas abertas deixando aparecer as camisetas que ficavam por baixo. Na mesma época já haviam camisetas com estampas e tanto estudantes universitários quanto esportistas as usavam com o nome das respectivas universidades e times. Até o ano de 1940, 100% das camisetas eram feitas para serem usadas com outra peça por cima.

Durante a Segunda Guerra Mundial a camiseta foi incorporada ao uniforme dos soldados e marinheiros americanos. Aos poucos o público cívil foi se acostumando a ver fotos de homens usando essas camisetas no trabalho pesado ou no calor.

James Dean, Juventude Transviada.
Marlon Brando, Uma Rua Chamada Pecado.

Somente alguns anos depois, com a ajuda de Hollywood a camiseta entraria definitivamente para o convívio social. O ator Marlon Brando (1951) foi o primeiro a usar a camiseta como peça de vestuário ao invés de roupa de baixo. Outro bad boy do cinema, James Dean (1955) também seguiu o estilo que faria a camiseta branca se firmar como ícone da liberdade de uma juventude rebelde.

Os anos seguintes teriam ainda mais rebeldia com protestos anti-guerra e movimentos em favor da liberdade. Usadas como meio de expressão as mulheres também se adaptam ao momento histórico e junto com os movimentos feministas começam a usar as prestigiadas camisetas.

Pessoas muito loucas no Festival de Woodstock e a camiseta também.

Atualmente 80% das camisetas vendidas nos Estados Unidos é feita fora do país e quase todas tem estampas impressas.


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janeiro 18, 2015

Tecidinho bonito esse que você fez

Um belo dia a gente se dá conta do ato falho que é o blog de uma designer têxtil não ter fotos de tecidos.

Considerando que eu só trabalho com projetos avançados do tipo só vão aparecer nas vitrines daqui há alguns anos fica compreensível. Pelo menos é o que eu acho.

E se eu colocasse alguns produtos bonitos que encontro por ai? Não seriam os meus, mas seria uma homenagem minha aos colegas de profissão. Afinal eles também não podem apresentar o que fazem antes de se tornar produto vendável na prateleira e nesta hora provavelmente estão tão envolvidos com o novo projeto que nem veem mais graça.

Sendo assim, esse vai ser o primeiro, um tecido de malha que surgiu esses dias na Victoria's Secret.



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Na moda, sentindo bem, fazendo o bem.




novembro 09, 2014

Na moda, sentindo bem, fazendo o bem.

Modavanti

Depois anos reportando situações corriqueiras da primavera árabe no Egito, os jornalistas David Dietz e Jesse Ayala deixaram a banca de jornalismo para trabalhar como ativistas. Eles estavam profundamente afetados pelos protestos dos locais de conflito que se embrenharam até a volta aos Estados Unidos.

Decidiram mudar o que estava errado no mundo. Onde? Em uma das indústrias mais sujas do mundo, abaixo do petróleo e gasolina, ou seja, a indústria da moda.

Criaram uma plataforma fashion para fazer a transformação que esperavam ver no mundo, a Modavanti. Concentra e divulga a indústria que vale em torno de 4 trilhões de reais e emprega 75 milhões de pessoas no mundo. 

Quando a maioria só olha para a mercadoria na sacola pensando "Legal, paguei bem barato!" ou ainda "Será que vai ficar bem em mim?" esquecem a problemática envolvida na produção industrial. Somente quem está na área sabe e entende, mas não deveria ser assim. Porque não é tão difícil colocar os valores para funcionar de vez em quando.

- Será que usaram produtos tóxicos no tingimento, trabalho ilegal, infantil?

Dito isso, se você ainda não viu o último post e filme sobre a indústria do jeans na China, não perca nem um segundo antes mesmo de começar as compras de final de ano.  Não é ficção, é daquele jeito mesmo! Porque o que você decide levar para casa hoje afeta sim o carinha que vive lá em Bangladeshi.

Sustentabilidade.
Qual a sua bandeira?
Ecologicamente amigável
Comércio justo
Reciclado
Feito nos Estados Unidos
Vegan
Orgânico
Feito à mão
Energeticamente eficiente

Isabela: designer, especialista em tecidos automotivos, estudou design de produto e psicologia clínica, trabalha inclusive com análise de tendências de design e comportamento humano. Está morando fora do país e seguindo uma dieta sem-as-coisas-legais, por isso gosta de compartilhar as coisas interessantes que encontra pelo caminho.