julho 27, 2018

Capítulo da Capital

Por Elisabeth Santos

Escolher um assunto para focar a capital do Brasil numa crônica dá muito trabalho, pois a variedade é grande, há quem pense ser nossa capital tudo de ruim porque só enxerga a corrupção, mas não é bem assim...

Brasília é uma cidade com ótimas condições de vida, chances de estudos, oportunidades de trabalho, entretenimentos, esportes, gastronomia etc.

O plano piloto é só sexagenário, e representa o que há de mais tradicional! O restante dos grupos habitacionais denominados cidades satélites, são repletos de novidades e também de gente nova. O pós- moderno predomina, e a consciência ecológica salta aos olhos de quem chega de outros pontos do Brasil.

 As vastas áreas verdes distribuídas no Distrito Federal estão bem cuidadas e tem como atender o desejo das famílias brasilienses de proximidade com a natureza, ar puro, e de juntarem-se a outros grupos afins. Por ser planalto, a paisagem se estende a perder de vista. Chega-se a ver como curtas, as longas distâncias de um ponto a outro.

Visitei amigos em Águas Claras e encantei-me! Não só pelo planejamento urbano da cidade, ou do bairro, ou ainda Região Administrativa do D.F. desde oito de abril de mil novecentos e noventa e dois.


Tive oportunidade de experimentar metrôs que me conduziram de norte a sul a todos os lugares que quis, ou precisei ir: aeroporto, terminal rodoviário, shopping, feira e plano piloto da capital de meu país. Constatei que Águas Claras oferece segurança aos seus moradores, possibilidades de novas amizades no parque, praças, e áreas de lazer dos prédios. Sim, diferente de Brasília propriamente dita, os prédios podem ter mais de dez andares, com porteiros físico e eletrônico, hall de entrada espaçoso, esquinas facilitando convívio saudável de vizinhanças.

A maioria de seus habitantes pratica a consciência ecológica separando seu lixo, evitando sujar as vias públicas, o córrego, mantendo hortas comunitárias que produzem sem agrotóxicos.

Até espaço para os cachorros se exercitarem diante do olhar atento dos donos existe no parque reserva que protege nascentes!

Em Águas Claras não faltam opções de alimentação pronta com características de outros estados brasileiros, predominando a deliciosa cozinha goiana, com toques nordestinos. São pratos variados, com ingredientes bem conhecidos nossos, acompanhados de água de coco fresquinha.

A população brasiliense é gente boa! Isto é o que nos interessa e devolve a esperança de uma mudança de mentalidade que venha “de baixo para cima” buscando valores perdidos.
Vi e gostei:

Bem próximo à entrada do prédio no qual fiquei, um freezer horizontal cheinho de picolés, e a tabuleta informando: Por apenas dois reais você escolhe o sabor preferido e deixa o dinheiro na caixinha. Se, preciso for, faça você mesmo seu troco.

É um bom começo!



Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

          

julho 20, 2018

Dia de feijoada


Por Elisabeth Santos


Tadinho do porco...

Acho que as feijoadas mais gostosas são as bem feitas com a morte do porco. Nada de embutidos sofisticados, feitos à moda de países do velho mundo.

“Mundo, mundo, vasto mundo: se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não seria uma solução (Drummond)”. Pelo menos para a feijoada que aprecio!

Primeiro aparece o matador e preparador oficial do porco de engorda que está no chiqueiro. Este sim vai dar ótimos embutidos, torresmo e carne nobre para ser apurada e depois mantida na banha. As orelhas, língua, pés e rabinho serão aferventados e conservados no freezer até o dia “D”.

À véspera do tão aguardado almoço especial com familiares, amigos, colegas de serviço, compadres e vizinhos, escolhe-se o leitão para completar as carnes da feijoada que há de ter carnes frescas. Às porções que ficaram no freezer, serão juntadas suas semelhantes para se cozer em panela de pressão.

O feijão em quantidade adequada deve ser preto, mas como feijão é feijão, pode ser usado aquele da última colheita local.

Idem, idem o arroz branco que deverá acompanhar o prato principal: Arroz cateto, integral, parboilizado ou não acompanharão muito bem minha feijoada.

No sábado dessa tal feijoada, aí sim: apanha-se a couve verdinha no canteiro da horta que fica atrás da casa, pertinho da porta da cozinha. Bem de jeito estão também, pimenta, salsa e cebolinha.

Limão para o preparo da caipirinha e da limonada das crianças; laranja pra ‘cascá, retirar a pele branca sem feri-la, e servir fatiada nas travessas; muito caldo do feijão já refogado e temperado para, em separado, ser acrescido de pimenta malagueta só para os autênticos apreciadores de um molho picante.

Farinha torrada, ou farofa mexida na hora, enfeitada com pedacinhos da linguiça do fumeiro.

Agora sim! Só quem provou sabe como tudo isto é bom principalmente num dia de temperatura amena ou fria...

Um enorme caldeirão com as carnes previamente fritas ou cozidas, misturadas ao feijão borbulhante, espalha o aroma convidativo.

Desconfia-se que vai aparecer mais gente do que o previsto...

Almoço cuja sobremesa é uma rede na varanda, e a rebatida é uma pilha de pratos pra lavar, enxugar, guardar, até a próxima chamada geral:

_ Vai ter feijoada no quintal do Sontonho!



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".   

julho 18, 2018

Sanduíche sem glúten do Chick-fil-A

Veio aos Estados Unidos para uma viagem econômica?

Quer manter a dieta sem glúten?

Quer comer com os colegas como se fosse uma pessoa normal?

Isso tudo sem gastar muito dinheiro?

Veja umas fotos da opção sem glúten do restaurante fast food queridinho dos americanos, o Chick-fil-A. (pronuncia tik-fi-lei)

Sanduíche de frango

Esse tipo de pão é chamado bun e vem dentro de um saco plástico separado do restante do produto.

Na outra embalagem você recebe o recheio que neste caso foi o tomate, o alface e o frango grelhado; sem queijo.

Um bilhete amigável avisa que o sanduíche grelhado é servido com pão sem grãos, mas que a cozinha não é livre de glútem porque alguns ítens que eles usam no preparo de outros alimentos contêm glúten.

 


Conclusão:

É delicioso? Não, ele é bonzinho.

Mas afinal, ele cumpre o prometido? Financeiramente, sim; socialmente, sim; saudável, mais ou menos - depende muito do problema de saúde que você tem.

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Até a próxima viagem.

julho 13, 2018

Turista em Lambari MG

Por Elisabeth Santos


Águas virtuosas, Lambarizinho, Lambari...

Água mineral natural e gasosa com propriedades curativas de muitos males.

Água apreciadíssima pelos de casa, por turistas, por pessoas do país inteiro, pois engarrafada na fonte, é a mesma do parque local.

O Sul de Minas tem o belo Circuito das Águas que nada fica a dever aos existentes em outros continentes. As águas de Lambari qualificadas e nomeadas de: sulfurosa, férrea, picante, magnesiana, são todas virtuosas em tratamentos da saúde.

E a cidade, cercada de montanhas é bonita e acolhedora.

O que deixa o turista intrigado é a belíssima arquitetura de um prédio à beira do lago. Seguindo moldes de castelo alemão antigo, espelha-se na água de qualquer ponto da margem, tanto de dia quanto iluminado, na escuridão da noite Fora construído para abrigar um cassino, ao que parece jamais abrigou.

Idealizado por uma equipe de muito bom gosto, com dinheiro sobrando para um investimento de alto nível, se teve clientela algum dia... “ninguém sabe ninguém viu”. Numa época de jogo permitido o cassino recebeu suas mesas sob encomenda, do exterior, assim como todos os móveis, espelhos e objetos decorativos. Artesãos e artistas vieram de fora do país para os entalhes e fino acabamento de teto, portais e janelas. Dizem que tudo está lá dentro até os dias de hoje...

Muita gente gostaria de visitar as dependências do Cassino do Lago, nem que fosse só uma espiadinha de constatação, matando uma curiosidade bem humana, mas as portas estão fechadas. Quem faz a limpeza e manutenção não poderia fotografar? Pelo menos dissipar a dúvida atroz: _ É ou não assombrado?

Enquanto isto ciclistas, esportistas, exercitam ao seu redor margeando o lago que tem barragem encachoeirada de rara beleza; famílias fazem pique nique por ali; pescadores de fim de semana buscam o complemento da cervejinha; turistas passeiam e fotografam...
Há também quem fique matutando sobre o mistério do Cassino da cidade de Lambari, no sul das Gerais, Brasil, América Latina, planeta Terra.

_ No mínimo, um grande investimento sem retorno!   

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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".     

julho 06, 2018

Nosso casarão


Por Elisabeth Santos


Em 1948 chegaram de Aracaju a Campanha, sul de Minas, Milton, Margarida e nove filhos. Alugaram esse casarão onde residiram, tiveram e criaram mais seis filhas. A casa não era nova, conservava no porão umas peças de ferro usadas para manter presos negros escravizados.

Logo de chegada ao interior do estado, os meninos mais velhos da família recolheram esses objetos e doaram ao museu local.

Lá existe até hoje boa quantidade de coisas desse tipo, e visitantes sensíveis nem visitam o setor “tempo da escravidão” por não se sentirem bem. Outros passam rapidamente. Crianças olham curiosas e perguntam que parte do corpo esses ferrolhos prendiam: Pescoço, punhos, canelas?

Nosso casarão passou a ser nosso, com escritura e planta baixa registrada no final dos anos cinquenta, e aí sim pode ser reformado para comportar a família, a babá, além de outros serviçais esporádicos, muitos parentes, amigos, conhecidos e mendigos. Observem bem na porta de entrada um coraçãozinho com os dizeres “Assistência aos Pobres”. Aquela plaquinha ali era levada a sério.

Nessa reforma a casa ganhou mais dois banheiros, dois quartos, lavanderia no porão, e o depósito de água com bomba elétrica para suprir duas caixas, e ainda reservar.

Posteriormente o fogão de lenha foi substituído pelo fogão a gás, e chuveiros que ainda tinham água aquecida na serpentina, foram trocados por elétricos.

Embora já tivéssemos ganho do Tarcísio um moderníssimo fogão de cinco bocas e dois fornos... não achávamos cozinheira que quisesse aprender, e perder o medo de manejá-lo.

Mamãe não dispunha de tempo para tal, pois trabalhava no Correio com o papai. Se me perguntam hoje como é que ela dava conta de todos seus afazeres de dona de casa, esposa de executivo que viajava bastante, mãe de quinze filhos, e todos os demais compromissos sociais, religiosos, culturais etc. eu responderia:

_ Com serenidade, ciente de estar cumprindo sua missão na Terra.

Enquanto criança foi marcante para nós, as seis campanhenses, as brincadeiras e jogos no quintal. Na adolescência tivemos uma quadra de vôlei que permanece, e a mudança da “eterna” mesa de pingue pongue transportada para o “rancho” que permitia recebermos amigos e amigas a formar equipes e times.

Essa casa foi muito importante para todos nós da família: dos Marques e dos Carvalhos, e de outros sobrenomes que se foram juntando em uniões matrimoniais, e gerando descendência até os dias atuais.



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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia". 

Three phases of Spinal Degeneration - photos


junho 29, 2018

Minha máquina de escrever

Por Elisabeth Santos

Máquina original da casa da Beth.

Hoje ganhei uma máquina datilográfica muito interessante...

Veio de longe, fabricada na China, portanto, bem viajada. Foi um pouco copiada da original, que serve aos velhos escritores, e através de tinta numa fita enrodilhada em carretel próprio, transfere ao papel letras que formam palavras; palavras que vem a formar frases; frases vindas de algum pensamento, vontade, sentimento, ou quaisquer outras novidades que passem pela cabeça de quem conhece um pouco do uso do mecanismo de um teclado de computador.

Essa máquina miniaturizada tem manivela e tem gaveta para se guardar segredos. Como segredos pertencem ao dono, se algum espião deseja especular é de imediato denunciado por uma melodia. É mais de um segredo então, agora revelado: trata-se de uma caixinha de música, que funciona com o truque da gavetinha substituindo um simples botão de acionamento. Dentro da gavetinha há uma carta sem destinatário ou remetente. Deve estar lá há muito...

Não precisei desmontar meu presente para desvendar, que o mecanismo sonoro de “Pour Elise” (Beethoven), tinha o poder de mover o rolo do suposto papel que recebia as letras datilografadas!

Continuei a explorar o adorno para chegar à descoberta de um teclado sem os numerais! Sei que essa máquina não precisa de tais símbolos se existem ábacos, e calculadoras para quantias e quantidades. Precisando enumerar, utilizarei algarismos romanos, escreverei por extenso, inventarei um jeito das letras substituírem nosso sistema decimal. Criarei um código mais ou menos assim, a partir das semelhanças: o - I - z - III - h - S – G – T – B – p. Algo que pareça, mas não sendo, também não tornará impossível entender, que estou a citar uma data: IB-III-ZOIP (18-3-2019); ou até o resultado de uma conta: TShG= 7546.

_ Haja tempo! (estou a ouvir um apressadinho).

Voltando então ao presente, ao meu objeto real, percebi o tabulador, que costuma espaçar uma palavra de outra trazendo gravada a seguinte mensagem em inglês: “tenha um bom dia!”. Como sou escrevinhadora diária, a partir de então só terei BONS DIAS. Agradeci a quem pensou em mim ao adquirir essa lembrança lindinha. Aos curiosos que pretendam saber da carta encontrada na gaveta, e seu conteúdo, não os deixarei frustrados: “Sempre haverá uma oportunidade de reescrevermos lindamente umas mal traçadas linhas...”
         


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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que 

junho 25, 2018

Dieta LOW FODMAP, baixos FODMAPs

Um post direto do Centro Médico do Universidade Stanford para a saúde digestiva e nutricional.

** Essa dieta não funcionou muito bem para mim, mas tem sido útil para várias pessoas pelo mundo afora.

A dieta de baixos FODMAPs - sigla em inglês para Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis Fermentáveis.

Basicamente os FODMAPs são carboidratos (açúcares) encontrados em comidas. Entretanto, nem todos os carboidratos são considerados FODMAPs.

Os alimentos FODMAPs são:

- Frutose - frutas, mel, xarope de glicose, HFCS (High Frutose Corn Syrup) xarope de milho de alta frutose, etc.

- Lactose - laticínios

- Oligossacarídeos de cadeia curta, também conhecidos como inulina - trigo, cebola, alho, etc.

- Polissacarídeos - feijões, lentilhas, legumes como a soja, etc.

- Polióis - adoçantes contendo sorbitol, manitol, xilitol, maltitol, e frutas como abacate, abricós, cerejas, nectarinas, pêssegos, ameixas, etc.

FODMAPs são osmóticas, o que quer dizer que elas trazem líquidos para dentro do trato intestinal. Por isso podem ser difíceis de digerir e absorver, além de fermentarem devido a certas bactérias intestinais quando comidas em excesso.

Alguns sintomas das pessoas sensíveis às FODMAPs são: diarréia, gás, inchaço, dores, cólicas. Nesse caso, a dieta com baixo FODMAPs vai reduzir sintomas de pessoas com SII (Síndrome do Intestino Irritável) e outras inflamações intestinais.

A dieta também limita as fibras, pois elas são componentes de carboidratos complexos que algumas pessoas não digerem muito bem.


O QUE COMER

Carnes: carne de boi, frango, atum enlatado, ovos, clara do ovo, peixe, ovelha, porco, frutos do mar, peru, frios.

Laticínios: leite sem lactose, cream cheese (poucas quantidades), queijos duros como parmesão suíço, cheddar, mozzarella e sorbet.

Alternativos aos laticínios: leite de amêndoa, leite de arroz, sorvete com leite de arroz, nozes, pasta de nozes e sementes.

Grãos: inclua somente os alimentos que contenham grãos sem glúten e farinha sem glúten, por exemplo, pães, cereais, creme de arroz, aveia, biscoito, bolacha, macarrão, panqueca, arroz e tapioca.

Frutas: banana, melão cantaloupe, uvas, kiwi, lima, limão, mandarina, abacaxi, tangerina, laranja e maracujá.

Vegetais: broto de bambu, pimentão, pepino, cenoura, celery, milho, berinjela, batata, abóbora, abobrinha, tomates, zucchini, mandioca.

Sobremesa: qualquer uma que contenha somente os alimentos permitidos.

Bebidas: café, chá sucos de frutas e vegetais permitidos na dieta.

Condimentos: a maioria das ervas, mocotó, manteiga, azeitonas, margarina, maionese, azeite de oliva, pimenta, sal, açúcar (também achei estranho, mas está escrito que pode), mostarda, vinagre e vinagre balsâmico.


O QUE EVITAR

Todas as alimentos contendo frutas com alto teor de FODMAP, or xarope de glicose.

Laticínios:  creme de leite, manteiga, chocolate, queijo cottage, sorvete, molhos cremosos ou com queijo, leite (de vaca, cabra ou ovelha) leite condensado, leite evaporado, queijos macios como o brie e a ricotta, creme tártaro, iogurte, creme de cobertura de bolos.

Alternativos aos laticínios: leite de coco, creme de coco, feijões, ervilha, lentilhas, pistache, produtos de soja, hummus ou pasta de grão de bico.

Grãos: grãos feitos com xarope de glicose, ou trigo (alguns nomes para o trigo são: wheat, einkorn, emmer, kamut, spelt), farinha de trigo (outros termos para farinha de trigo: bromato, durum, enriquecido, farina, wheat flour, semolina, graham, farinha branca, tortillas), cevada, centeio, inulina.

Frutas: abacate, avocado, maçã, geléia de maçã, apricot, tâmara, manga, nectarina, ervilha torta, vagem, figo, goiaba, lichia, mamão, pêssego, ameixa, ameixa seca, caqui, melância.

Vegetais: alcachofra, aspargus, beterraba, brócolis, couve de bruxelas, couve-flor, cogumelos, quiabo, abobrinhas, funcho, repolho, alho-poró.

Sobremesas: qualquer uma que contenha xarope de glicose ou feita com as frutas citadas acima.

Bebidas: qualquer uma com xarope de glicose, ou feita com frutas a serem evitadas, bebidas fortificadas, vinho do porto ou vinho espanhol xerez.

Condimentos: xarope de glicose, mel, agave, coco, alho, mel, geléias, melado, cebolas, picles, tudo que for feito com os alimentos acima citados, adoçantes com: sorbitol, manitol, isomalt, xilitol, ou drops e chicletes feitos com os condimentos citados.


DICAS A SEGUIR

- Siga essa dieta por 6 semanas. Depois desse tempo, adicione lentamente os alimentos da lista à evitar, um por vez e em pequenas quantidades. Assim você será capaz de identificar as comidas que ativam os seus sintomas. Continue evitando os alimentos que fazem seus sintomas piorarem.

- Leia os rótulos. Evite comidas feitas com alto teor ou grandes quantidades de FODMAP como as frutas da lista, mel, inulina, trigo, soja, etc. O alimento pode ser considerado baixo em FODMAP mesmo que contenha um ingrediente de alto FODMAP como o último ingrediente.

- Compre somente grãos sem glúten porque eles não contém trigo. Entretanto, você não precisará seguir uma dieta 100% sem glúten porque seu foco é nas FODMAP, não o glúten. Procure grãos sem glúten feitos com baixo teor de FODMAP, como baata, quinoa, arroz ou milho. Evite os produtos sem glúten que forem feitos com FODMAPs.

- Limite as porções de frutas e vegetais com alto teor de fibras, mesmo sendo elas baixo FODMAP caso elas estejam provocando sintomas logo após as refeições. Por exemplo, coma somente 1/2 copo de quinoa por refeição, ou o equivalente a uma bola de tênis. O sintoma pode ser por comer grandes quantidades de baixo FODMAP e muita fibra de uma só vez.


IDEIAS DE REFEIÇÃO

1. Prefira alimentos sem glúten feitos de nozes, mirtilos, maple sem xarope de glicose.
2. No café da manhã coma ovos mexidos com espinafre, pimentão e queijo chedar.
3. Mingau de aveia com banna, amêndoas e açúcar mascavo.
4. Vitamina de frutas misturada com iogurte sem lactose e morangos.
5. Macarrão de arroz com frango, tomate e molho pesto.
6. Salada de maionese com alface, pimetão, pepino, tomates e vinagre balsâmico.
7. Sanduíche de peru, alface, tomate, queijo chedar, maionese e mostarda.
8. Sanduíche de presunto e queijo suiço no pão sem glúten, com maionese e mostarda.
9. Carne e vegetais na moda chinesa.
10. Tortilhas e quijadilhas mexicanas.


Leituras indicadas:


Evidence-based dietary management of functional gastrointestinal symptoms: The FODMAP approach.


junho 22, 2018

Vou acertar o gato

Por Elisabeth Santos



Hoje, no jogo do Bicho, acertarei o gato e com a grana irei comprar uma porta para instalar na área de serviço da minha moradia. Tudo isto tramei quando estava saindo da cozinha para verificar a intensidade dos pingos da chuva lá fora e... um gato enorme passou ventando sobre meu pé e “debandou na pirambeira” como se diz por aqui quando o outro é tão ligeiro na fuga, e não vê barreira à sua frente. Nem com os pingos gélidos da água a cair do céu, o bichano se importou. Decerto correu para continuar a soneca na oficina, do dono da casa, que também está sem porta.

Ato seguinte verifiquei com as costas da mão os três lugares prováveis do gatão ter passado a noite. Descobri que dormira sobre a pilha de tapetinhos limpos, pois ali estava bem quentinho. Será que gato traz pulgas? Por via das dúvidas bombeei inseticida no local.

Um dia desses minha amiga, que mora em frente à minha casa, flagrou um outro gatão em sua cozinha. Ele correu pelo quintal, pulou o muro levando na boca o filé de frango que estava degelando à beira da pia, e haveria de ser servido como prato principal do almoço.

Sem contar os inúmeros acontecimentos de felinos caçando pássaros de estimação dentro de suas próprias gaiolas, não sei o que mais poderão inventar.

No meu jardim apareceu uma cobra. Depois que o jardineiro a matou, recolhi a peçonhenta num vidro com álcool, deixando-o no galpão das ferramentas. Passados os tempos das “vacas gordas”, um gato amarelo procurando comida pela estante do galpão, percebeu que “a coisa” se mexia. Estava claro, para mim, que o andar do gato balançava o líquido. Não deu outra: o gato acertou o pulo, derrubou o vidro, se alimentou da magra cobrinha de jardim, e lambeu o chão molhado de álcool. Na certa saiu embriagado.

O último lance ocorreu há poucos dias quando vi o gato malhado subindo na macieira para caçar o filhote da sabiá, desesperada piando por socorro. Corri a espantar o caçador, mas ele voltou e realizou o intento.

Sei que todo animal precisa alimentar para sobreviver.

Acho que nos meus domínios está faltando um canzarrão para completar a ciclo alimentar da natureza...





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junho 15, 2018

Nossa Máquina de Costura

Por Elizabeth Santos
 

Sempre havia um curso de Corte e Costura em cada cidade do interior. Geralmente ensinava-se o corte muito bem ensinado através das medidas do interessado em uma roupa nova, e um método onde moldes eram utilizados. Podia-se determinar a duração deste curso de “Corte”, mas o de “Costura” não. Na casa da professora, duas máquinas somente: a do aprendiz, e a da mestra não eram suficientes para a demanda.

As pessoas queriam aprender o ofício por necessidade mesmo. Comprar roupas prontas ficava bem mais caro, e quase sempre precisavam de um ajuste. Além do mais, fábricas e confecções... só nas cidades maiores, com várias lojas.

Consequentemente, em cada família, pelo menos um elemento desenvolvia a habilidade do “corte e da costura das roupas”.

Minha avó, por exemplo, confeccionava os vestidos das meninas, e meu avô fazia calças e ternos para os meninos. Este dominou a arte trabalhando como aprendiz de alfaiate, pois de nada adiantava aprender a fazer moldes e cortar casimiras, e tentar levar as peças para emendar o “quebra cabeça” em casa. Eram detalhes, minúcias, exatidão milimétrica, principalmente porque, a maioria das costuras nas roupas masculinas ficam visíveis, e não no avesso do pano.

Lembro-me que vovó a pedalar sua máquina de costura, quase não fazia barulho. Já a máquina do vovô tinha som de trem de ferro em movimento, guardadas as proporções. Crianças curiosas ficavam em volta aguardando oportunidade de “ajudar” e algumas vezes costuravam o dedo para então... Chorar muito! Na divisão dos serviços sobrava para esta turminha: enfiar linha no orifício da agulha, alinhavar dois tecidos, costurar a mão bainhas das rodas das saias, e dar nós na linha do arremate. Quem levava jeito para aquelas tarefas acabou aprendendo a fazer a própria roupa. Grande vantagem, pois seguiam o figurino atualizado!

Até o nosso século, quem sabe costurar à máquina, e estas são computorizadas, tem o gosto de vestir criações exclusivas, sob medida, com tecido pré-encolhido, etc. e tal.

Não é pra qualquer um tamanho luxo!  
 
 
 
Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".

junho 08, 2018

Minha natureza

Por Elisabeth Santos

 
Eu denomino minha a natureza que não me pertence, mas circunda-me, encontra-se no meu entorno.

Tenho sim, como propriedade meu modo de agir, que modifico de acordo com a circunstância sem ferir a essência do que sou, e tenho como meu. Esta sim posso afirmar ser... a minha natureza!

De criança já gostava da Natureza Mãe:

Árvores, bichos, sol se pondo, água jorrando nas pedras, ondas se desfazendo na areia, chuva, brisa e muito mais.

Aprendi do berço coisas assim:

Enxergar figuras nas nuvens; distinguir pássaros por seus cantares; cheirar folhas das plantas para antecipar quais seriam seus frutos; escolher pedras por seus formatos e cores; determinar a lenha que haveria de dar bom fogo para cozer e assar a comida.

Minha mãe advertia:

_ Se quiser ter bicho em casa, terá que ajudar a cuida-lo. Ninguém tem o direito sobre vida e morte de seu animalzinho de estimação.  Todos os dias temos, que oferecer-lhe alimento, abrigo, o que mais precisar.

E tínhamos um bassê chamado Bob, e um canarinho belga canoro sim senhor!

Um papagaio falante a dar notícias de tudo quanto fosse arte infantil, e um galinheiro cheio de um outro tipo de ave: alimento ideal para os domingos, dias santos e feriados em família.

Crianças não conseguiam entender essas diferenças, portanto nunca podiam presenciar a matança dos bichos que iriam para a panela.

_ A natureza está aqui também para servir a outra natureza. A humana.

_ A natureza humana necessita mesmo alimentar-se de carne?

_ Não, mas tomou gosto desde a época em que vivia nas cavernas.

Adolescentes questionam adultos. Estes questionam a Ciência. As pesquisas científicas não conseguem avançar, sem experimentos em seres viventes.

E chego a concluir sobre o meu ser natural: não sou isso ou aquilo. Devo ser uma mistura bem misturada, num equilíbrio perfeito, para sobreviver saudável nesse mundo velho sem porteira.   

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Elisabeth Carvalho Santos desde alfabetizada lê tudo que aparece à sua volta. Depois de aposentada professora (não de Português) resolveu escrever. Colabora com o jornalzinho da família, participa de concurso cultural e coleciona seus textos para publicar oportunamente. Os assuntos brotam de suas observações, das conversas com amigos e são temperados com pitadas de imaginação e bom humor. Costuma afirmar que "escrever é um trabalho prazeroso e/ou um lazer trabalhoso que todo alfabetizado deveria experimentar algum dia".