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novembro 19, 2014

Doenças crônicas e dietas alimentares

 

Muitos estudos indicam a correlação entre doenças crônicas e dieta ou hábitos alimentares para ser politicamente correto. O consumo diário de frutas e vegetais, por exemplo é reconhecido por reduzir o risco de câncer e doenças cardiovasculares.

Em paralelo aos traços de vitaminas e minerais encontrados nos alimentos, a função fotoquímica parece ser ainda mais relevante para a expressão desses componentes no corpo humano. Sendo assim, compensa atentar para a função que esses elementos desempenham no organismo.

O tiol, por exemplo é um tipo de captador que está ligado ao processo antioxidante das células as protegendo dos danos oxidativos vitais. Tiol ou tioálcool estão nos grupos de sulfídricos, mercaptano etílico ou somente mercaptano que no latim significa captador de mercúrio, mercurim captans.

Essenciais para prevenir os malefícios do envelhecimento essas biotinas ou tióis derivados de produtos biológicos são divididas em vários tipos. Uma delas é a glutationa um tiol não protéico (GSH, L-glutamyl-L-cysteinyl-glycine) que é sintetizada pela γ-glutamil cisteína (GGC, γ-glutamyl cysteine) que vai formar a sintetase glutationa. A glutationa também participa de um processo redutivo essencial na síntese de DNA e proteínas. Além disso,  ela estoca e transporta cisteína.

A cisteína e glutationa entregam componentes importantes para que as células normais, por exemplo se protejam de radiações agentes químicos (remédios de quimioterapia). No mesmo grupo estão a homocisteína que está relacionada à arteriosclerose e a N-acetilcisteína que é usada no tratamento de bronquite crônica e intoxicacão de acetaminofen (paracetamol).

O problema fica por conta da insuficiência de estudos biológicos sobre o tiol presente em frutas e vegetais, mas o estudo Biologically Important Thiols in Various Vegetables and Fruits esclarece um pouco a situação. Aliás ele é uma referência desse texto.

A pesquisa desses alimentos pode ajudar também a entender o motivo de alguns pacientes de lúpus terem reações alérgicas aos alimentos com alto teor de enxofre (sulfur). Pesquisando em várias fontes não fica claro onde encontrar o elemento e a confusão se explica quando vemos que estão pensando em elemento e não nas reações bioquímicas como falei no segundo parágrafo desse texto.

Por isso fica difícil saber o que retirar e o que introduzir numa alimentação anti-inflamatória. Pelo pouco que pesquisei, alguns escrevem a lista de alimentos controladores de doenças crônicas sem saber as funções que eles desempenham dentro do corpo.

Um bom exemplo é o aspargo, assim como outros crucíferos, tem enxofre (20 ml/g), mas também tem glutationa (349 nM/g) e cisteína (122 nM/g). O abacate apesar de conter o mesmo tanto de enxofre e glutadiona que o aspargo, contém pouca cisteína (4 nM/g). Sendo assim o abacate tem baixa capacidade de carregar metais pesados pelo organismo por ter menos tiol.

Por algum motivo não explicado, mas observado por médicos estudiosos do assunto, alguns portadores de lúpus se sentem melhor quando tiram da dieta os alimentos que contém essa substância, o tiol. Não necessariamente os que contém enxofre.

Segue uma lista que considera tanto o elemento (tiol) quanto a função que desempenham (free-tiol).

  • ostras várias, incluindo abalone
  • abóbora, todos os tipos
  • leite de amêndoa
  • anchovas
  • alcachofra
  • abacate
  • bacon
  • bambu
  • cevada
  • carne vermelha, contém enxofre, mas é o caso explicado acima sobre o tiol
  • beterraba
  • mirtilo ou blueberry
  • fruta pão
  • açúcar mascavo
  • trigo búlgaro
  • manteiga
  • cantalupo
  • carpa
  • cenoura
  • melão, vários tipos, japonês, sapo, amarelo
  • aipo
  • frango, carne mais escura
  • fígado de frango, boi e porco
  • canela
  • coco seco ou fresco, não existem quantidades significantes de tiol na fruta, mas alguns produtos contém sulfitos para não amarelar
  • óleo de fígado de bacalhau
  • milho
  • óleo de algodão
  • pepino
  • tâmara
  • peixe seco
  • pato
  • enguia
  • berinjela
  • peixe fermentado
  • figos
  • linguado
  • gelatina
  • raiz de gengibre, fresca
  • ganso
  • grapefruit
  • suco de grapefruit espremido na hora
  • goiaba
  • ervas frescas, alecrim, tomilho, manjericão
  • mel
  • carne seca
  • cavalinha
  • kiwi
  • nagami
  • ovelha, carneiro
  • limão, suco de limão fresco
  • alface
  • lima
  • lagosta
  • nêsperas
  • mangas
  • manjerona
  • cogumelos
  • aveia
  • polvo
  • salsinha
  • nabo
  • pera
  • pimenta branca
  • pepperoni, atenção porque às vezes adicionam alho no preparo e alho contém tiol
  • caqui
  • faisão
  • romã
  • porco
  • batata
  • codorna
  • coelho
  • arroz
  • leite de arroz
  • salmão
  • sal
  • sardinhas
  • escalope
  • sementes, girassol, abóbora, linhaça
  • semolina
  • óleo de gergelim, mas as sementes de gergelim contém muito tiol 
  • tubarão
  • frutos do mar
  • camarão fresco
  • peixe defumado
  • arenque defumado
  • escargô
  • óleo de soja
  • abóbora espaguete
  • abobrinha todos os tipos
  • batata doce
  • truta
  • atum
  • carne de peru, clara e escura
  • vinagre branco
  • água de castanha portuguesa
  • melancia
  • açúcar branco
  • farinha de trigo integral
  • mandioca
Se quiser saber sobre os alimentos que contém tiol veja a página Sulfur Foods. Lembre-se sempre de combinar essa lista com outras listas de alimentos restritos para fazer uma dieta customizada e melhorar logo!


ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemente ou começar a fazer qualquer tratamento. Por favor use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.


janeiro 01, 2020

Altas doses de vitamina D3 para doenças autoimunes ou altismo


Quem sofre de doenças autoimunes ou autismo tem resistência genética dao metabolismo da vitamina D. Sendo assim, o sistema imunológico fica desregulado atacando o próprio organismo. Por isso mesmo vai precisar de doses bem mais altas que as usuais para que a vitamina D possa agir como um imunorregulador ou imunomodulador para controlar a doença autoimune, por exemplo a esclerose múltipla, o lúpus, a artrite, psoríase, vitiligo, diabetes tipo 1, espondilite, doença de Crohn e outras, bem como o autismo. Assim pode evitar o uso de imunossupressores, corticóides e outros remédios que têm graves efeitos colaterais.

Para fazer o Protocolo Coimbra, o principal cuidado é retirar quase todo o cálcio da dieta (leite, derivados e qualquer suplemento que o contenha) e tomar muita água ou outro líquido, para que o excesso de cálcio seja eliminado pela urina. A vitamina D é de baixa toxicidade. A única toxicidade em altas doses, é uma grande absorção de cálcio dos alimentos. Se em excesso, ele pode se depositar nos tecidos moles e causar doenças.

RESUMO DO PROTOCOLO COIMBRA P/ DOENÇAS AUTOIMUNES OU AUTISMO:


1) Vitamina D3 em altas doses: As doses costumam variar de 20.000 a 400.000 ui por dia, depende de cada pessoa. Mas a dose padrão é de 1.000 ui por Kg por dia, o que, para uma pessoa de 70 Kg daria 70.000 ui por dia. E para uma criança de 20 Kg daria 20.000 ui. 

Mas eu acho prudente iniciar com 500 ui por Kg por dia, para qualquer idade. Para uma pessoa com 60 Kg, daria  30.000 ui por dia. Se o PTH (exame de sangue do Paratormônio) não diminuir após 2 meses, aí aumente a dose. E continue assim até o PTH baixar e a doença ser controlada total ou parcialmente. Quando o PTH baixar, e ficar próximo do mínimo (de 4 a 10 pg/ml), significa que a dose está correta e a doença pode ser controlada. Se o PTH baixar muito, e ficar abaixo de 4, significa que a dose de vitamina D está alta e deve ser diminuída.

O Protocolo Coimbra indica vitamina D manipulada, com 1.000 ui por gota, por uma questão de padronização. Se a pessoa quiser usar em cápsulas tem o mesmo efeito. Eu prefiro usar a vitamina d importada. Compro em potes com 360 cápsulas, de preferência da marca Healthy Origins . Nos EUA, custa 15 a 20 dólares cada pote. No Mercado Livre, custa de R$ 100,00 a R$ 150,00 o pote.

2) Cloreto de magnésio: Sachê ou potinho com 33 g: Diluir em 1 litro de água e tomar 1 a 4 copinhos de 50 ml por dia. Cada copinho de 50 ml tem 200 mg de magnésio puro.

Ou em cápsulas de 500 mg, que costumam conter de 60 a 70 mg de magnésio puro por cápsula: 3 a 12 por dia.

3) Ômega 3 - 1000 mg, que contenha EPA e DHA mais elevados: 1 a 3 cápsulas por dia.

4) As outras vitaminas e minerais, eu não uso. No lugar eu uso um polivitamínico que não tenha cálcio.

5) Pelo menos 2,5 litros de água ou outro líquido por dia.

6) O Protocolo Coimbra não faz restricão ao glúten.

Obs.: Se a pessoa tiver problemas renais, o tratamento deve ter acompanhamento obrigatório de um médico especializado no protocolo.



*O criador do protocolo, Dr. Cícero Galli Coimbra disse que, 95% do sucesso é proveniente da Vitamina D. 

Podemos concluir, que se for preciso, podemos usar só a vitamina D e fazer a dieta de restrição de cálcio e hidratar bastante.


Dois requisitos são obrigatórios para fazer o tratamento:


1) Seguir uma dieta restritiva de cálcio leite e seus derivados.


2) Ingerir no mínimo 2,5 litros de água, ou outro líquido, diariamente, para que o excesso de cálcio seja eliminado pele urina.


Exames laboratoriais são realizados para controle, tais como:


1) Vitamina D (25-OH-D): Se o resultado da vitamina D ficar acima do máximo da referência do laboratório (acima de 100 ng/ml), não se preocupe, pois é assim mesmo. Deve subir até o PTH baixar.


2) Paratormônio (PTH): É o marcador da dose de vitamina D. Deve baixar e ficar próximo do mínimo, isto é, de 4 a 10 pg/ml, para que a doença seja controlada. Se estiver médio ou alto, é sinal que precisa aumentar a dose de vitamina D. Se o PTH baixar muito, e ficar abaixo de 4, significa que a dose de vitamina D está alta e deve ser diminuída.

3) Calciúria 24 h (cálcio na urina 24 h): Não deve passar de 300 mg.

Obs.:  Numa minoria dos pacientes que não foram completamente beneficiados pelo tratamento foram identificados os seguintes fatores interferentes:

1 - Persistência de alto grau de distúrbio emocional (como irritabilidade e depressão, muitas vezes em reação à presença de sequelas mais antigas potencialmente irreversíveis ou apenas parcialmente reversíveis). O estado emocional positivo, otimista, parece favorecer fortemente a recuperação de sequelas.

2 - Hábito de banhos excessivamente quentes.
3 - Tabagismo.
4 - Uso frequente bebida alcoólica, especialmente destilados.
5 - Infecções frequentes, tais como infecções urinárias de repetição decorrentes de bexiga neurogênica (temos tentado desenvolver estratégias preventivas).  

MÉDICOS DO PROTOCOLO COIMBRA:
Infelizmente menos de 1% dos médicos conhecem o Protocolo Coimbra. Mas há médicos treinados nas grandes cidades do Brasil e do exterior.


DOSAGEM PARA QUEM NÃO TEM DOENÇA AUTOIMUNE:

A dose média costuma ser de 150 ui por kg por dia. Para bebês dá de 500 a 2.000 ui por dia, para crianças de 2.000 a 5.000 ui e para adultos de 5.000 a 10.000 ui por dia. Para estas doses normais, não é preciso fazer dieta de restrição de cálcio.


ATENÇÃO
Todo o material escrito na seção ALERGIA tem somente a intenção de informar com referências. Você não deve de jeito algum deixar de conversar e comunicar seu médico sobre suas decisões de trocar ou parar de tomar qualquer remédio, suplemento ou começar a fazer qualquer tratamento diferente do que foi passado por ele. Por favor, use o bom senso, faça sua própria pesquisa. Consulte seus especialistas quando resolver fazer alguma substituição que afete sua vida.


REFERÊNCIAS:

Dr. Cícero Galli Coimbra
Dr. Michael Holick
Dr. John Cannell 
Vitamina D Brasil

Protocolo Coimbra